NSIMBA ye NZUZI, bana ba NLONGO.

Vamos aprender os usos e costumes de Angola.

NSIMBA ye NZUZI, bana ba NLONGO.

O nascimento de gêmeos na cultura do Kongo angolano constitui um acontecimento extraodinário, visto que a via uterina foi feita para “fabricar” um só ser humano. Se aperecer MAPASA (Gémeos, em kikongo), só pode ser por vontade do NZAMBI A MPUNGU.

A via uterina que “O Todo-Poderoso” visita só pode ser sagrado, os filhos que nascen nesta via, são elevados à categoria de divindades vindas “de um mundo de espíritos”, detentores de um poder sobrenatural.

No tempo do reino do Kongo, os gêmeos eram carimbados de “Mpemba” na figura pelos sacerdotes, uma enorme cerimónia era organizada em sua honra para os adaptar no mundo dos vivos, assim, todos filhos que vão nascer, nesta via, depois dos Mapasa serão considerados como sagrados (bana ba nlongo”.

NSIMBA – é uma divindade do mundo aquático
NZUZI – é uma divinidade com poder de julgar
LANDU – Do verbo “Landa”, que significa seguir, aquele que
seguiu os gémeos.
LUKOMBO – é aquele que vem varrer a via uterina.
NSUKULA – é aquele que aparece para lavar o útero.
KATÚMWA – o inesperado. Aquele que nâo se esperava.

Na realidade, o lukombo deveria terminar o nacsimentos, é por isso que leva o título, “Quem varre”. Se NSUKULA aparecer é porque o LUKOMBO não varreu bem. Emfim o KATÚMWA, é aquele que nâo estava a se esperar.

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