Adiado “sine die” julgamento de Luviluku e Kisseque

Por Alfredo Dikwiza/Jeremias Kaboco

Uíge, 13/07 (Wizi-Kongo) – Hoje, segunda-feira, nesta cidade, vinte e um dias depois da última sessão, estava prevista a retomada do julgamento do vice-governador provincial para os sectores técnico e infra-estrutura, Afonso Luviluku e o activista social Jorge Kisseque, num processo que muito promete até ao seu desfecho, mas o mesmo foi adiado “sine die”.

Essa informação foi apurada nesta manhã pelo Wizi-Kongo, junto do tribunal local, que, trata deste processo crimes de injúria e difamação, queixa feita pelo vice-governador do Uíge, Afonso Luviluku, contra Jorge Kisseque, activista social de 31 anos, meses depois do jovem ter realizado manifestações com dizeres “Luviluku o principal corrupto do Uíge”, “Luviluku é gatuno”, “ Luviluku fora” e muito mais, cujas manifestações iniciavam no bairro Kandombe-Velho e terminavam no centro da cidade, passando pelas ruas, entre outras, Agricultura, Comandante Bula, 1º de Agosto, Comércio e Ultramar.

Hoje, naquele tribunal da comarca do Kongo/Uíge, como estava previsto, já não serão ouvidos os declarantes arrolados no processo, entre eles, nomeadamente, Inês Kanga, Emílio de Castro, Félix Simão Lucas e Vicente Lima, respectivamente, cuja história local regista o primeiro caso em que uma alta figura da elite governativa é levada as barras do tribunal por causo de corrupção, nepotismo e outras práticas indecorosas.

Porém, caso acontecesse hoje essa sessão, no dia 20, isto é, daqui há sete dias, acontecerá a outra sessão reservada para as alegações finais e, só depois disto, será marcada a data para a leitura do acórdão da sentença. Enquanto isso, na província do Uíge, este julgamento é aguardado com muita expectativas, dada o seu interesse na envolvência de corrupção, um dos males que o presidente da República João Lourenço diz não dar “tréguas a ninguém”.

No dia seis do mês em curso, Jorge Kisseque, foi condenado há três meses de prisão com a pena suspensa e convertida em multa, com taxa de justiça de 25.000,00 (vinte e cinco mil kwanzas” e uma taxa diária de emolumentos de cinquenta kwanzas, por ter sido capturado pela polícia nacional, no dia quatro do referido mês, na tentativa de realização de uma marcha que visava soltar o grito de “fome e pobreza” no seio das comunidades.

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