MANGWANA e Show do Mês

Por Tony Sofrimento

 

 

 

 

 

MANGWANA e Show do Mês

No final da cópula, “un coïit interrompu”.

Todos os preliminares mesmo com a ânsia, levaram até à satisfação plena. Na espera orgâsmica, um zumbido de mosquito estragou a festa.

Faltou a medalha ganha. Troféu da vida. Consagração plena no evento “COOPÉRATION” com Lwambu Makyadi – Franco.

Toda a trajectória de Mangwana 1963 até hoje, fica marcada ao nível africano e mundial, com a ida deste ao TPOK JAZZ à entrada dos anos 70, propriamente dito e definitivamente em 1972. Os cerca de 6 anos na maior orquestra da Rumba Congolesa e africana, levaram o astro Mangwana aos pícaros da fama africana e mundial com a célebre canção “Coopération”, um diálogo entre os dois artistas Franco-Mangwana.

Pode parecer pouco significativo e podem haver razões para que tal não acontecesse mas, ficou ausente aquele toque orgásmico que completaria a cópula.

De resto, viva Mangwana! Foi cúmplice da felicidade dos que foram assistir e assumiu a nostálgica pujança de uma juventude consumida pela música e entretenimento. Confirmou a longevidade vocal e aos 73 anos não se lhe levaram ainda a ginga e a memória. Para artista, o humor permanece lá.

A “surpresa” da noite, mesmo a caminho dos oitenta, identificando-se debilitado por enfermidades que o acompanham, cantou e dançou para gáudio de admiradores e amantes da música. Trata-se de Matadidi Mario Bwana Kitoko a quem Mangwana apresentou como familiar directo.

A Banda manteve a qualidade e alteza do espectáculo. Sem desprimor a todos os outros, destaco aqui a intimidade de Nsingi com a guitarra e o conhecimento da Rumba e dos temas apresentados.

Um grande Hurra aos violinistas e demais instrumentistas.

Com Mangwana, à Praça Real, retornou o Trono Kongo e ouviram-se cantares memoráveis.

Obrigado NOVA ENERGIA!!!

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