Uíge necessita de cinco mil professores para vários níveis

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Por Joaquim António

A província do Uíge necessita de cinco mil professores para atender os diferentes subsistemas de ensino, anunciou quinta-feira, na  localidade uigense de Mucaba, o vice-governador provincial,  Cláudio Kutuila, por ocasião das festividades do Dia do Educador, assinalado na passada quarta-feira.

Cláudio Kutila, que falava em representação do governador, Pinda Simão, informou que, dos cinco mil professores necessários, mil e 500 são para preencher as vagas no ensino primário e os restantes no secundário.

Segundo o governante, a procura dos alunos por vezes na província tem sido superior ao número de salas de aula, pelo que alguns cidadãos, com alguma posse, suprem esta lacuna, frequentando aulas na vizinha República Democrático do Congo.

É nesta perspectiva, segundo Cáudio Kutila, que o Governo do Uíge projectou a construção de duas mil 798 salas de aula, das quais duas mil 290 para atender o ensino primário e 300 para o ensino secundário.

“O Governo traçou várias políticas para a Educação, como a criação de uma cultura de rigor, avaliação em todos os níveis, autonomia às escolas, aumento do sucesso escolar, bem como aposta na excelência”, sublinhou. Cláudio Kutuila revelou ainda que a Direcção Provincial da Educação tem um registo de 515 mil 173 alunos matriculados em todos os níveis no presente ano lectivo.

A nível do quadro docente, disse, estão inscritos 13 mil 981 professores, ao passo que em termos infra-estruturais os dados revelam a existência de mil 249 escolas. Para o vice-governador, o sucesso das políticas que o seu elenco pretende implementar no sector da Educação depende, em grande medida, da colaboração de todas as partes, particularmente dos responsáveis das escolas e professores. “São políticas, cuja eficiência passa pelo acompanhamento e supervisão”, disse, exortando a todos os actores do processo “para pautarem por um comportamento digno.”

“O professor só é bom parceiro de construção de conhecimentos, quando assume o seu papel de orientador, motivador e gestor da carreira estudantil. O professor tem de saber lidar com as diferenças, ter flexibilidade e ajudar o aluno a reflectir”, acrescentou.

No presente ano lectivo, segundo ainda o vice-governador, foram admitidos 998 novos funcionários no sector, apurados em concursos públicos realizados em 2014 e 2016.

Kutuila disse que os constrangimentos no sector são assinalados pela má preparação de alguns professores e alunos, a ausência dos profissionais nos locais de trabalho, sobretudo nas zonas recônditas, a falta de promoção e o reajuste de salários, particularmente de funcionários que são promovidos a cargos de chefia.

Via Angop

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