Makuta Nkondo: ” Os assimilados bantu, são brancos pintados a preto, são MOSNTROS”

Por Makuta Nkondo *

A medicina tradicional e natural identifica os bantu, da mesma maneira que os nomes e as línguas. Também é um Bilhete de Identidade (BI) bantu.Um povo sem cultura assemelha-se a um barco sem governante.

Muitos bantu assimilados confundem modernismo e globalização com a alienação mental. Estes bantu assimilados e alienados são autênticos brancos pintados a preto ou pretos com cabeças de branco; são monstros.

Neste contexto, aproveito a ocasião para dissipar a confusão que se faz entre os conceitos deste ramo; nomeadamente entre a medicina tradicional e a feitiçaria.

Na tradição bantu, em especial a Kikongo, a maioria dos que se dedicam a estes especialidades são chamados por Nganga.
Existem:

– Ngang’a Nkisi;
– Ngang’a Mawuku;
– Ngang’a Ngombo;
– Simbi (Mpeve a Nlongo ou Ngunza);
– Ndoki;

Muitos confundem um do outro. Senão vejamos, o Ngang’a Nkisi em português é um Feiticeiro ou Kimbandeiro; enquanto que Ngang’a Mawuku é um Curandeiro, é um médico tradicional.
Ambos são visíveis, palpáveis e comunicáveis, mas com fins diferentes.

O Ngang’a Nkisi (Feiticeiro) e’ maléfico; geralmente é um charlatão. Ele mata. Promete dar o poder e a riqueza ao seu cliente, quando ele próprio é miserável. É um charlatão! O Ngang’a Nkisi publicita e vende o seu trabalho; às vezes cobra o preço com sangue humano. De dia dá feitiço, no fim e a noite cobra vidas humanas.

O Ngang’a Mawuku (Terapeuta ou Curandeiro) trata, cura e salva a vida. É um médico tradicional.
Trata com folhas, raízes ou com plantas e outros produtos naturais como Luvemba, Nkula ou Lukula.
O terapeuta tradicional trabalha secretamente, não publicita o seu trabalho e não cobra nada. A recompensa depende da vontade do paciente (Nsaku). A curandaria é hereditária; transmite-se de avo ao neto.

Geralmente, um curandeiro age de dia, não estende os seus produtos e faz tudo secretamente. Outra confusão está entre uma feitiçaria e uma bruxaria ou Sorcelaria (Loki ou Kindoki). Um feiticeiro é visível, palpável, comunicável e vende os seus feitiços a quem quiser. Um bruxo ou Sorceiro (Ndoki) é invisível, incomunicável e voa a noite, deixando uma cauda de fogo como uma cometa (Nyeya).

Antigamente, uma bruxaria ou Sorcelaria (Loki, Kindoki) era clánica (familiar); isto significa que ela era apenas e exclusivamente transmissível entre membros de um mesmo clã. Ela era transmissível só para uma criança. Se for transmitida a um adolescente ou adulto, a vítima enlouquece ou fica esquizofrênica (Loki wa nzunzu a Nsa).

O clã bantu é matriarcal.

Hoje, a Bruxaria ou Sorcelaria (Loki, Kindoki) saiu do clã e é transmitida ah pessoa de outros clãs, independentemente da sua idade, através de ofertas. Por isso, existem crianças bruxas ou sorceiras (ndoki), mas não existem crianças feiticeiras (ngang’a nkisi).

Por seu turno, o Ngang’a Ngombo (Vidente) serve para revelar a origem e o autor do mal que se vive no clã. De igual modo, o milagreiro ou a cura por milagre (Ngunza) e charlatanismo.

*Intervenção do deputado Makuta Nkondo no Colóquio Internacional da Medicina Tradicional e Natural que decorreu Segunda-feira, 06, na Escola Técnica de Saúde, em Luanda.

Via facebook/Makuta Nkondo

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