Em dia do VII Congresso Extraordinário do MPLA ruas do Uíge testemunham gritos de repúdio contra a governação de João Lourenço

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 15/06(Wizi-Kongo) – No dia em que a staff toda do partido dos “camaradas” encontra-se concentrado para o iniciou o seu VII congresso extraordinário, em Luanda, no Centro de Conferências do Belas (CCB), no Uíge, as ruas testemunharam os gritos de repúdio contra a governação de João Lourenço, presidente do MPLA e de Angola.

A sociedade civil saiu às ruas para demonstrar o quão estão agastados sobre a má governação dos dirigentes do MPLA, que muito prometem e não realizam na prática, apenas se vai assistindo um agudizar da situação na vida das famílias que carecem aos benefícios da energia e água, do emprego, de escolas e hospitais, de livre circulação de pessoas e bens, do poder da compra, da justiça e tantos outros, citaram os manifestantes.

Voltando a fita para trás, antes do início das manifestações, na rotunda da Bangola do Norte, previstas às 9 horas, deste sábado, os manifestantes ficaram impedidos de iniciarem a sua actividade pela polícia nacional local, que dizia não ter conhecimento da realização da mesma, no puxa a puxa entre os homens da farda azul (equipados de meios de defesa, como é de costume) e os indefesos, consumiu uma hora, sendo às 10 horas os policias receberem segundas ordens e daí abriram os cordões que formaram, em seguida a marcha de repúdio da má governação de João Lourenço entrou em acção.

De sublinhar, durante o tempo que ficaram frente a frente e no puxa daqui, puxa daí, não ouve actos anormais como os de detenções, espancamentos ou lançamento de gás tóxico, apenas de um lado os manifestantes pediam a passagem e do outro lado os policias diziam não, mas tudo em clima de paz, comportamento este que serviu de altas estimas, pois mesmo eles estarem equipados não fizeram uso de tais equipamentos.

Pronto, com cartazes, megafones, assobios, gritos e cânticos, os insatisfeito com a má governação do MPLA, seguiam rua a rua, como as Industrial, Comandante Bula, Nzage, 1, de Agosto, Comércio, Agostinho Neto, Café, Avenida do Aeroporto até ao fim da marcha, na Praça da Independência, em todo este percurso a intencionalidade não abrandou.

Três impedimentos em longos minutos se registaram, primeiro no entroncamento da rua dos Cães com a do Comércio, aí a polícia impediram os manifestantes prosseguirem até a sede do governo, tal como quiseram os manifestantes, o mesmo aconteceu em segundo no entroncamento da rua Ultramar com a do Comércio, pelo mesmo fim e o terceiro viria acontecer de frente do gabinete da assembleia provincial dos deputados do ciclo local, em todas essas paragens a polícia nacional comportou-se bem sem recorrer a violência, apenas impedia os manifestantes não chegarem nas medições da sede do governo provincial, pois, fica a poucos metros da residência de Mpinda Simão, governador provincial do Uíge.

“Chega com a fome e seca no Cunene”, “corrupção”, “impunidade”, “prisões arbitrárias”, “perseguição aos activistas”, “queremos os 500.000 empregos”, entre outras cotações, eram as mais repetidas durante a marcha, que despertou atenção da mulher zungueira, pois em todos lugares por onde passaram, as mulheres zungueiras paravam, tiravam as suas imbambas da cabeça e colocavam no chão, ficavam agrumeladas e davam forças aos manifestantes, mas outras em jeito de humor servia davam cor e luz pelo que acontecia e com isso as gargalhadas até mesmo dos assistentes, dos manifestantes e dos próprios polícias não se fizeram escapar.

No fim da manifestação, Leo Paxi, em nome dos demais activistas cívicos, disse ” de acordo os moldes consagrados na Carta Magna da República de Angola nas tarefas do Estado, vemos uma falta de vontade política na implementação de acções sociais como: promessas eleitorais, avanços na democracia, estado laico, custo de vida e má gestão”. Como continuo, o desemprego até agora continua a se elevar cada dia que passa, 52,4 da juventude angolana é desempregada de acordo os dados estatísticos lançados pelo INE.

O sector da educação não pode ser o único ministério a empregar os jovens, “como é do Vosso conhecimento o desemprego mata e marginaliza”. Disse, as prisões arbitrárias continuam, impedimentos e intolerância política (poderemos citar casos de prisões abusivas generalizadas como: CASO DE CABINDA E LUNDA NORTE e outros casos de vários activistas), tendo afirmado que a laicidade neste país não faz sentido visto que várias igrejas recebem financiamento por parte do governo para construções das suas capelas ou templos o que torna uma incostituicionalidad­e, e por outro lado tem havido muita interferência do Estado nas actos religiosos.

O activista esclareceu que Angola é composto por cidadãos maioritariamente pobres (só para aliviar o termo miserável) e a sexta básica soube com o piscar de olhos. O que não se entende e a fome aumentou. Com vista a subida a subida do combustível é visível também a subida espontânea da inflação o que tornará cada vez mais pobre a população angolana.

Quanto a má gestão, Leo Paxi, avançou que a corrupção é um caso ainda sério (embora houve um susto e diminuiu mas continua e notável). Burocracia provoca corrupção, exemplo ” minha declaração de residência está demorar vou pagar para sair. os municípios estão a ser mal geridos” e mencionar no mínimo 4 municípios, o município dos Buengas é um escombro, talvez seria outra cois, não é município, é na verdade, uma tragédia social com uma desorganização administrativa incalculável, Kimbele, Bembe, Ambuíla, Milunga, parecem mais uns bairros abandonados e não municípios, com um nível de pobreza e miséria assustador, Makela do Zombo é o exemplo de corrupção no Uíge”.

Segundo ele, no abuso de autoridade, a farda permanece arrogante e motivo de abuso pessoal e coletivo. A polícia da época Lourencista deve entender que o polícia é um simples ”INTERPRETE DO ESTADO” depois disso é cidadão, vestido de direitos e deveres. Seca no Cunene, Comida venenosa, subida de combustível, lembrou, Leo Paxi que ” a partir do dia que JLO e sua comitiva entregam comida caducada aos cidadãos do Cunene é lógico deduzir o seguinte: a governação é criminosa, imoral e desumana.

Para Moçambique embora seja solidário, deu-se todo tipo de apoios tanto moral, material, financeira e humanos, apoios estes que não se vê as populações do seu proprio país, como: Cunene, Huila, Namibe e Cuando Cubango. Ao tocar nas autarquias, ele sublinhou, a questão do Gradualismo Geográfico que se pretende implementar nas autarquias de 2020, esta é, de facto, uma da maior separação que temos. “É de realçar, que em Agola agenda pública tem sido discutida sem ter em conta a maior franja da população Angolana é a juventude de acordo com o censo de 2014.

Se a institucionalização das autarquias locais não respeitar as aspirações e a vontade da juventude estaremos a condenar ao fracasso, nós, os jovens cidadãos de Angola, DONOS LEGÍTIMOS DO PODER, exortamos aos nossos representantes no parlamento, que tenham coragem de admitirem que nenhuma situação económica é razão suficiente para anulação de um direito”.

“Apelamos ao presidente da República de Angola na pessoa do senhor João Manuel Gonçalves Lourenço, a fim de tomar medidas de prevenção urgente para o melhoramento das condições sociais das populações. Se assim não o fizer pode acreditar que poderá não vier a terminar o seu mandato, nós cidadãos angolanos donos do Poder invocamos melhorias urgentes na sua governação, os seus dois anos de governação está a servir o Povo, não basta exonerar, nomear e aldrabar prender os gatunos saqueadores da nação e vir prometer coisas que o nem consegue fazer, o Povo está com fome, estamos a pedir o básico, podem ficar com os lexus. Saneamento básico, mais escolas, hospitais e mais Angola e exigimos os quinhentos mil empregos já”, concluiu, Leo Paxi Keniatta.

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