Ultrapassado cabala imposto pela rádio Uíge a Santa Rita FC

Imagem: Wizi-Kongo, Nzolani Pedro-Presidente do Clube Santa Rita de Cássia FC

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 07/01 (Wizi-Kongo) – A direcção do clube Santa Rita de Cássia FC, equipa que representa a província do Uíge no Girabola 2020/2021, mostrou-se, hoje, quinta-feira, nesta cidade, ao Wizi-Kongo, satisfeito por ter ultrapassado a cabala imposto pela rádio 5, estúdio no Uíge, seis meses depois de impedir a transmissão em direito e não só, de conteúdos relacionados aos católicos.

“A população, patrocinadores, adeptos, amigos e simpatizantes deste clube querem saber onde esteve o erro e, eu explico, não foi o Nzalani Pedro que impediu o jornalista Fernando Eduardo entrar no campo, como ele avançou e alguns órgãos vazaram essa informação. A rádio Uíge tinha a recomendação desde o dia 30 de Dezembro/2020, que, ninguém entraria no estádio no dia 3 de Janeiro/2021, sem o comprovativo negativo do teste da covid-19 e do credencial emitido clube, seja quem fosse e, espanta-nos como ele chegou no portão neste dia sem o credencial, foi por isso, que, os seguranças o impediram de entrar no interior do estádio e não o presidente do clube”, esclarece em entrevista a este portal, Nzolani Pedro.

Nesta quarta-feira (06/01), continua Nzolani Pedro, que, a própria rádio reconheceu o seu erro durante o encontro mantido entre as partes, no caso a direcção da Santa Rita FC e a direcção da rádio Uíge, represente do governo provincial, da juventude e desporto e o presidente da associação provincial do futebol-Uíge, Agostinho Neves António. Porém, como confirmação deste erro, o director provincial da rádio Uíge, João Alves, pediu as suas desculpas ao público ouvinte a nível da região, igualmente, estabeleceu-se a paz e o compromisso assumido por essa rádio ir transmitindo os jogos da equipa e não só.

De facto, conta, a rádio já começou a reagir, hoje, ligaram por três ocasiões a direcção do clube no sentido de serem informados sobre o programa dos treinos da equipa, bem como da antevisão do jogo da próxima jornada a realizar-se neste fim-de-semana, tendo observado que, a rádio por ser um instrumento público, ganha, com isso, todos os adeptos e amantes do desporto no Uíge e não só, pelo desfecho positivo, porque conseguiu-se repor os direitos que estavam sendo retirado a este clube, há seis meses.

“Quando se fala de litigio entre Nzolani Pedro e Fernando Eduardo, nunca existiu como tal e, sim, um ciúme por parte dele, vindo do desporto, por ter sido ele presidente do Desportivo de Negage, um clube antigo que nunca conseguiu chegar onde a Santa Rita FC chegou e, o brilho da Santa Rita FC vai incomodando muita gente, a exemplo, do jornalista da rádio 5, no Uíge, Fernando Eduardo, bem como outros responsáveis de clubes, que, tal como o Desportivo de Negage, nunca conseguiram atingir o Girabola”, explica, o presidente da Santa Rita FC.

E, sustenta, Nzolani Pedro, a Santa Rita FC, em pouco menos de dois anos desde a sua fundação, conseguiu apurar-se ao Girabola/2017, uma proeza que venha incomodando muita gente. Mas, avança, a Santa Rita FC, conseguiu fazer aquilo que o povo uigense pedia e precisava, ter uma equipa na primeira divisão, foi, que, o antigo governador provincial do Uíge, Paulo Pombolo, solicitou os agentes desportivos na região e, é neste sentido que a equipa católica nasce.

Segundo ele, o sucesso desta equipa venha aborrecendo muita gente no Uíge, quando deveriam apoiar e contribuir, eles semeiam intrigas, a exemplo, o que o jornalista Fernando Eduardo fez no dia 3 do mês e ano em curso. “São ciúmes de um ou dois jornalistas que depois acaba impedido um serviço público, cuja primeira situação ocorreu anos atrás com a TPA local, situação que ficou depois ultrapassada e agora com a rádio Uíge, concretamente, com Fernando Eduardo, responsável da área desportivo da rádio Uíge”, recorda.

Mas, observa, a razão chegou a Santa Rita FC, por não ter existido motivos que impedisse a não transmissão do jogo entre o Santa Rita FC e o Recreativo da Caála do Huambo (jogo empatado a zero), porque, outros jornalistas que apresentaram o teste negativo da covid-19, bem como o credencial do clube, conseguiram entrar no interior do estádio, podendo apenas, Fernando Eduardo impedido de entrar pelos seguranças no portão, por não se fazer presente do respectivo documento, o que não se percebeu o porque não da transmissão deste jogo, porque mesmo sem o Fernando Eduardo aquela rádio já transmitiu vários desafios desta equipa e não só.

Desta vez, num contacto mantido (via telefone) com o jornalista da rádio 5, estúdios no Uíge, Fernando Eduardo, disse ter prestado já entrevistas na rádio nacional e Televisão Pública de Angola, sobre o sucedido no dia 3 de Janeiro no estádio 4 de Janeiro, tendo assegurado, não querer mais falar para um outro órgão de comunicação social.

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