SAM MANGWANA recorda o seu FESTIVAL des MAQUISARDS !

Elisofon, Eliot

Foi há 10 dias, no FESTIVAL AU FIL DE VOIX – ÉDITION NUMERIQUE (ver em baixo), concerto musical filmado no 360 Paris Factory Music, na França, que Sam Mangwana a frente de um agrupamento musical “heterogéneo” composto de franceses, antilhanos, cabo-verdeanos, burkinabés e congoleses, produziu um espectáculo de alta qualidade, como sempre, recordando que criou com 24 anos de idade, o conjunto “Festival des Maquisards” na imagem, em 1969, em Leopoldville.

Festival de Maquisards teve uma duração de apenas 9 meses, mas deixou um rico repertório que até hoje é recordado pelos melómanos Kongoleses (com K). Sam Moreno, como era chamado na altura, lembrou ainda que o primeiro single (45T) do seu conjunto teve um sucesso imenso, cujo o dinheiro permitiu-lhe comprar duas viaturas (uma para ele e outra para o seu chefe de orquestra) e 9 motorizadas de marca “Vespa” para outros músicos do agrupamento, o que foi inédito naquele tempo.

Com enorme êxito alcançado no plano artístico, já sob pressão dos xenófobos congoleses (Mangwana nasceu em Kinshasa, em 1945, de parentes angolanos), Mangwana será suspenso, no fim de 1969, com prazo indeterminado, sem razão, pelo seu manager e vai abraçar a carreira-solo antes de ser reintegrado no African Fiesta National “Le peuple” (mais tarde Afrisa Inter) de Tabu-Ley e no OK Jazz de Francó.

Antigo maquisard do MPLA, em Cabinda, Mangwana recorda numa entrevista acordada no passado dia 16 de fevereiro de 2021, no site site de PAM que abandonou o African Fiesta de Dr. Nico e Rochereaux para seguir os dissidentes músicos congoleses de Brazzaville que foram formar o conjunto “Los Patchichas”.

A sua partida para “Brazza la verte”, coincidiu com a expulsão do MPLA de Leopoldville. Aproveitou seguir alguns membros da UNTA em que foi membro, deixando o seu pai que foi importante dirigente da FNLA em Leopoldville.

Em 1965 é recrutado pelo MPLA e foi enviado para floresta de Mayombe, em Cabinda, onde teve experiencia durante 3 meses, como maquisard, o termo que Mangwana atribuiu ao seu primeiro conjunto musical formado por ele.

O conjunto Maquisards vai continuar com apelido “Grand Maquisards” sob direcção de outro vocalista Ntesa Dalienst, o compositor da famosa canção “Muzi”, mas sem o solista Mavatiku Vicy, também da origem angolana. O Grands Maquisards vai contar como vocalista e autor compositor o cantor angolano Nsimba Simão “Diana Spray”.

Sam Mangwama é originário do município de Mukaba. O seu pai foi um dos importante productores de café na província do Uige.

Comentário

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*


This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.