Energia fotovoltaica nas centralidades pode reduzir custos e a poluição ambiental

Por Nicodemos Paulo

O professor de Óptica Geométrica e Física Molecular do Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge Isaías dos Santos Pedro defende o uso de energia térmica e fotovoltaica nas novas centralidades para reduzir os custos de transportação, apagões inesperados e a poluição ambiental.

As condições climatéricas do país são favoráveis à produção de energia fotovoltaica e eólica por serem limpas, renováveis e não constituem perigo para a natureza, nem produzem qualquer tipo de poluição sonora. Afirmou o investigador que aponta este tipo de recurso energético, como o mais viável até para as localidades recônditas do país onde o acesso ainda é difícil.

O académico defende essas fontes energéticas como as mais indicadas para as novas centralidades e localidades distantes, por conferir maior autonomia, redução de custos de manutenção da rede de transporte, menor incidência no habitat de algumas espécies animais.

“Estudos recentes mostram que apesar dos benefícios da produção de energia hidráulica, esta tem forte impacto ambiental, humano pois quase sempre são deslocadas algumas aldeias para a construção de barragens e instalados geradores de grande potência que além do fumo fazem muito barulho”, disse.

O académico revelou que as dificuldades na produção, transportação e distribuição de energia hidroeléctrica no país geram situações de insuficiência energética, nas grandes cidades, devido ao elevado número de habitantes, indústrias e outras empresas, aspecto que tem gerado grandes constrangimentos, devido aos constantes apagões programados e inesperados.

Para contrapor esta situação o investigador aconselha os principais hotéis do país a serviremse de grupos geradores à base de combustíveis fósseis, o que além de incidir positivamente nos custos dessas unidades e consequentemente nos preços de hospedagem e demais serviços hoteleiros, impactaria também na qualidade ambiental e na saúde humana.

“Repare que uma das principais razões dos altos preços nos nossos hotéis têm a ver com as despesas de energia. Se eles conseguirem inverter isso poderão praticar preços mais acessíveis. Uma das saídas é priorizar as energias limpas, renováveis, como a solar, térmica e fotovoltaica, tanto podem servir para iluminação, funcionamento de aparelhos, como a produção de água quente sanitária e calefacção”,afirmou.

O município de Sanza Pombo, no Uíge, possui já uma central de produção de energia fotovoltaica, que se for replicada noutros municípios vai diminuir, as despesas ligadas à corrente eléctrica em todo o país.

O professor defendeu ainda o uso dessas fontes consideradas eficazes no combate às emissões de gás com efeito estufa que provoca o aquecimento global.

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