Resgate da mística desportiva e divisão do Uíge em cinco zonas na mira de 2020/2024

Joaquim Manuel Fernandes (Kinito), candidato às eleições da Associação Provincial de Futebol do Uíge (APFU). Imagem do Wizi-Kongo

Por Alfredo Dikwiza/ Jeremias Kaboko

Uíge, 24/06 (Wizi-Kongo) – Com olhos clínicos focados no resgate da mística desportiva da região, que trilha pelas linhas da “união com objectivo maior o futebol” e na divisão de cinco zonas para as competições de futebol a nível do Uíge, foram colocados com letras garrafas pelo candidato da lista B às eleições da Associação Provincial de Futebol do Uíge (APFU), Joaquim Manuel Fernandes (Kinito), como garantias dos novos ares pretendidos para retirar a província do marasmo da modalidade rainha em que se encontra 2020/2024.

Tal como em 2016, este ano/2020, outra vez, estão no “mano a mano”, igualmente pela mesma ordem, os candidatos ao cadeirão máximo da APFU local, António Neves Agostinho e Joaquim Manuel Fernandes, com a eleição marcada para o dia 27 do mês e ano em curso, na cidade do Uíge, cuja disputa do quadriénio passado fora vencido por António Neves Agostinho, numa eleição transbordada em volta de muita polémica, descontentamento e impugnação da mesma, pois tudo foi criado a favor de António Neves Agostinho, segundo, naquele ano, manifestara Joaquim Kinito e demais clubes.

Passados quatro anos, Joaquim Manuel Fernandes, apesar da dor que sentiu na alma e no coração na vez passada, ainda assim, levantou a cabeça e outra vez, disse estar preparado e firme para servir o futebol uigense, cujo lema da sua candidatura é “ unir com objectivo maior o futebol”, dai, segundo ele, para melhor promover o futebol, urge a necessidade de regionalizar a modalidade porque irá de encontro com as comunidades a nível dos 16 municípios que compõem a província do Uíge.

Ele, como descreveu, as cinco circunscrições estarão distribuídas em zona A (Quitexe, Negage e Uíge,), zona B (Ambuila, Bembe e Songo), prosseguindo com a zona C (Kangola, Púri, Sanza Pombo, Milunga e Kimbele), enquanto a zona D é composta por (Bungo, Mukaba, Damba e Maquela do Zombo) e a zona E, no caso, o município dos Buengas, será autónomo. Entretanto, por cada zona referidas, as suas provas terão as sedes no Uíge (A), Songo (B), Sanza Pombo (C), Damba (D) e Buengas (E), respectivamente, cujos dois primeiros classificados de cada zonal, irão fundir-se para prova provincial.

“Se conseguirmos unir todas as vontades que concorrem ao desenvolvimento para a massificação da prática do futebol, nós teremos um meio caminho andado, a província possui uma extensão territorial, onde alguns municípios distam um do outro aproximadamente por 400/500 quilómetros de distância, por terra, dai a necessidade de regionalizar as provar para prover um futebol de inclusão que vai de encontro com as comunidades”, destacou, Kinito.

Outrossim, sustentou, por exemplo é aproveitar os espaços das escolas e universidades a nível local na prática desta modalidade, tendo assegurado que através dos institutos médios e superiores existente no Uíge, pode-se promover os cursos ligados ao futebol, para isso, é prioridade durante o seu quadriénio, caso vença às eleições, formar 50 árbitros, mais de 120 líderes e treinadores de futebol.

Joaquim Manuel Fernandes destapou as cubas e disse que a formação de treinador realizado no mandato findo 2016/20120, não foi por iniciativa da APFU, liderada por António Neves Agostinho, mas sim por iniciativa da Federação Angolana de Futebol (FAF), o que, segundo observou, na sua visão, quer fazer diferente, pois é possível assim fazer, por ser necessário caminhar com os próprios pés e dos recursos disponíveis a província do Uíge, as distâncias trazem custos, a exemplo, para uma equipa participar num campeonato provincial, percorre em média 3.996 quilómetros, além das despesas que vão a mais de 150 mil dólares e, “nós, queremos diminuir estes custos”.

“Na lei seis 2014/23 de Maio, permite a formação de todas as associações de futebol municipais e, essa é uma das prioridades também há curto prazo que teremos que seguir, queremos também que o campeonato provincial do Uíge retome como os anos passados, tendo oito/12 equipas, bem como essa modalidade no Uíge, ser uma voz juntos das instituições do centro de decisão do país, concretamente, a partir da FAF”, sublinhou.

Fazem parte, igualmente, entre outras linhas da proposta do quadriénio 2020/2024 de Joaquim Manuel Kinito como “unir os clubes”, “trazer todas as vontades que concorrem para o bem do futebol local”, “numa única tribuna desportiva, todos para gerar desenvolvimento desportivo no Uíge”, “colocar os distintos autores falarem a mesma linguagem de futebol”, bem como “homenagear os antigos praticantes de futebol” e “recuperar os campos para a prática da modalidade”.

Quanto ao futebol feminino, Joaquim Fernandes disse pretender resolver a questão há curto prazo, começando a pedir os clubes que apostem as formações de base do futebol feminino e dai encontrar meios para os recursos financeiros que visam sustentar essa prática, tudo é possível acontecer.

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