Rua Café privada de iluminação há dois anos

Por Alfredo Dikwiza

Uíge – A rua Café, que liga as rotundas da Se Catedral e a do Songo, uma das mais vistosas do centro da cidade do Uíge, encontra-se privada de iluminação há dois anos, por motivos nunca antes esclarecidos pela empresa de direito (ENDE).

Com duas faixas de rodagem separadas por lancis de um lado do outro, a rua do Café, passa entre os bairros Papelão e Kakuiaia, num percurso de aproximadamente quatro quilómetros. No seu percurso é visíveis as instalações do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED), das paragens municipais do Songo, Ambuila e Bembe. As bombos de combustível da Pumangol, as demais agências de viagem de autocarros do Uíge/Luanda e vice-versa, do Banco Indústria e Crédito (BCI), da Igreja 7 Dia, da Caixa Social das Forças Armadas Angolanas (FAA), entre outros, são visíveis durante o percurso da mesma rua.

“Café” apresenta características únicas, próprias para atrair os visitantes e moradores locais, por ter uma particularidade diferente das demais ruas que compõem a cidade do Uíge, isto é, duas faixas de rodagem. Alias, a nível da cidade do Uíge, possui apenas duas ruas, com igual número de faixas de rodagem, a do Café e a do Aeroporto, em distâncias quase iguais (aproximadamente quatro quilómetros).

Durante o dia, os utentes da rua Café, dois quais automobilistas, estudantes, funcionários, moradores e não só, fazem-no sem nenhum constrangimento no vai e vem, tornando-a numa das mais populosas artéria da urbe uigense.

A odisseia dos moradores e não só quanto frequentam a rua do Café termina a partir das 18 horas/30 minutos, altura em que o sol da lugar a noite. Das 18 horas e 30 minutos até às 5horas e 30´, caminhar a pé ou de carro por essa rua torna-se fatal, onde todo cuidado acaba sendo pouco, através da falta da iluminação pública, que há dois anos não se faz sentir os seus efeitos.

Com isso, os inimigos do alheio aproveitam-se fazer e desfazer do que bem pretendem às outras pessoas, com acções menos abonatórias como roubos aos estudantes noturnos, as vendedoras, aos taxistas, além de acidentes entre viaturas, motociclos e não só.

A falta de iluminação da rua Café, igualmente, retira dia-a-dia, num raio de 360 graus, durante 365 ou 366 dias, a imagem lúcida de se ver a cidade durante o período noturno, assim como retirou o hábito aos moradores que aproveitavam a extensa passadeira para realizar vários exercícios físicos, depois das actividades normais durante o dia.

O que é certo, no percurso da mesma rua, encontra-se erguido postos ligados um do outro, com cabos subterranos, num formado de duas lâmpadas, colocados em cada posto, distribuídos para iluminar ambas faixas de rodam. Hoje, quarta-feira, o Wizi-Kongo, tentou ouvir dos responsáveis da Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE), para um esclarecimento sobre a inoperância na iluminação da rua Café, mas sem sucessos.

Wizi-Kongo

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