Sanza Pombo coloca ordem nos preços altos do táxi, no Bungo continua extorquido

Imagem panorâmica das artérias da vila do Pombo.

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 14/07/ (Wizi-Kongo) – A administradora do Sanza Pombo, Euládia Lambula Katenda Guimas, 150 quilómetros a norte da cidade do Uíge, bateu o soco a mesa e mostrou a sua astúcia na resolução dos problemas dos cidadãos da sua circunscrição, por ter sentado hoje no mesmo recinto com os fazedores dos serviços de táxis, a quém os preços sofreram baixas, ficando-os a 1.500,00 (mil e quinhentos kwanzas), contra os 2.500,00 (dois mil e quinhentos kwanzas) até aqui cobrados, isto é, da sede da vila/Uíge, vice-versa.

Enquanto no município do Bungo, 78 quilómetros, os cidadãos locais e não só, continuam sendo extorquidos pelos taxistas. Do Bungo/Uíge, vice-versa, os homens do volante cobram, por cada pessoa, 1.500,00 (mil e quinhentos kwanzas), valor este que há tempo venha sendo questionado pelos usuários deste troço, entre eles, trabalhadores públicos, privados, comerciantes e os próprios munícipes. Situação esta que aguarda-se com expectativa a ser resolvida, a exemplo do que aconteceu hoje no Sanza Pombo.

A partir de amanhã (15/07), para quem for ao Sanza Pombo ou estiver a sair da localidade para o sede da cidade do Uíge, deverá apenas pagar 1.500,00 (mil e quinhentos kwanzas) e não 2.500,00 (dois mil e quinhentos kwanzas), determinou-se, segundo soube, hoje, o Wizi-Kongo, na reunião mantida na sala de sessões da administração local, entre a gestora titular, “lotadores”, polícia nacional, membros da sociedade civil e da administração, bem como os taxistas.

Os participantes no encontro, consideraram positiva a iniciativa tomada pela administradora, que, espoletou a reunião, uma vez que em muito dos casos, a lotação costuma ser a cem por cento, dai, por outro, não existir tamanha necessidade em manter os preços altos, que, muito prejudicam as pessoas de camada baixa, bem como dificultas o trânsito fluido entre os comerciante e na troca de serviços mercantis.

No Bungo, os citadinos ouvidos pelo Wizi-Kongo, hoje, são unanimes que as autoridades de direito intervêm nesta clara extorsão dos preços cobrados na ida e volta (1.500,00), pelo facto a estrada estar em perfeitas condições, bem como a distância que não é muita (78 quilómetros), entre a sede da vila do Bungo e a sede capital da província. Outrossim, alegam que, os taxistas continuam a carregar a cem por cento os seus carros, pois nem os decretos que proíbe a lotação a cem por cento, foi tido ou achado.

“Desde sempre os preços do táxi da vila do Bungo foram altos, em comparação com outros municípios, por exemplo, não se percebe que essa situação mantenha anos pós anos. Apenas em 2008, uma empresa de autocarros (TransAves) tentou operar no município, dai por cá, são sempre os turismos que operam-no e, os seus preços não ajudam em nada as famílias”, esclarecem, os funcionários públicos, João Manuel e Afonso Pedro, em breve entrevista ao Wizi-Kongo.

Igualmente, outros rumores chegaram a redacção do Wizi-Kongo vindos do município de Alto-Cauale/Kangola. Apontam que, os preços cobrados pelos taxistas que fazem aquele percurso, são muito altos. A passagem custa 3.500,00 da cidade do Uíge/Kangola e vice-versa, ou seja, na ida e volta, totaliza 7.000,00 (sete mil kwanzas). Entretanto, Kangola dista a 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge e, os cidadãos daquela circunscrição, também, solicitam a intervenção de quem é de direito para a resolução deste problema.

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