Manifestação impedida sem pernas para andar, começa e termina no mesmo lugar.

 Por Alfredo Dikwiza e Jeremias Kaboco

Uíge, 23/08 (Wizi-Kongo) – Homens no terreno, de um lado a polícia nacional a manter a ordem e a tranquilidade e do outro lado os manifestantes, quando o relógio marcava 9 horas, aguardava-se apenas a hora para o inicio da actividade (10 hs), que teve como local de partida, juntos a paragem de táxis do bairro Candombe-Velho, mas pouco depois os elementos da corporação impediram a manifestação e, com isso, ficou sem pernas para andar, tendo começado e terminar no mesmo lugar.

Entre as partes (polícia nacional e os manifestantes), tudo estava bem, antes de iniciar essa actividade no Candombe-Velho, seguindo entre outros pontos da cidade como as ruas da Agricultura, Comandante N´zage, Bula, 1º de Agosto, Comercio, Agostinho Neto e até a sede do governo, como estava previsto.

Todos prontos, apenas aguardava-se a hora para a mesma sair as ruas, pouco depois a polícia recebe segundas ordens que impedia a manifestação acontecer, alegando motivos consagrados na lei sobre a manifestação, no seu artigo 6/91, defende que nos dias da semana laboral só é autorizada a manifestação das 18 horas para diante. Com isso, um forte surruro (contestação) surgiu por parte dos manifestantes, que viram chumbado as suas chances em soltarem as vozes, cânticos e gritos sobre o elevado índice de desemprego a nível do Uíge e não só.

Dai os ânimos se exaltaram por parte dos manifestantes, com isso uns puxa dai, puxa daqui, entre as partes se fez sentir por longos minutos, porque os manifestantes quiseram caminhar para frente, mas a polícia não permitiu isso acontecer. Parados no mesmo sítio, os tumultos ai chamaram atenção de todos, tendo o local ficar cheio de pessoas, de um lado para o outro da estrada, causando também com isso o constrangimento na livre circulação de pessoas, de automobilistas e os moto-táxi.

Neste senário, a polícia nacional pediu reforço de seus colegas que se encontravam já em prontidão e, estes, não tardaram se fizeram presentes no local, com objectivo de manter a ordem e tranquilidade, algo que foi controlado com sucesso e sem casos de violência para ambos os lados. Mas, antes do fim dos ânimos, foi igualmente accionada a presença do 2º comandante provincial para protecção e intervenção no Uíge, sub-comisário Filipe José Massala, que, com a sua chegada no local, veio acalmar os ânimos dos manifestantes, depois de manter um diálogo sereno e coeso, tendo informado os motivos pelos quais a manifestação foi impedida, encontrados na lei das manifestações no artigo 6/91.

A chegada de Filipe José Massala no local da concentração da manifestação, veio impedir o pior que se avisinhava acontecer, pois, os mimos entre alguns efectivos da polícia e outros integrantes a manifestação já estavam acima da flor da pele, uma vez que estavam em sentidos contrário, tal como inicialmente estava combinado, no caso, fazer acontecer a manifestação.

Logo chegou no local, Massala ouviu primeiro os seus subordinados e depois chamou um dos organizador da manifestação, o activista Jorge Kisseque que com ele e mais os seus apoiantes tiveram longos minutos de debate, tendo no fim o bom senso prevalecer, entre as parte e, em seguida, os apoiantes a manifestação retiraram-se do parque do Candombe-Velho e colocar fim na actividade.

Assim, ficou apenas agendado o dia de amanhã, isto é, sábado, às 10 horas, para no mesmo local de concentração e nas mesmas ruas, os jovens uigenses vão a manifestação nacional soltar o grito e não só de insatisfação sobre o elevado índice do número de desemprego. Neste sábado, dia sem impedimento na lei da manifestação, outra vez, frente a frente, estarão os manifestantes e os subordinados de Massala.

Estando a concentração marcada na paragem de taxistas, no bairro Candombe-Velho e depois seguir para as restantes ruas do centro da cidade do Uíge, com cartazes em letras garrafais, megafones, dísticos.

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