Bispo pede encerramento de algumas seitas religiosas

D. Vicente Carlos Kiaziku reconhece que o Estado tem o controlo da situação Fotografia: Adolfo Dumbo | Edições Novembro | Soyo

Por Jaquelino Figueiredo 

O bispo da diocese de Mbanza Kongo defendeu o encerramento de algumas seitas religiosas no país, por extorsão e desestabilização das famílias angolanas, em benefício dos supostos pastores.

D.Vicente Carlos Kiaziku, que falava ao Jornal de Angola no sábado, na cidade do Soyo, à  margem da visita pastoral do núncio apostólico D.Peter Rajic à região, reconheceu que o Estado tem o controlo da situação, mas sublinhou ser importante que se mande encerar todas as seitas que estão contra o desenvolvimento da nação.

“O Estado, dentro do espírito de liberdade de religião, deve ter o controlo e mandar fechar as seitas que estão contra  o desenvolvimento da nação. Deste modo, estaria a evitar a confusão terrível no meio do povo. Aproveitar-se da situação de pobreza ou de miséria para explorar o povo, em benefício próprio, penso não ser justo”, aconselhou.

Para o bispo católico do Zaire, não se trata de temor que as  seitas retirem fiéis à Igreja Católica em Angola, mas, explicou, pelo facto de os seus princípios não serem dignos de ser  seguidos, por defenderem  a desestruturação das famílias e, de uma forma irrealista, pregarem a prosperidade imediata.
“Boa parte destas seitas prometem milagres e desmobilizam o povo em termos de trabalho, o que constitui uma preocupação muito grande”, declarou.
O bispo católicos disse que a proliferação de seitas religiosas constitui preocupação, porque algumas, com princípios muito duvidosos, acabam por semear a divisão dentro da nossa sociedade.

D. Vicente Carlos Kiaziku reconheceu que, de uma forma irrealista, muitas destas seitas pregam a prosperidade imediata, prometem milagres em toda e qualquer solução, o que pode contribuir para desmobilização do próprio povo em termos de trabalho para o verdadeiro desenvolvimento do país.O bispo disse que “Deus criou o homem e dotou-o de inteligência suficiente para se poder  desenvolver, trabalhar e não esperar que o pão caia do céu ou usar o Evangelho para roubar o próximo”.

Temos de trabalhar, usar essa inteligência para desenvolver o nosso país a exemplo do que fizeram outros países”, concluiu.

Para D. Vicente Carlos Kiaziku, a proliferação de seitas resulta da aproximação com a vizinha República Democrática do Congo  e da facilidade com que os cidadãos daquele país encontram para entrar,  instalarem-se no território nacional e consumarem  “intentos menos religiosos”.

“A República Democrática do Congo  é um grande viveiro de seitas e o salto para o nosso país é fácil devido a  aproximação. Os ditos pastores estão a enganar o povo, aproveitando-se do carisma de apresentar o Evangelho e no falar. Conquistam pessoas inocentes, enchem-se de dinheiro deste povo e fogem”, alertou.
O bispo disse  que muitos deste pastores vivem hoje na Bélgica e França, sobretudo nestes  dois países ou ainda em Portugal com o dinheiro que roubaram da população, o que, sublinhou, é condenável.

Via JA

Comentário

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  1. Aqui os nossos ancestrais conheciam o pai criador antes da chegada dos Colonos, e introduziram O Cristianismo aqui com o único objectivo de cortaram nos a ligação com o nosso verdadeiro Deus,é assim que perdemos o caminho certo, para podermos regressar ter uma boa relação com o nosso Deus, o MPUNGU TULENDO, o pai criador nos enviou o Mfumu KIMBANGU Mvuluzi e seus discípulos, como O Profeta Toko e tantos outros. Esse padre simplesmente vai dando continuidade do trabalho da colonização. Africa continua a ser o único lugar no mundo onde religiões estrangeiras dominam, o objetivo é de nos manter pobre, Despertai-vos povo Angolano e Africano, DEUS É AMOR, DEU A CADA POVO ASUA RELIGIÃO, LÍNGUAS E NOMES,também temos tudo isso, é o momento de seguir a sua própria religião, A RELIGIÃO AFRICANA. O podre é um burro, não entende da espiritualidade. Ingeta

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