Caiu pano do nacional de boxe no Uíge

Por Alfredo Dikwiza e Jeremias Kaboco

Uíge, 27/05 (Wizi-Kongo) – A 25ª edição do campeonato nacional unificado de boxe, iniciado nesta quinta-feira (24), na cidade do Uíge, na presença de 106 pugilistas, caiu o pano hoje, domingo, num ambiente de satisfação.

Durante quatro dias, os lutadores das províncias do Uíge, Kuanza Norte, Cabinda, Huíla, Benguela, Luanda, Moxico e Zaire, presentes no campeonato nacional sob égide da Federação Angolana de Boxe (FABOXE), dividiram o mesmo ring, num ambiente de vitórias e derrotas. Decorrido no Cine Ginásio, contra o Pavilhão do FC, antes previsto, todos os combates foram testemunhados por aficionados da modalidade de todas as idades, que, chegaram de ultrapassar a capacidade ideal do referido Cine Ginásio três mil lugares sentados. Estando a suportar cinco mil pessoas.

Com aplausos, assobios e gritos, por cada combate, por cada K0 e ronda, tanto aos combates que envolviam os lutadores de casa, tanto os que envolvia lutadores de outras províncias, os presentes não poupavam esforços em dar energia extra a quem no ring procurava uma vitória, rumo a final da prova. Assim, as emoções que se faziam sentir dentro do Cine Ginásio, o estacionar dos carros do INEMA, Bombeiro e da Polícia Nacional, logo na entrada da maior sala de espectáculos do Uíge, servia como um auto cartaz na mobilização e no despertar dos demais cidadãos, inclusive os menos interessados.

Um por um, cada qual com o seu jeito, ao ritmo de passos largos e lentos os assistentes entravam na sala, para, em louco acompanhar o desenrolar dos combates
e, com isso, evitar que sejam contados o bom das emoções ali passados, por terceiros. Elevando para isso, um vivo interesse da prova, que, dos melhores lutadores da praça nacional desfilaram as suas qualidades no Uíge. Mesmo não tendo os sucessos desejados, para com os pugilistas do Uíge, ainda assim, os acompanhantes da modalidade e não só, não pararam de assistir os combates, antes pelo contrário, muito dos atletas, sentiram-se como se em casa estivessem a
competir, principalmente aqueles que chegaram desferir KO e outros golpes de realce aos adversários.

Em cada ronda, o “Dj” presente na competição, não deixava os seus créditos no alheio e, soltava os dedos na mesa para colocar no ar o bom da música de estilos variados, como maior destaque ao Kuduro, que, com a batida que o caracteriza elevava a emoção dos presentes nas bancadas, onde se poderia ver muitos jovens exibirem os seus dotes, nos poucos menos de um minuto por cada paragem de ronde.

Hoje, no último dia da prova, as coisas inverteram-se pela positiva, ou seja, a competição testemunhou a presença em cheio do grupo Nzombo Dya Kanda, um dos melhores da actualidade do Uíge, que, com o seu estilo folclórico, rechiado de batuques feitos com pele de animal, vestes de peles de animais e outros utensílios naturais, cantaram e encantaram das entidades altas, médias e baixas, ligados a FABOX, governo provincial e não, que, no local se fizeram presente.
Aliás, Carlos Luís, presidente da Federação Nacional de Boxe, não conteve-se e subiu no ring, num dos intervalos da última luta da categoria de 64 kgs, no sector feminino e, de viva voz, agradeceu a forma como a população uigense correspondeu e brindou a prova com presenças salutares do primeiro ao último dia da competição.

Num gesto nobre de Carlos Alberto, Presidente da Associação Provincial de Boxe do Uíge, como lembrança ofereceu para cada delegação presente na prova e dos
membros da federação da referida modalidade, alguns kgs de café, como símbolo depois de seus regressos, lembrarem-se da terra do bago vermelho.
Ficou claro que, Uíge, continua a preservar o estatuto de terra de gente identificadacom o desporto, mas que peca apenas no capítulo de infra-estruturas para a
massificação de diversas modalidades e elevar, com isso, cada vez mais, o nome da região a nível nacional e além-fronteiras.

A nível da província do Uíge, existe apenas um Pavilhão para prática de modalidades de sala, no caso, afeito ao Futebol Clube do Uíge, igual número de campo, o versado em estádio 4 de Janeiro, com capacidade para 1.200 lugares. Entretanto, a equipa do Inter Clube, venceu a 25ª edição, com 10 medalhas no total, dos quais seis de ouro, legando para segundo e terceiro lugar as formações do Electro do Lobito e da Selecção de Cabinda, com nove e cinco medalhas, respectivamente.

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