Idosos da terceira idade maltratados no Banco de Poupança e Crédito (BPC)

Por Alfredo Dikuiza

Uíge, 21/03 (Wizi-Kongo) – Os idosos de ambos os sexos da terceira idade ( que vivem com suas famílias) , compreendida entre 60 a 80 anos, que, os seus salários e subsídios são processados nas agências do Banco de Poupança e Crédito (BPC) no Uíge, foram hoje, quarta-feira, nesta cidade, maltratados pelos gerentes da referida instituição financeira pública do estado angolano.

Antes dos funcionários abrirem as portas do banco, principalmente, as da agência central, situada entre os meados do prédio Embondeiro, Palácio da Justiça e da Cruz Vermelha, no intervalo entre as ruas Agostinho Neto e Comércio, os idosos esperançosos no levantamento dos seus valores, 30 minutos antes já se encontravam ai sentados no chão, por cima de seus panos e outros pertences, em pé e alguns inclinados nas paredes e nos carros que no local são estacionados pelos moradores.

Depois de abrir as portas, os que se encontravam a frente das bichas entraram e alguns tiveram de esperar até chegar sua vez, minutos depois, os idosos foram informados não existir dinheiro nos cofres do banco para proceder pagamentos, mais sim havendo apenas possibilidades de fazer movimentos como depósitos e transferências bancarias, bem como consultar saldo.

Com isso, aqueles adultos não quiseram regressar das suas casas de mãos vazias, tal como saíram-na, pouco a pouco o banco foi enchendo e ficou totalmente cheio maioritariamente por idosos, que, por sinal a essa altura os seus salários e subsídios já foram disponibilizados nos bancos pelas finanças. Por tratar-se de idosos, alguns já não se encontram em melhor estado de saúde, com isso outros são auxiliados pelas moletas, bengalas, carros de mão e pelos próprio parentes (filhos, sobrinhos e não só), mesmo assim, tiveram que suportar ai o calor, barrulho e cheiro de mau alito, para, pelo menos, no fim do dia serem agraciados no pagamento de alguns trocados, como se diz, mais no fim das contas em nada valeu suas permanência de duas, três a quatro horas dentro, fora e no redor do banco.

Das 8 às 12 horas, momento em que o Wizi-Kongo acompanhou de perto o desenrolar deste triste episódio contra os idosos, nem o gerente ou seu adjunto da referida agência criou um plano (B), para no mínimo atender os idosos, uma vez que com os valores que se faziam deposito, daria e bem pelo menos atender os idosos com uma quantia a rondar nos 10.000,00 (dez mil kwanzas), o que não aconteceu no período em referência, mesmo com a presença ai dos idosos, sentados no chão (fora), outros sentados nas poucas cadeiras ai existentes, em pé, inclinados nas paredes e carros.

“É triste acompanhar de perto essa situação, é como um sonho fosse, uma imaginação ou episódio à acontecer em país em conflito armado, na verdade, é a verdade que se vive em Angola, aqui no Uíge, onde os mais velho não são valorizados e nem respeitados, nem já por um piscar do olho”, desabafou, Mvuala Mateus, em declarações ao Wizi-Kongo.

Para o idoso (75 anos), Vasco Miguel Pedro questionou que, sabendo que existe órgãos de difusão máxima e no conhecimento de que os cofres não teriam a capacidade de proceder pagamento aos cliente, nesta quarta-feira, principalmente, no entender que os idosos e aposentados já estão com o dinheiro processado pelas finanças, então, porque desde ontem não fizeram circular a informação com vista a impedir que os mesmos se deslocassem para os demais balcões do BPC, quando estes seus cofres estão rotos sem capacidade para o efeito.

Depois de uma volta por outras agências, isto é, as dos bairros Gai e Pedreira, assim como a dos Correios, juntos a sede do governo provincial do Uíge, notou-se a mesma situação da falta de dinheiro para pagar os citadinos, tendo apercebido a única agência do SIAC, a 5 quilómetros do centro da cidade do Uíge, que, apenas, conseguiu fazer pagamentos das 8 às 11 horas, depois disso, o dinheiro acabou.

Por volta das 13 horas, a equipa do Wizi-Kongo, voltou na agência central, tendo observado um senário desonesto protagonizado pelos próprios funcionários, que, escolhiam das filas e nos bancos em que se encontravam sentado seus familiares, facilitavam as entradas até aos balcões onde de forma discreta eram permitido levantar o dinheiro, deixando para sua sorte, quem dentro desta agência não possui um sobrinho, filho, neto ou conhecido a labutar-na. Numa breve conversa mantida com uma das funcionárias (Sol Nascente, nome fictício), que impediu facilitar a equipa do Wizi-Kongo chegar ao gerente ou subgerente, disse apenas que ambos não se encontravam no serviço.

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