“Jorge Kisseque e Afonso Luviluku” aguardam final em Julho

Por Jeremias Kaboco/Alfredo Dikwiza

Uíge, 25/06 (Wizi-Kongo) – Um tubarão da elite, concretamente, o vice-governador para os sectores técnico e infra-estrutura do Uíge, Afonso Luviluku e o remetente activista, Jorge Kisseque, iniciaram o confronto na última segunda-feira (22) e terça-feira (23), no tribunal provincial local, mas em porta fechada, num julgamento de interesse público, sobre crime de injúria e difamação instaurado pelo governante, depois das denúncias de corrupção e nepotismos tornadas públicas pelo activista.

Pela primeira vez na história da província do Uíge, um activista levou a barra do tribunal um vice-governador, pior que isso, o assunto envolve corrupção e nepotismo, dai, em pouco tempo este caso ganhou um vivo interesse na província do Uíge, apelidando-o de “mediático” e todos serenos, na segunda-feira/22, os caminhos deram sentido ao tribunal provincial, para de perto, cada um ouvir e não ser contado sobre as revelações de Jorge Kisseque e as de Afonso Luviluku, mas essa pretensão foi jogada a água turva, pois, aquele órgão de justiça, proferiu que o referido julgamento fosse a porta fechada.

Pávidos com a decisão, os presentes que foram para encher feito um ovo a sala de sessão de julgamento, não desafiaram as ordens do tribunal e tiveram que abandonar a sala, ficando apenas o colégios de juízes, o vice-governador e seus advogados, igualmente o mesmo procedimento parte do activista, que, no segundo dia, isto é, na terça-feira/23, igualmente, o senário da porta fechada repetiu-se, tendo nesta sessão determinar-se que “Jorge Kisseque e Afonso Luviluku”, voltarão a estar no frente a frente no próximo mês de Julho, para aguardarem a decisão final.

Porém, no primeiro dia de julgamento, segundo, informações recolhidas hoje, quinta-feira, nesta cidade, pelo Wizi-Kongo, juntos desta instituição de justiça, avançam que, Jorge Kisseque, constituído réu no processo, fora interrogado na segunda-feira, pela juíza de direito Delfina Almeida Domingos, sendo que, no dia seguinte, isto é, na terça-feira, aconteçam as interrogações do ofendido Afonso Luviluku, vice-governador para os sectores técnico e infra-estruturas da província do Uíge.

Entretanto, nos dias 13 e 20 de Julho, foram marcada as próximas sessões de julgamento, onde na data 13 serão ouvidos os declarantes arrolados no processo, nomeadamente, Inês Kanga, Emílio de Castro, Félix Simão Lucas e Vicente Lima, respectivamente, ao passo que, sete dias depois, acontecerá outra sessão reservada para as alegações finais e, só depois disto, será marcada a data para a leitura do acórdão da sentença.

Atrás dos factos, o portal Wizi-Kongo, ouviu um dos advogados de Jorge Kisseque, no caso, João de Almeida, tendo frisado que volvidos os dois dias do julgamento, o processo corre ao bom ritmo e, que ainda é imprevisível o desfecho do caso, visto que, falta-se ouvir os declarantes e em função das declarações destes terão mais argumentos para os próximos pronunciamentos. Entretanto, para cruzar as legações dos advogados, o Wizi-Kongo, evidenciou esforços para ouvir o mandatário de Afonso Luviluku, mormente, Vicente Figueiredo, mais este recusou-se prestar quaisquer declarações.

Jorge Kisseque, activista, que em conjunto com os demais, há um ano, saíram as ruas em manifestações sobre má governação e, em destaque, denunciaram casos de corrupção e outras páticas negativas no exercício do erário público protagonizados pelo vice-governador, Afonso Luviluku, que, se encontra a exercer este cargo há dez anos, no Uíge. Porém, o activista de 31 anos de idade, responde no tribunal Kongo local, o crime de injúria e difamação.

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