Novo leque de administradores abandonam municípios

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 05/12 (Wizi-Kongo) – Mesmo com as condições de acomodação criadas e salariais, o novo leque de administradores adjuntos, na sua maioria jovens, empossados pela primeira vez em cargo de gênero, este ano, estão abandonar constante os municípios onde tinham sido colocados e preferem permanecer na sede capital da província (Uíge), soube hoje, quinta-feira, o Wizi-Kongo, de fonte próxima do governo local.

Nem mesmo com o slogan “a vida faz-se nos municípios” tornado público pelo Executivo angolano é tido em conta por parte de alguns administradores adjuntos municipais, já que constantemente abandonam as sedes das vilas por onde foram colocados e permanecem vários dias na cidade do Uíge, outros, vão trabalhar e no mesmo dia regressam a cidade do Uíge, uma situação reprovada que viola os princípios pelos quais lhes foi conferida a confiança em facilitar a melhoria das condições de vida das famílias naquelas circunscrições, começou por dizer a fonte.

Desgastado com essa situação, prosseguiu, Mpinda Simão, governador provincial do Uíge, “bateu um soco na mesa” e notificou os responsáveis pela fiscalização dos administradores municipais para que, estes por sua v=ez, convoquem os mesmos administradores para uma mesa redonda, onde, entre outros assuntos, serão abordados questões ligados com a não permanência dos mesmos nos seus locais de labuta.

Igualmente, disse, a mesma reunião com os administradores municipais adjuntos, que, em breve, acontecerá, irá chamar atenção destes gestores públicos no sentido a evitarem praticar actos ligados ao nepotismo, corrupção e outras acções reprováveis sobre os fundos públicos destinados na resolução dos principais problemas sociais enfrentados pela população, concretamente, no fornecimento de água potável, energia elétrica, medicamentos e outros.

Em cada município, observou a fonte, foram criadas condições boas para acomodação dos administradores ( casas devidamente mobilhadas e com suporte a grupos geradores para garantir a energia elétrica).

Entretanto, continuo, foi a pensar nas suas permanências nestes municípios que tais condições foram criados, para, com isso, evitar que os mesmos se sintam mal servidos no exercício de suas funções, agora, não se entende do porque estarem abandonar os municípios e ficarem na sede da cidade.

“Por normas, as saídas nos locais de trabalho para outro ponto da província desde que não seja por motivos de trabalho, devem ser comunicadas, salva-se o erro por questões de saúde ou morte, o que nos últimos meses não se nota este procedimento de os mesmos avisarem primeiro antes de saírem dos seus municípios, mas sim, façam-no abrir e fechar do olho, uns vão trabalhar e de tarde estão na cidade e outros ficam vários dias na cidade”, concluiu.

Uma outra fonte, igualmente, ligada próximo do governo provincial do Uíge, disse ao Wizi-Kongo, que dentro em breve, Mpinda Simão, irá pegar a caneta e realizar algumas exonerações e nomeações a nível dos administradores municipais e seus adjuntos, cujo data de sua efetivação é questão de aguardar por poucos dias, onde alguns administradores adjuntos passarão para titular e outros titular deixarão os respectivos cargos.

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