Professores admitidos em 2018, na província do Uíge recuam na realização da manifestação

Imagem de Abelardo Domingos/WK

Por Abelardo Domingos/Basi dya Ngombo

Uige, 25/12/20 (Wiki-Kongo) – O Colectivo de professores admitidos no concurso público do Ministério da Educação realizado em 2018, depois de terem marcado a realização de manifestação, prevista para amanhã, dia 26, por onde reclamariam os seus direitos violados pela entidades governamentais de finanças, gabinete províncial da educação e do governo da prinvincia do Uíge, ao consentirem nas suas contas, descontos durantes meses sem um devido esclarecimentos. Finalmente recuaram a não realizar a marcha do protesto, depois de ter concluido um acordo verbal com o governo local.

Para um dos representantes do colectivo de professores que recusou identificar-se, afirmou que, os descontos às suas contas vem registar-se há mais de 7 meses, quanto aos justicativos fornecidos pela ministra das Finanças, Vera Dave, pouco conveceu-lhes. “Só isso é suficiente para irmos a rua, mas ainda assim, buscamos solução por todas as vias para que a nossa situação fosse solucionada, mas infelizmente, houve insucessos. Daí que decidimos reunir mais de cem professores para manifestar no dia 26 de Dezembro . Por outra, estamos indignado com o silêncio do governador do Uíge, José Carvalho da Rocha, isso nos esforçou a escrever para ministra, e quando declaramos a manifestação, a vice-givernadora, Maria Kavungo, decidiu falar connosco. Bom isso é mau” lamentou. Salientou ainda que “a nossa intenção, é marchar contra os descontos que todos professores admitidos no ano de 2018 estão a sofrer, vejamos que, para o município do Songo, os descontos começaram em Janeiro e terminou em Julho. Os demais municípios como Makela de Zombo e Puri começaram em Junho se desconhece quando terminarão”.

Um professor igualmente sob anonimato declarou que “há colegas que estão a ser descontados de forma dupla (dois meses) e uns só começaram a ser descontados no mês de Outubro, bom, esses professores muitos deles tem responsabilidades económicas com as suas famílias. Eles dizem que são dois meses, isto é, Fevereiro e Março, que eles alegam de nos terem pagos de forma indevida, então, decidiram fazer descontos numa ordem de 34% de forma mensal e que seriam 7 meses o que passa já o valor que eles alegam que recebemos de forma indevida “.

“Se o ministério é desorganizado desta maneira como é que pacatos professores devem sofrer por erros que não pediram nem cometeram? Os nossos colegas que estiveram ao diálogo com a senhora vice-governadora, directora interina do Gabinete Provincial da Educação, a inspecção das finanças e o chefe dos recursos humanos, trouxeram-nos informações muito úteis que, levou-nos a decidir a não realização da manifestação no dia 26 de Dezembro como se previa a nível das redes sociais e outros órgãos, mas a base de uma cláusula, como eles comprometeram em trazer solução, até segundo-feira, entendemos não haver manifestação nesse período, mas se não, iremos mesmo a marcha”, avançou um dos responsáveis do colectivos de professores.

A manifestação previstas para amanhã, dia 26, não realizar-se-á, devido a promessa verbal da parte do governo, o pagamento dos salários de professores sem descontos indevidos.

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