Agentes comunitários no combate à malária

Estão a ser realizados vários testes rápidos de diagnóstico Fotografia: JOAQUIM JÚNIOR | edições novembro

Por Joaquim Júnior 

Os 30 agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS), formados no município de Mucaba, província do Uíge, entraram em campo sexta-feira, com o objectivo de travar a propagação dos casos de malária, doenças diarreicas agudas, bem como o melhoramento do saneamento básico nas comunidades.

O projecto, coordenado pelo Fundo de Apoio Social (FAS) e assistência técnica da organização Visão Mundial (World Vision), em parceria com a Administração Municipal, escolheu o bairro 1º de Maio, arredores da sede municipal de Mucaba, para dar início às actividades, com a realização do primeiro teste de malária simples ao menor Araújo Pedro, de três anos, com resultado negativo.

Alfredo Francisco, coordenador provincial da Visão Mundial (World Vision), disse na ocasião que a gestão de casos de malária na província e no município em particular requer a utilização de agentes comunitários, tendo em conta que são pessoas que vivem nas localidades e conhecem as dificuldades das populações, em busca de serviços de saúde, sobretudo nas áreas onde não se faz presente um técnico de saúde.

Os ADECOS, acrescentou, jogam um papel fundamental na orientação das populações sobre a necessidade de fazerem uso dos serviços de saúde disponíveis no município. “Acreditamos que o vosso trabalho vai fazer a diferença nas comunidades mais distantes”, disse.

Diogo Mariano, director provincial do FAS, garantiu a entrega, nos próximos dias, de meios rolantes, como motorizadas e bicicletas, aos supervisores e agentes, para facilitar a deslocação dos mesmos às famílias mais vulneráveis, tendo apelado no sentido de trabalharem em colaboração com as autoridades tradicionais, para, em conjunto, identificarem os reais problemas das localidades e apresentá-los às entidades superiores.

Garcia Jorge João, administrador municipal adjunto de Mucaba para a Área Financeira e Orçamental, em representação da administradora de Mucaba, Maria Caungo, disse que o município regista nos últimos dias chuvas torrenciais, que estão a deixar as aldeias cheias de campos de reprodução de mosquitos, que, associado ao fraco saneamento básico em algumas localidades, faz com que aumentem os índices de casos de malária nas unidades sanitárias. “Esperamos de vocês a capacidade de orientarem melhor as comunidades, para a utilização adequada dos serviços de saúde e envolverem as populações nas campanhas de limpeza e embelezamento, para melhorarmos o ambiente e a sanidade no município”, referiu.

Durante o acto, foram entregues aos ADECOS kits de testes rápidos de malária. Cada agente comunitário terá a responsabilidade de assistir 100 famílias. O projecto prevê atingir, durante o período de vigência, mais de 3.000 famílias na sede municipal e comunal e nas regedorias de Quizala-Velho, Quixona, Caondo, Quilumbo, Quipemba, num universo de mais de 20 aldeias ao nível do município de Mucaba.

Via JA

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