Kisseque e Luviluku perto de saberem alegações finais e sentença

Imagem: Wizi-Kongo, Jorge Kisseque, no banco do réu

Por Jeremias Kaboco / Alfredo Dikwiza

Uíge, 12/01 (Wizi-Kongo) – Um (activista Jorge Kisseque) denunciou o outro na hasta pública de corrupto e não só, outro (Afonso Luviluku, ex vice-governador para sector técnico e infra-estrutura) sentiu-se lesado e abriu um processo-crime de injúria e difamação. No tribunal da Comarca do Uíge, constituiu-se o processo nº 154/019-I, que, começou a ouvir as partes no dia 22 de Junho/2020, estando, agora, para o dia 20 do mês e ano em curso reservado para saberem as alegações finais e a sentença.

Considerado mediático caso por ter sido o primeiro na história do Uíge, que, colocou um vice-governador, ainda que seja como queixante, frente ao tribunal, encontra-se sob responsabilidade da juíza de direito da causa daquele tribunal, Delfina Almeida Domingos, que, irá declarar em nome do povo e da lei o lado da razão, entre absolvição ou condenação, soube, hoje, terça-feira, o Wizi-Kongo, de fonte fidedigna do tribunal local.

Assim, o confronto no tribunal provincial da Comarca do Uíge que envolve como réu o activista Jorge Kisseque vai no seu fim, depois de vários adiamentos, por várias ordens e, finalmente, é fixado a data, concretamente, na quarta-feira (20), que o tribunal irá fazer a leitura dos factos do referido processo.

Neste mesmo processo, foram declarantes arrolados, nomeadamente, Inês Kanga, antiga secretária de Afonso Luviliku, do administrador municipal do Uíge, Emílio de Castro, do deputado à assembleia nacional pela UNITA, Félix Simão Lucas e Vicente Lima, director para sector técnico e infra-estruturas, respectivamente.

Afonso Luviluku, antigo vice-governador para os sectores técnico e infra-estrutura da província do Uíge, exerceu o cargo durante 10 anos, mas, antes, esteve nos destinos de administrador municipal do Uíge, na altura o governador provincial, Mawete João Baptista. Com a vinda de Paulo Pombo no posto número um da região, Afonso Luviluku, é exonerado como administrador e nomeado as funções de vice-governador, tendo deixado essa pasta no dia 22 de Setembro de 2020, dando lugar para António Rosário Alex Mutunda, isto é, na era de Sérgio Luther Rescova “in memória”.

Imagem: Wizi-Kongo, Afonso Luviluku, antigo vice-governador.

De recordar, o activista de 31 anos de idade, é, um dos vários da região que costumam realizar inúmeras manifestações e denúncias de actos de corrupção e má governação a nível da província. Neste tribunal do Uíge, responde pelos crimes de injúria e difamação. Entretanto, ano passado, isto é, no dia 28 de Agosto, sofreu um atentado quando este fazia serviço de táxi para o seu sustento, levando vários tiros aos membros inferiores, estando até a data presente, o assunto não esclarecido sobre os prevaricadores de tal acto.

Imagem: Wizi.Kongo, Advogados da defesa do réu.
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