“Governo do Uíge irresponsável nas competências” – activistas.

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 18/01 (Wizi-Kongo) – Os activistas do bago vermelho, acusaram hoje, sábado, nesta cidade, o governo provincial do Uíge de irresponsável nas suas competências, quanto a resolução dos problemas de saneamento básico e na violação dos direitos ambientais e da Constituição da República de Angola.

A acusação foi tornada pública durante uma conferência de imprensa que reuniu jornalistas de órgãos públicos e privados, decorrido no largo do governo local, às 10 horas, onde Leo Paxi, na vôz do colectivo dos activistas, afirmou, em desobediência dos artigos 21º/29º da constituição da República de Angola, “acusamos o governo local de ser o principal responsável de violar os direitos ambientais e da constituição de Angola e de irresponsável nas suas competências”.

Actualmente, sublinhou, na cidade do Uíge, o lixo é um parceiro do governo provincial, infelizmente, nesta cidade, o lixo passou a ser uma identidade, cujas concentrações são visíveis por todas as ruas e bairros da cidade do Uíge, deixando parte dos passeios invadidos pelo lixo e circulação dificultosa dos automobilistas e piões.

Para isso, destacou, “exigimos que os direitos de recolha do lixo passa para administração municipal do Uíge, como acontece nas sedes dos demais municípios da região e não continuar a ser gerido como agora pelo governo provincial.

Quanto aos transportes públicos e vias de acesso, Leo Paxi, disse que as estradas encontram-se com esgotos a céu aberto até nas que foram reabilitadas recentemente, tornando um perigo sério para os automobilistas e piões. As mesmas estradas, apresentam inexistência de sinais de trânsito capazes de facilitar a vida dos motoristas e não só.

“A falta de autocarros públicos no Uíge, mesmo depois destes serem disponibilizados, vai dando margens a especulação de preços, tornando difícil assim a vida dos munícipes e nos projectos públicos, várias obras foram erguidas, algumas acabadas (sem funcionar), outras inacabadas e muitas nem o seu começo conheceram”, atirou.

Entre as obras em causa, explicou, destaca-se as 80 casas na via da universidade Kimpa Vita, hoje, privatizadas e mesmo assim sem conhecer quem as pertence, a mediateca local, a escola do bairro Papelão na zona do Ngue-Ngue, a casa da juventude juntos o SIAC, ginásio público na via do aeroporto, essa última vai sendo alvo de muitas críticas pelos habitantes, pois, a mesma não foi do consenso público e nem é prioridade a julgar pelas inúmeras dificuldades que a província vive.

Acesso a justiça, martelou, a aquisição do registo de identificação no Uíge ainda é um problema sério, cujo clamor vem de todos os municípios e nos mesmos serviços a corrupção é caso sério, além disso, grande parte de cidadão a nível da região encontram-se sem registo de nascimento, por culpa destas práticas menos boas.

O activista, destacou igualmente que os efectivos da Polícia Nacional no Uíge, é fundamentada na arrogância e teoria do medo como formas de resolver os problemas que praticamente não dominam. Na sua maioria desconhecem as leis o que leva grande parte a agirem mecànicamente, dai resultar na morte de cidadão civis, excesso de tempo de prisão preventiva, espancamentos e violações dos direitos dos indefesos nacionais.

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