Falta de combustível priva abastecimento de água no Bengo (Alto Kawale)

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 23/06(Wizi-Kongo) – Por falta de combustível, concretamente, gasóleo para abastecer o gerador que permite fazer funcionar a eletrobomba no local de captação de água, no rio, as privou as famílias da sede da comuna do Bengo, município de Alto Kawale (Cangola), província do Uíge, terem o precioso líquido jorar nas torneiras.

Há caminho de um mês, o líquido precioso já não jora nas torneiras da comuna do Bengo, 225 quilómetros da sede capital da província do Uíge, porque os bidons (vagiliames) enviados a sede do município, Cangola, para serem abastecidos ou levados em Negage ou Uíge para o mesmo fim (abastecimento), até ao momento não regressam cheios a comuna, restando para as famílias voltarem ao costume antigo, andar quilómetros a pé em busca da água, na cabeça, nos rios em volta da comuna.

O gerador de aproximadamente 500 kw da sua capacidade, por média têm sido abastecido com 20 a 40 litros de gasóleo, combustível este que é dado pela administração municipal local, e por vezes a mesma comuna consegue uns (trocados) que compra o combustível com objectivo de ver o motor funcionar e, com isso, permitir o abastecimento de água.

Por vezes, o combustível fica já no bidom ou nos bidons por dois a três dias na sede do município, pois, para o seu transporte até a comuna é necessário dialogar com os moto-taxistas de duas rodas, ou mesmo, colaborar com um dos professores que aí frequenta e assim conseguesse embarcar o combustível, uma vez que o troço que liga a comuna a sede de Cangola é de difícil acesso e não é muito frequentado por carros.

Neste momento, a comuna encontra-se sob terra de ninguém, ou seja, um funcionário sénior local da administração, encontra-se a governar a comuna, pois, desde que terminou o mandato do primeiro e adjunto administrador comunal, já há longos meses, até aqui não foram nomeados novos gestores, deixando com isso aquela gente, naquele local, a sua sorte.

Numa passagem que o Wizi-Kongo teve hoje, domingo, naquela circunscrição uigense, que limita com as duas provinciais de Malange e Kuanza Norte, notou isso mesmo que a comuna se encontra sem direção por falta de um gestor e, a sua nomeação para os destinos da comuna é solicitada com urgência pelos habitantes, que aos poucos vão ficando impacientes e desesperados em ver as questões principais serem resolvidos.

Questões esses, entre outros, que estão ligados ao fornecimento de energia e água, construção de escolas e postos médicos, aseguramento de assistência médica, de investimentos no sector da agricultura e, principalmente, na asfaltagem dos 52 quilómetros que liga a sede do município a sede da comuna. De bom, com maior ou menor dificuldades, os serviços de saúde e de ensino encontram-se em funcionamento, com destaque para o sector da educação que marca sua presença em todas as aldeias, sendo o ensino médio, o único que funciona na sede da comuna, ministrando da 10 a 12 classes, nos variáveis cursos de ciências físicas e biológicas, humanas e jurídicas, desde 2012 até a data presente, mas a saúde é controlada apenas em três unidades sanitárias, das quais um centro médico na sede da comuna e dois outros postos médicos, em igual, número de aldeias, sendo neste sector, que a população solicita mais investimentos, a julgar pela sua importância na vida das famílias.

Os dois sectores, saúde e educação, atende também habitantes provenientes das vizinhas provinciais de Malange e Kuanza Norte, porque a comuna encontra-se num ponto estratégico para acudir as dificuldades das populações do Uíge, Malanje e Kuanza, por essa, tendência é deixado a responsabilidade para quem é de direito olhar com bons olhos dos investimentos sérios que a comuna do Bengo deve beneficiar. José Maurício, soba da circunscrição, disse ao Wizi-Kongo, que pelo tamanho do gerador uma vez bem explorado poderá ser útil para no mínimo fornecer energia eléctrica a sede da comuna, ao invés de limitar-se apenas em fins de puxar a água.

Entretanto, José Maurício, limitou-se em dizer mais detalhes sobre a real situação da vida das pessoas daqueles localidade, tendo apenas resumido em semblante triste que, “no tempo colonial a vida aqui era muito melhor”. Apesar de ser domingo, o Wizi-Kongo foi atrás do actual indicado a administrador, enquanto se aguarda a nomeação do verdadeiro administrador, Santos Augusto, como é chamado, negou prestar qualquer declaração, legando motivos de não estar autorizado a falar para órgão de comunicação social, em seguida pediu suas humildes desculpas.

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