Acção Social quer travar casamentos precoces

Evento abordou a onda de casamentos prematuros Fotografia: Eunice Susana | Edições Novembro | Uíge
Por Nicodemos Paulo

Responsáveis do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher defendem que sejam intensificadas campanhas de sensibilização em todo o território da província do Uíge para se travar a onda de casamentos e casos de gravidezes precoces.

Os responsáveis da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, que manifestaram esta pretensão durante o 18º Conselho Consultivo deste órgão, realizado na cidade do Uíge, propõem que tal acção deve ser desenvolvida com o apoio de entidades religiosas, sociedade civil e escolas.

Os agentes comunitários do sector da Saúde e parteiras tradicionais devem ser igualmente chamados a intervir no processo, segundo os participantes ao Conselho Consultivo, que defendem campanhas constantes de sensibilização nas zonas periféricas e rurais.

O fórum recomendou aos encarregados de educação para abordarem, profundamente, com os menores temas sobre a sexualidade por causa das várias mensagens ambíguas, propaladas através das redes sociais.

Conflito familiar

Por seu lado, a vice-governadora provincial, para o sector Político e Social, disse que as falsas ideologias que emergiram nos últimos anos, a violência doméstica, o alcoolismo, a fuga à paternidade e as relações extraconjugais têm concorrido para os conflitos familiares.

Maria da Silva lembrou que, na tradição africana, a família assume um papel preponderante na educação e transmissão de valores culturais aos mais novos. “Por isso, os progenitores não devem furtar-se das suas responsabilidades, deixando os filhos à sua sorte”, defendeu.

A governante frisou que na família se constrói, também, os alicerces e pilares da nação, projectando as motivações primárias da vida, bem como o respeito à vida, o perdão, a solidariedade e a harmonia social. “Nos dias que correm, estes valores tendem a ser banalizados por falsas ideologias ou comportamentos desviantes de algumas figuras”, disse, para acrescentar: “a desestruturação familiar é um factor que provoca a perca de valores entre os seus membros e dá lugar a toda espécie de práticas e atitudes atentatórias à vida, como o alcoolismo, aborto e a crença em ideias desvairadas, que em nada edificam a sociedade.”

Durante o evento, o padre Dário Baptista, da Igreja Católica, disse que “todas as acções quotidianas têm reflexos directos na família, pelo que se afigura como a primeira responsável pela afirmação pessoal.”

O sacerdote chamou atenção aos encarregados de educação que deixam a responsabilidade de educar os filhos à escola. “Não podemos esperar que apenas a escola ensine as crianças a respeitar os adultos, a respeitar a coisa alheia, temos de assumir esta responsabilidade.

Via JA

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