Bosseke Mansoni condenado a três (3) anos de suspensão!

Por Alfredo Dikwiza e Jeremias Kaboco

Uíge, 19/05 (Wizi-Kongo) – Bosseke Mayamona Mansoni, antigo director do gabinete provincial do comércio, industria e recursos minerais no Uíge, bem como Eugénio Alfredo Ferraz, gerente da empresa, Eugénio Ferraz, Lda, foram condenados, nesta segunda-feira (17/05), por três anos de suspensão, pelo tribunal provincial do Uíge, através do cometimento dos crimes de peculato e falsificação de documentos, elaborado no processo número 84/019C.

Ambos, de acordo o Ministério Público, pagarão uma multa correspondente a 75 URP, cada, num período de cem (100) dias, igualmente, vão proceder o pagamento de indeminização ao Estado angolano a quantia de um milhão de kwanzas, a ser depositado na conta do gabinete provincial do comércio, industria e recursos minerais, mediante o comprovativo do banco.

Para taxa de justiça, Mbosseke Mayamona Mansoni, vai pagar 400 mil kwanzas e a devolução de 7.863.499,00 (sete milhões, oitocentos e sessenta e três mil e quatrocentos e noventa e nove kwanzas, enquanto que, Eugénio Alfredo Ferraz pela mesma via, irá devolver 769 mil e 310, 00 (setecentos e sessenta e nove mil e trezentos e dez kwanzas).

Entretanto, foram elaborados quisitos que ressoltou em provados e não provados os seguintes factos, de“16 de Maio 2016 até a data da detenção de Mbosseke Mansoni, momento em que exerceu o cargo de director provincial do gabinete provincial comercio, industria e recursos minerais”, que beneficiava de uma cota mensal depositada pelo governo do Uíge, que lhe dava o direito de celebrar contractos com algumas empresas.

Entre as destacadas no processo, consta a celebração de contractos verbais e por escreto de prestação de serviços e fornecimentos de bens com as sempresas, Tolene Filhos, Lda, ACCL, Lda, EAF Comercio e Prestação de serviços, LDA e EPA Investimentos, Lda, cujos dinheiros que eram depositado nas contas bancarias das referidas firmas, mediante as ordens de saque, em alguns casos emitiam facturas, outras não com objectivo de desviar o dinheiro do erário público.

Aquele tribunal esclarece que, depois que o dinheiro era depositado na conta bancaria destas empresas, Mbosseke Mansoni orientava os gerentes das mesmas que levantassem os dinheiros e o dinheiro levantado era entregue a técnica de finanças daquele departamento, Inês Gigi, que, a posterior entregava ao Mbosseke Mansoni. Como avança aquele tribunal, as empresas contratadas por Mbosseke Mansoni, serviam apenas de via para o desvio do dinheiro do erário público, que, servia para os seus interesses pessoais.

Na empresa Tolena e Filhos Lda, mediante ordens de saque assinados por ele, foram dois milhões trezentos e trinta e nove mil e quinhentos mil. Ordenou, igualmente, Mbosseke Mansoni, o pagamento mediante as ordens de saque as empresas Tolene e Filhos, Lda, ACCL, Lda e, o montante de catorze milhões setecentos e oito mil e oitocentos e dois kwanzas, tendo, deste valor, subtraído para seu interesse, sete milhões oitocentos sessenta e quatro mil, quatrocentos e oitenta e nove kwanzas. Um dos quistos do tribunal do Uíge, assegura que, apenas a empresa Tolene e Filhos, sob gestão de António Sebastião, fornecia as facturas e prestava serviços, as restantes empresas não.

Os dinheiros eram transferidos para conta bancaria de Inês Gigi, que, a posterior levantava e entregava ao físico ao Mbonseke Mansoni. Igualmente, durante a sua gestão naquele gabinete, desviou da uma viatura camião, que, foi apreendido pela PGR por ser propriedade do gabinete provincial do comércio, industria e recursos naturais.

Entretanto, hoje, quarta-feira (19/05), igualmente, foi condenado há oito anos o ex-director do gabinete provincial da educação do Uíge, Manuel Zangala, uma notícia que será divulgada a qualquer momento por este portal.

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