Falta de jornalistas condiciona funcionamento da rádio Bungo

Por Alfredo Dikwiza

Uíge – A falta de jornalistas condiciona, há dois anos,  o bom funcionamento, antes leva a cabo no Centro de Produção da Rádio Bungo, 81 quilómetros a norte da cidade do Uíge. Inaugurado no mês de Dezembro de 2011, pelo antigo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Rádio Nacional de Angola(RNA), Pedro Afonso Cabral, totalmente equipado com material de ponta, começou a emitir em frequência modulada (FM), no canal 97.3 megahertz, num raio de 40 quilómetros.

Para assegurar o funcionamento da mesma estação radiofônica, Ferreira Manuel, foi nomeado como chefe do centro de produção no Bungo, uma viatura de marca Suzuki, cor preta, lhe foi atribuída com vista a facilitar as deslocações de um lado para outro. Com isso, Ferreira Manuel, contou ainda com um leque de repórter antigos e novos (todos colaboradores), com vista a dar vida aos programas locais nos períodos da manhã, tarde e noite da mesma rádio alimentado por um grupo gerador e da rede geral do município, também por via de gerador.

Em volta disso, a rádio Bungo que a tanto era almejado por parte das autoridades tradicionais, eclesiásticas e a população em geral, começou a trabalhar sem sobressaltos, deixando as famílias locais informadas de acontecimentos locais e não só. Enquanto a população sentia os efeitos da rádios, os principais protagonistas disso (jornalistas e técnicos), alguns “travavam com a janta”, ou seja, não eram recompensados em nada por aquilo que faziam, e para os sorteados que do chefe de produção apanhavam uma micha, não passava a acima dos dez mil kwanzas. Ainda assim, de corpo e alma e ” como mudo fossem”, os mesmos profissionais não deixavam os seus créditos em vão, muito menos se ouvia rumores na falta de um subsídio, ou qualquer que fosse, tudo porque pensava-se no amanhã as coisas serem melhor de acordo com as promessas do director provincial da RNA no Uíge, João Isaac. Durante três, quatro, cinco e seis anos, “sem nenhum tostão”, aqueles jovens profissionais deram tudo e mais alguma coisa do seu melhor, mais o amanhã tardava ser “dia’ e quando chegava o “dia”, tardava ser “noite”, para eles.

Com isso, um por um, começou abandonar aquela estação, e sempre que um saísse, Ferreira Manuel, como um guerreiro e aproveitador, na obediência de seu chefe (João Isaac), empregava outra pessoa, mas sem direito ao subsídio, segundo informou hoje, sábado, ao Wizi-kongo, um antigo repórter daquela rádio, mas que pediu um anônimo. Diante desta novela, e no abrir do olho das pessoas, em 2015, a mesma rádio perdeu a pujança anterior, através da rejeição na maioria dos funcionário, depois de terem dito um ” basta”, deixando o chefe do centro acumular várias tarefas e a resdobrar-se nisso e aquilo, sem igual. Para a “morte do artista”, em 2017, João Isaac, retirou Ferreira Manuel do centro do Bungo, para o município de Negage, deixando as ” moscas” o centro do Bungo por algum período, ou seja, o centro do Bungo ficou a depender de Negage e do Ferreira Manuel, ao mesmo tempo, melhor o centro do Bungo começou a ser aberto, quando Ferreira Manuel saísse de Negage e logo que regressava a estação fechava.

Meses depois, foi depositada a confiança a um novo colaborador, aparentemente ter uns 21 anos e outro técnico, que coordenam aquele centro de produção, abrindo-o apenas nas horas dos noticiários principais, às sete, 13 e 20 horas, e logo que o jornal acabado, em cada uma destas horas, o equipamento é desligado totalmente. A falta de valorização do homem está na base desta situação penúria, deixando os equipamento físicas numa espécie de um “monstro adormecido”, que certamente tanto custou dos cofres da administração local e por parte da empresa RNA, valor este, uma vez, implementado na construção de uma escola, posto médico ou utra acção social, serviria melhor os habitantes da circunscrição.

Tal como em 2017, neste primeiro mês de 2018, assituação do Centro de Produção da Rádio Bungo, continua na mesma coordenação de um colaborador e outro técnico, que, igualmente, têm a incumbência de abrir aquela estação apenas às sete, 13 e 20 horas, momentos que é transmitido os noticiários por via dos studios central, na capital do país, Luanda. Entretanto, Wizi-kongo, apurou de fontes credíveis e próximas do director provincial da RNA local, que Ferreira Manuel, exerce actualmente no município de Negage, a mesma função que assumia no Bungo, estando também a responsabilizar do centro do Bungo. Segundo ele, a medida surge na falta de quadros capacitados com que a RNA local se depara, motivo originado com a expulsão de vários correspondentes por falta de dinheiro, mas que muito destes colaboradores se fossem aproveitados nos dias de hoje, a rádio estaria servida de bons valores, resumiu.

Wizi-Kongo

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