Pediatria do hospital provincial coloca dois a três doentes na mesma cama

Por Alfredo Dikwiza e Jeremias Kaboco

Uíge: – A pediatria do hospital provincial local, concretamente no seu banco de urgências, vai colocando dois a três crianças doentes na mesma cama, por défice de falta de camas, uma situação que já dura há cinco dias. Em causa das crianças pararem naquela unidade sanitárias e em situações anormais, estão os casos de malária e anemia severa, numa unidade sanitária que atende por dia 200 a 150 crianças com os referidos casos, todos no banco de urgência, como avançou hoje, domingo, ao Wizi-Kongo, uma das enfermeira, que solicitou um anonimato.

É um facto evidente, visível a olho nú, para quem aqui vem deparasse com este senário de duas a três crianças numa única cama, tudo porque não existe camas suficientes para acomodar os petizes e, isto, acaba sendo meio complicado, pois, os doentes podem auto-transmitir-se outras doenças nessas condições”, argumento a enfermeira com um semblante triste no rosto. Desta forma, disse, Ambrósio Lukau, um acompanhante de um menor de dez anos dez anos, estar provado do porque as crianças a par das mulheres gravidas continuam a morrer por malária, assim e nestas condições é difícil de se dar uma resposta exacta na erradicação das doenças.

Só de pensar nas condições por encontrar aqui no hospital, alguns pais limitam-se ficar em casa com seus doentes ou procuram ir ao privado, porque ao abono da verdade isto vai a cima do imaginário, ver as crianças serem amontoadas na mesma cama como se o país estivesse no momento de conflito armado”, desabafou, Mauro Adolfo, outro acompanhante. Por tudo que o wizi-kongo constatou, existe um grande esforços por parte dos profissionais do mesmo hospital em atender as crianças, mas as condições da insuficiência de espaços, acaba desgastando-os psicologicamente e físico.

Com isso, urge a necessidade de quem de direito olhar com bons olhos de ver, pois, dentro do hospital provincial, existe um hospital erguido de raiz desde 2014 e concluído, mas que nunca funcionou e relatos dão conta de uma obra feita por improvisos e que já apresenta fissuras do aliserse ao topo, cujo dono da obra é conhecido por todos.

Wizi Kongo

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