ENDE alarga serviços de energia em cinco novos bairros

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 29/08 (Wizi-Kongo) – Cinco novos bairros, concretamente, Nguengue, Bem-Vindo, Katala M’Banza, Cimenteiro e Quarta Punza, todos da periferia do município do Uíge, sede capital da província, com o mesmo nome, irão beneficiar de energia eléctrica no âmbito de melhoria e expansão da rede levada a cabo pela Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade ENDE, no Uíge.

Essa informação foi avançada hoje, quinta-feira, em exclusivo ao Wizi-Kongo, pelo director provincial da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) no Uíge, Adriano Sebastião, tendo referido que as obras para empreitada dos cinco bairros, encontram-se em bom ritmo e podendo serem concluídas até o fim do ano em curso, uma acção desenvolvida pela ENDE e com fundos próprios.

A nível local, justificou, a ENDE leva acabo uma acção que visa na instalação de cinco postos de transformação para electrificação de raiz nos bairros em causa. Entretanto, na circunscrição do Uíge a distribuição de energia é estável, a exemplo, para hoje, explicou, como cota máxima é 29.8 MWH, sem restrições nenhuma, tendo a demanda em termos de atendimento de 34. 4 MWH.

Tal como no Uíge, avançou, o responsável máximo da ENDE da região, que o grão de atendimento é igual com dos municípios de Negage e Maquela do Zombo, que considera estarem a cem por cento, já que as três localidades beneficiam da mesma energia proveniente da barragem de Capanda, na vizinha província de Malange.

Mas, (suspirou por alguns segundo em entrevista), voltando ao fôlego, apontou, as preocupações quanto a expansão da rede de energia eléctrica aos restantes municípios, neste momento, 12, é por muito ainda a fazer, tendo salientado que apesar de ser assim, futuramente esses municípios poderão beneficiar deste bem, porque os projectos existem.

Questionado sobre o número de benificiários, Adriano Sebastião, sublinhou que a energia é distribuída nos três municípios há 43 mil clientes, número este que será elevado nos próximos dias para 45 mil e 500 clientes, através dos projectos em curso, nomeadamente, os cinco novos bairros e a inclusão do município de Sanza Pombo, que, igualmente, em breve será inaugurado a central hídrica.

Sobre as constantes insatisfações apresentadas pelos clientes quanto ao aumento de preços nas facturas, o director província respondeu “as facturas que estão a ser emitidas pelos clientes é mesmo uma verdade, são facturas dos anos anteriores que não foram pagas de acordo com os dados fornecidos pelos estratos retirados nos resultados dos clientes, daquilo que eles consumiram”.

“Essas facturas em atraso não dão direito a interrupção no fornecimento de energia, mas estão sendo feitas negociações sob formas a encontrar mecanismos de como será feito os pagamentos, sem descorar a factura correntes, a informação de anúncios de dívidas estão sendo feitas no momento em que os clientes vão pagar os valos nos balcões, dai são esclarecidos sobre as dívidas anterior, passando a ele a factura, elucidar as dúvidas e se for necessário fazer demonstrações a partir do sistema de como o processo se encontra”, esclareceu.

Adriano Sebastião fez saber que as condições de trabalho são rausáveis à disposição dos funcionários da empresa, por isso, permite levar avante o trabalho. Assim, observou, precisa-se que os clientes adirão os balcões para fins de pagamentos de energia, apesar da tarifa que sofreu incremento, mas com o pagamento daquilo que é consumido por cada ajudará a empresa em continuar a prestar os seus serviços sem restrições.

Minutos antes do Wizi-Kongo manter a entrevista com o director provincial da ENDE, deparou-se com um grupo de aproximadamente 10 clientes insatisfeitos que estavam no corredor onde funciona parte dos gabinetes dos responsáveis da referida empresa, que foram-no com intensão de pedir satisfações sobre o elevado valor que consta nas suas facturas, recebidos recentemente, resultantes dos anos anteriores (2011 a 2015).

Titi, um dos lesado disse mostrar-se surpreendido sobre a divida que lhe estão a cobrar actualmente (43. 300 kzs), relacionada dos anos 2011 a 2015, “dizem que o valor que naquele momento era pago é pouco, não se entende como isso pode funcionar, porque nestes anos não cheguei de ter divida com a ENDE, já que os dados que a factura apresentava, era em função dos valores por entregar”.

Ana Massala, outra cliente insatisfeita, disse “ estou aqui através das contas 2011 e 2014, que rondam aos 134.814kzs, outro sim, há meses que a ENDE apresenta duas facturas, no mesmo mês. Na mesma vertente, Garcia Afonso, avançou que as suas facturas de 2011 a 2015, somam 24.252, valor este, a semelhança dos outro que não concorda com o seu surgimento, por ter facturas que lhe provam ter feito liquidações nestes anos

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