Artesões clamam por falta de apoio no Uíge

Imagem de Alfredo Dikwiza/WK

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 17/10 (Wizi-Kongo) – Apesar do clamor manifestado na falta de apoios financeiros, capaz de alavancar as obras de artesãs no Uíge, os fazedores culturais do grupo “Zombo Dya Makanda”, não param de expor diversos artigos ao público de retracto histórico nacional e não só, feitos de argila, madeira, troncos e palitos de bordões.

Artigos, entre outros, como “pilões”, “mapa de Angola”, de “África”, “pensador”, “cercos de pesca”, “peneiras”, “cadeiras de junco”, “panelas de barro”, “sextos” e “vassouras”, são encontrados na casa de arte e de exposições localizada no coração da cidade do Uíge, concretamente, na rua Agostinho Neto, frente a frente a unidade hoteleira denominada Grande Hotel do Uíge (GHU).

Tirando esse imóvel onde funcionamos, nunca beneficiamos de apoio financeiro capaz de contribuir para o desenvolvimento deste projecto, cujos pedidos feitos em diferentes fóruns com o governo provincial do Uíge, nunca resultou em nada, ainda assim, continuamos a contribuir com estes artigos com objectivo de levar distante a cultura da região representada em arte”, afirma, hoje, quinta-feira, ao Wizi-Kongo, Pedro Luvwezo Talakiaku, responsável do grupo “Zombo Dya Makanda”,

Pedro Talakiaku, disse, que, há dias que não vendem sequer uma peça e, outros dias, conseguem vender uma ou duas peças, dinheiro este que apenas costuma servir para sobrevivência, cujos preços cobrados por cada peça vária pelo tamanho, a exemplo, um “pensador e mapa de Angola ou de África”, de tamanho menor, custa 5.000,00 (cinco mil kwanzas), já os médios dos mesmos artigos custam 15/20.000,00 (quinze/vinte mil kwanzas).

No local, avançou, 12 técnicos de artesãs asseguram a produção dos demais artigos e, neste momento, seis (6) jovens abraçaram a arte e estão aprendendo a profissão. Entretanto, na maioria dos artigos fabricados pelo grupo “Zombo Dya Makanda”, representam uma expressão cultural no presente, aquilo que foi no passado.

Aquele responsável fez saber que na lista dos compradores, constam cidadãos nacionais e internacionais, com destaque para os continentes da Europa, Asia e América, cujos países destacam-se França, Estados Unidos da América e Alemanha. “De certo modo, a julgar pelas vendas, chegamos de afirmar que o amor a profissão fala mais alto, que os lucros”,concluiu, Pedro Talakiaku.

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