MACON humilha uigenses e trata-os como animais.

Uigense humilhados pela agência Macon no Uíge, Imagem do Wizi-Kongo

Por Abelardo Domingos/Alfredo Dikwiza

Uíge, 12/02 (Wizi-Kongo) – Há anos que os uigenses, quer os que viajam no sentido Uíge/Luanda, quer no sentido inverso, por conta do seu dinheiro, são humilhados e tratados como meros farrapos, pelos responsáveis da agência privada de viagens terrestre denominada MACON, que pecam na ética e deontologia profissional, quanto a prestação de serviços públicos.

Os gritos soam todos os anos, principalmente, nos últimos dois anos, que são constantes e sempre com as mesmas práticas de falta de respeito aos clientes, incumprimento com horário de partida, pois permitem que os clientes aguardam pelo autocarro na agência por três, quatro, cinco a seis horas de tempo (atraso), igualmente, respondem com arrogância os clientes como e bem lhes apetece e sempre que lhes é solicitado o livro de reclamação, institucionalizado pelo Instituto Nacional de Defesa ao Consumidor (INADEC), recusam a entregar, simplesmente, dizem “não temos livro”, mesmo em seus balcões estar visível a presença do referido livro.

Caricato é, nestas três ou mais horas de atraso, os clientes ficam aí esperando todo este tempo o autocarro, mas, ao contrário, quando um cliente atrasa, por exemplo, que seja por dois ou cinco minutos, estes (MACON) fecham a porta do autocarro, mesmo estando vazio e não permitem com que os cidadãos viajam.

Há cinco dias, Wizi-Kongo acompanhou os factos de perto, alguns clientes foram alvos destes maltratos, mais uma vêz, pela empresa MACON, pois, por terem chegado dois minutos de atraso, o motorista não queria leva-los mesmo tendo o autocarro vazio, e, para o espanto dos mesmos clientes, a referida empresa garantiu-lhes que só deveriam viajar às zero horas.

Assim, quando deu meia noite, estes clientes, outra vêz, foram barrados, não foi possível subirem no autocarro porque o mesmo já estava cheio. Em seguida, estando já desgastados e totalmente aborrecidos, pelo facto de permanecerem na mesma agência desde às 21 horas do dia anterior até às zero horas do novo dia, logo, dirigiram-se ao funcionário da MACON, Pedro Nangu, que estava em serviço aquela hora, com objectivo de encontrar uma solução aceitável a favor da sua viagem e, consequentemente, escreverem algumas palavras de descontentamento, como é norma, no livro de reclamações, mas o já citado funcionário, apenas disse que não poderia dar o livro, porque não lhe foi permitido a fornecer.

Por outro, horas antes, os responsáveis da MACON/Uíge, garantira aos mesmos clientes que caso não fosse possível viajarem até às zero, lhes devolveriam o dinheiro. Tal como não viajaram, os clientes quando foram para pedir o dinheiro de volta, igualmente, o funcionário em serviço negou em faze-lo justificando que “não tinham recebido ordens para devolver o dinheiro a estes clientes”.

Como de sempre, naquele dia voltou a estar visível o comportamento ruim por parte de quem dirige os destinos da MACON no Uíge, ou seja, nem o livro e muito menos o dinheiro fora entregue aos clientes, simplesmente, estes cidadãos tiveram que aceitar e continuar a esperar a hora que bem os responsáveis da empresa queriam que viajassem.

Sendo que, na boca do funcionário Pedro Nango, apenas limitava-se dizer que nada poderia fazer. No sentido inverso, o Wizi-Kongo, concretamente, em Luanda, na base da MACON do Golf 2, deparou-se com casos semelhante, igualmente, no intervalo de cinco dias, onde a MACON não consegue cumprir com as horas que ela mesma estabelece nos bilhetes de viagens, muito menos consegue falar com educação com os clientes, sempre que estes vão para pedir alguns esclarecimentos sobre a morosidade da partida.

Segundo os clientes ouvidos, foram unânimes que a situação seja revista de maneira urgente, por ser a única agência até ao momento com serviços disponíveis no que concerne a viagem de Uíge para Luanda e vice-versa, nos períodos matinais, tarde e noite. Mas, acrescentaram, que este não seja um dos motivos pelos quais a MACON deve comportar-se tão mal, perante os seus principais contribuintes, no caso, os viajantes.

A equipa do Wizi-Kongo, depois de ter apurado como os clientes são maltratados no Uíge e em Luanda, foi atrás dos factos e, outra vêz, no Uíge, dirigiu-se a direcção provincial do INADEC e, prontamente, este departamento, admitiu ter o conhecimento desta situação, pois, não é a primeira ou a segunda reclamação de género que os clientes dão entrada na mesma instituição pública sobre o comportamento ruim dos responsáveis da MACON.

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