“Entre o Asfalto e a Terra Batida” Novo projecto junta Fundação Arte e Cultura e Fábrica de Sabão

 

A Fundação Arte e Cultura e a Fábrica da Sabão vão dar início a um inovador projecto de cooperação entre as duas instituições, intitulado “Entre o Asfalto e a Terra Batida”. O projecto, a desenvolver em várias vertentes ao longo de 2018, irá juntar as duas instituições em iniciativas conjuntas que transitarão precisamente entre o centro e a periferia, entre o asfalto e a terra batida, propondo-se cada uma das instituições levar projectos sociais e culturais seus à sua congénere e realizar projectos conjuntos nos domínios das letras, artes plásticas e música, entre outros.

O primeiro dos projectos a passar à terra batida são as “Noites de Poesias” que a Fundação Arte e Cultura realiza com grande sucesso na sua sede em Luanda, sempre na última Quarta-feira do mês, e que passará a ter uma segunda edição na Fábrica de Sabão no Sábado seguinte. A próxima edição de “Noites de Poesias”, evento que passará a chamar-se “Dias de Poesias”, marcada para o dia 31 de Janeiro na sede da Fundação, no Largo Amílcar Cabral (Serpa Pinto), em Luanda, terá assim uma segunda edição no Sábado, dia 3 de Fevereiro, pelas 11:00 horas, na Fábrica de Sabão, no Cazenga.

Sobre a próxima edição de “Dias de Poesias”
Domingos Cupa será o poeta homenageado pela Fundação Arte e Cultura e a Fábrica de Sabão, homenagem centrada na obra “Além das Palavras”, que reúne 24 poemas sobre temas diversificados, como o amor, a mulher, a angústia, a infidelidade, entre outros, no centro da iniciativa. Pelos palcos da Fundação e da Fábrica passarão ainda vários poetas da nova geração, de que se destacam Joel Fernandes, Vanesia Almeida, o Poeta Gago, África Gomes, Fernando Carlos, Nadine Morais, Lourenço Mussango, Yocana Wesa, Cláudio Gomes e Lopalo o Poeta, entre outros, e os músicos Kaly, Slvivo, Dupla RS e Dalango (Alone), acompanhados pelos “músicos da casa”, o projecto Casa da Música, da Fundação.

Domingos Cupa é angolano. Nasceu na década de 80. Tem vivências por diversas províncias de Angola e também na diáspora Africana. Iniciou-se na escrita em 1997 mas só em 2005 começou a escrever e guardar seus escritos com a intenção de um dia os publicar. Em 2012, viu todos os seus escritos perdidos devido a uma avaria no disco duro do seu computador. Conseguiu lembrar-se de alguns que deram origem ao seu livro primeiro livro.

Mas no mundo das artes, para além da literatura, já fez música e teatro. Escreve em qualquer lugar e há qualquer altura. As vezes, desperta do sono porque sente-se obrigado a escrever. Os contos que escreve, são desde a primeira letra já completos.
É bloguer. Promove/apoia actividades culturais na sua página www.artpromodatc.blo­gspot.com
É formado em engenharia informática pelo IIHT, ramo em que parcialmente actua enquanto profissional de uma multinacional
Lançamentos:
Além das Palavras (Editora Cão que Lê, Portugal 2016), publicado em Angola em 2017
Participações:
27ª Edição Antologia Fénix (Brasil e Portugal 2017)
Revista Cultive Edição de Dezembro (Genebra, Suíça 2017)
Anthology ‘Best New African Poets’ ( África, Edição 2017)
II Anthologie Cultive ‘Courage! Il Est Temps de se Réveiller (Genebra, Suíça 2018) em curso.
Nomeações:

Concurso Jovens da Banda 2017

Além das Palavras “não é uma obra poética como as exigências da literatura determinam”, sendo antes, nas palavras do autor, “uma obra que vem apresentar e exprimir os mais profundos sentimentos que muitas vezes são experimentados pelos homens, desde amor, ódio, ansiedade, desespero, numa linguagem clara, melódica e até mesmo filosófica em alguns temas, visando estimular os músicos, poetas, artistas e não só. Serve também de terapia para os que podem encontrar consolo nas entrelinhas. “Além das Palavras” é o cantar do povo angolano, o meu povo”, remata Domingos Cupa.

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