Michelino, um gigante da Rumba Congolesa com raizes angolanas

Por Sebastião Kupessa

Estámos em Setembro de 1974, na beira do majostoso rio Zaire (Congo), no domínio presidencial de Nsele, uma comuna rural de Kinshasa, capital da antiga República do Zaire (hoje RDC), Muhamad Ali, campeão do Boxe mundial, em treino no seu “sparingpartner”, preparando-se para o memorável “combate do século”, acolhe um visitante extremamente elegante, com penteado “afro-americano”, do estilo de James Brown. Terminado o treino, ambos dirigem-se a beira do rio, onde passaram alguns momentos, o visitante oferece ao pugilista, um disco de vinyl “45 RPM”, com título “Cassuis Clay”, nome antigo do campeão, composto anos antes da sua conversão ao Islão.

O visitante, é o Mavatiku Visi “Michelino”, o lead guitarrista do famoso agrupamento “Afrisa International”, autor-compositor da referida canção interpretada magistralmente pelo Tabu-Ley, o patrão do conjunto musical, que vivia o apogeu da sua carreira.

Muhamad Ali, com a sede de reencontrar as suas origens africanas, apreciava particularmente o Rochereau, outro nome de Tabu-Ley, autor de uma outra canção com o título “Kaful Mayay”, do folclore Yanzi, arranjada pelo Mavatiku, considerada como “hino oficial” do combate que o opôs com o seu compatriota George Foreman, no dia 30 de outubro de 1974, no estádio “20 Mai” de Kinshasa. Os habitantes de Kinshasa, eufóricos com a presença dos americanos, vão extraír e tranformar a frase contida na famosa canção “na kobeta ye”( vou bater lhe, em português) em “Ali, Boma ye” (Ali mata-lhe), uma frase de lingala mundialmente conhecida.

Tabu-Ley e a sua “Afrisa Inter” vão dignificar a África no festival de música que acompanhou o combate de Boxe do século, que contou com os músicos como James Brown, The Jackson Five, Carlos Santana, Célia Cruz, Johnny Pacheco, etc. O vocalista africano vivia o zénite da sua carreira, graças aos intrumentalistas, dirigidos por Mavatiku Visi, guitarrista cheio de talento, criador de cadências inesperadas e inovadoras na rumba congolesa, produzindo um som jamais escutado mesmo no interior do agrupamento, portanto cheio de homens talentosos, também tocadores de violas. Mavatiku contribuiu muito na evolução do Soum-Djoum, rítmo iniciado por Tabu-Ley em 1971, com batimentos accelerados. Muito antes do referido festival que acompanhou o combate “Ali-Foreman”, Tabu-Ley e a sua African Fiesta National (nome antigo de Afrisa), fora convidada a participar na Exposição Universal de Montreal, no Canada, em 1967 e sobretudo a sua produção triunfal, em palco, na mítica sala de concerto Olympia, situada em Paris, na França, igualmente em 1971, cuja a canção  “Mousa” de autoria de “Michelino” será bastante apaudida pelos habitantes da capital gaulesa.

Portanto não foi fácil impôr-se como guitarrista principal neste agrupamento, de estilo fiesta, herança de African Jazz, de Kabasele Tshamala “Grand Kallé”, onde passaram guitarristas, verdadeiras legendas da rumba como Kasanda wa Mikalayi “Dr Nico”, Guvano Vangu e Mbumba Attel, para um músico vindo, no interior, de Matadi.

As origens do Mavatiku

Mavatiku Visi “Michelino” nasceu na cidade portuária de Matadi, no dia 15 de Março de 1946, filho de parentes angolanos, originários da aldeia Ntaya, em Makela, município do Zombo, província do Uíge. Os seus parentes estabeleceram-se no Congo, anos antes, fugindo o regime colonial em Angola que os obrigava efectuar trabalhos forçados nas Ntonga.

Mavatiku cresceu em Matadi onde frenquentou o ensino básico e secundário. Paralelamente vai interessar-se na música, nesta cidade portuária a beira do rio Zaire, onde cruzam-se marinheiros de diversas culturas, trazendo diversos rítmos. Ele vai interessar-se nesses rítmos importados, aprendendo tocar viola, com instumentos de fortuna que ele próprio fabricava. Matadi foi sempre uma cidade viva, de ambiente musical, o quarteto San Salvador, por exemplo, com Manuel Mayungu de Oliveira, Jorge,  Eduardo e Henriques Freitas, angolanos de origem, evoluiu por muito tempo nesta cidade, antes de conhecer a glória em Leopoldville. Kabasele Tshamala “Grand Kallé”, que muitos consideram como fundador da música congolesa moderna, nasceu em Matadi.

A fama conquistada no bairro onde residia, graças ao son produzido pelos seus dedos, com guitarras artisanais fabricadas por si, chama a atenção de um responsável do Comet Mambo, um dos principais conjuntos da cidade, que o recruta. Mavatiku com 16 anos experimenta uma viola eléctrica, imitando com perfeição o rítmo tocado em Leopodville. De 1962 a 1965 evoluiu no Comet Mambo de Matadi com viola rítmico. Tabu-Ley “Rochereau” de passagem em Matadi em 1963, apresentaram-lhe Mavatiku, um jovem que sabia emitar o Dr. Nico e do seu irmão Dechaux Muamba, célebres guitarristas do African Jazz. De regresso a Leopoldeville, Tabu-Ley, envia o seu conselheiro com nome Bruno Coquatrix em Matadi que o audiciona. Convencido do seu talento, Tabu-ley convida Mavatiku em Leopldville onde foi submetido a um teste, na sua residência de Royal, na comuna de Kalina (hoje Gombe), a resposta de sua edmissão no famoso agrupamento de renome africano tardou a chegar, porque efectuaram uma digressão no estrangeiro, no seu regresso, Mavatiku é admitido no African Fiesta.

De African Fiesta para Afrisa, passando pelo Festival de Maquisards.

Mavatiku ingressa no African Fiesta em 1965 pelo mérito próprio e entra na escola, que os cronistas musicais consideram como Fiesta, iniciada pelo Grand Kallé. Nesta altura, o African Fiesta, em dissidência com African jazz, era dirigida pelo guitarrista Kasanda wa Mikalay “Dr. Nico”, o ídolo do Mavatiku, que vai o auxiliar perfeicionar a arte de tocar a viola e não só, como compor as músicas e afinar os instumentos musicais para produzir o som desejado.

A maioria parte das canções compostas na rumba congolesa, são divididas em duas partes: verbal e instumental. Cabe aos cantores de combinar as suas cordas vocais com o verbo para produzir melodias segundo a vontade do compositor, a segunda parte, a instrumental, produz o ritmo, é importante segundo a cultura bantu, onde a dança joga um papel preponderante nas cerimónias. São instrumentalistas responsáveis pelo sucesso das canções.

No African Fiesta, dois artistas, vedetas, mesmo a nivel do continente negro, estigmatizavam as ambas partes: Tabu-Ley vocalista e o Dr. Nico como guitarrista. Como dois leopardos não podem partilhar a mesma floresta, diz um provérbio africano, não havia lugar para dois líderes no African Fiesta. Tabu-Ley vai criar o seu African Fiesta National e o Dr. Nico fica com a mesma denominação só que acrescenta no fim “Sukisa”. Mavatiku e o Sam Mangwana, recrutados pelo Tabu-Ley no anterior African Fiesta, serão solidários a este último e farão parte, lógicamente, do African Fiesta National.

A concorrência era rude entre ambos African Fiesta, o National e o Sukisa. Para melhor concorrer-se o Sukisa recrutava vocalistas de nível do Tabu-ley, o inverso, o National procurava solistas a altura do Dr. Nico.  Neste caso, o solista Guvano Vango vai ilustrar-se no National, acompanhado de um triunvirato de guitarristas-rítmico, que foram: Mavatiku, Lokasa e o veterano Faugus Izeidi, este último vai procurar refúgio em mi-solo, em que se proclama-se hoje, ser o criador.

Guvano Vangu com a fama conquistada, entra em dissidência com Tabu-Ley e forma o “Festival de Maquisards” em 1968, com o vocalista Sam Mangwana, este último leva o Mavatiku.

No Festival do Maquisard, Mavatiku é isento da concorrência, vai ocupar pela primeira vêz, o lugar de guitarrista rítmico efectivo ao lado do mestre Guvano Vangu. Tabu-Ley, por sua vêz, na sua African Fiesta National, para preencher a vaga deixada pelo Vangu, recruta outro “monstro da viola” Mbumba Attel e Nsimba Simão “Diana” como vocalista, para ocupar o lugar deixado pelo Mangwana.

Mavatiku ilustra-se não só como guitarrista acompanhante, mas também como autor e compositor, pela primeira vêz, canções da sua autoria são comercializadas em Leopoldville. A sua primeira composição foi “Michita” e a seguir “Yambi chérie” interpretadas por Sam Mangwana e Ntesa Dalienst.

Cansado de tantas dissidências, pois o Ntesa Dalienst e o Dizzy Mandjeku, outro solista, vão fundar  “Les Grands Maquisards”, reforçado com a presença do Diana, que abandonou por sua vêz o Tabu-Ley em 1969. Mavatiku vai tomar uma decisão benéfica para a sua carreira, volta no African Fiesta National, transformado em “le Peuple”. Tabu-Ley acolhe-o, mas como havia Lokasa como rítmico principal, Mavatiku cria o “Mi-acompa”, um som em suporte ao rítmico, o que não lhe empedia acompanhar o Mestre Mbumba Attel nas  numerosas composições.

Por sua vêz Mbumba Attel, por razões de doença mental, abandona o Afrisa  em 1971, Tabu-Ley inconsolado, não sabia onde encontrar mais um solista de nivel do Nico, Guvano e Attel, para fazer face a uma concorrência cruel, não só com os seus rivais do estilo Fiesta, mas também do outro imbondeiro da Rumba congolesa, Luambo Makiadi “Franco”, que acaba de recrutar o “eterno rebelde” Sam Mangwana. Mavatiku presenta-se como sendo o solista capaz de nivelar esta falta, práticamente na procura de um lugar efectivo no Afrisa. Mavatiku passa pela primeira vêz como solista principal do Tabu-ley, é o Jackpot que procurava.

Tabu-Ley com Mavatiku como solista principal atinge o nível jamais alcançado na sua carreira, perfeiciona o rítmo “Soum Djoum” iniciado na sua viagem em Dakar, em 1971, onde foi condecorrado pelo então presidente Leopold Sedar Senghor com o a medalha de “Légion d’Honneur”. Compôs músicas que hoje são consideradas como clássico da Rumba africana. Mavatiku, ultrapassa de longe os seus ídolos, na técnica, no som, na rapidêz e nas mudanças de cadência, mandando-os na reforma anticipada.

O African Fiesta “Sukisa” do venerado Dr. Nico, incapaz de seguir velocidade meteórica do seu rival do “National” transformado em Afrisa, cessa de existir! O único obstáculo para atingir a planitude, neste “jungle” africana da música, chamava-se Luambo Makiadi, secundado pelo poêta Lutumba Ndomanueno “Simarro Massiya”.

Mavatiku Visi, com o poêta Lutumba Ndomanueno e Luambo Makiadi Franco, em Junho de 1976.

Graças ao Mavatiku no comando na parte instrumental, Tabu-Ley Rochereau vai encarnar, doravante, de maneira solitária, o rítmo fiesta, em perpétua concorrência, com outro rítmo popular designado Odemba, tocado no OK Jazz.

O OK Jazz de Luambo Makiadi “Franco” e Afrisa Inter do Tabu-Ley livravam-se a uma luta sem tréguas, onde todos golpes eram permitidos, quer seja no palco como nas produções discográficas, muitas vezes, para enfraquecer o outro, não hesitavam “roubar” músicos de um conjunto para reforçar o outro, cujos elógios ou lamentos terminavam gravados em discos, sob forma de versos ou melhor, em provérbios, cuja a interpretação estava a cargo de público-consumidor. Este tipo de concorrência foi benéfica para o desenvolvimento da musica congolesa.

Não era segredo para ninguém que o Luambo Makiadi pretendia ver o seu arqui-rival ser privado do seu principal suporte instrumental, Mavatiku.

Mavatiku no OK JAZZ de Luambo Makiadi “Franco”.

Tanto Mavatiku como o seu conterrâneo Sam Mangwana (ambos de origem angolana), tinham a reputação de serem autónomos nos agrupamentos onde actuavam, o que não estava de agrado aos patrões de orquestras. Os rumores de aproximação entre Mavatiku e Franco eram persistentes, Tabu-Ley cada vêz mais suspeitoso, anticipa a roptura, mandando os seus colaboradores para humiliá-lo em plena rua, a sua viatura VW, sera confiscada. Em resposta, o Mavatiku deserta as repetições e entra em Angola acompanhando a delegação da FNLA.

No regresso em Kinshasa, nos fins de 1975, como era previsto, entra no OK Jazz onde o lendário Francó o esperava e oferece ao solista uma mansão com piscina na colina de Mbinza, na comuna luxosa de Ngaliema. A notícia do seu ingresso no Ok Jazz fêz efeito de uma bomba e por muito tempo ocupou “a la une” de todos jornais publicados no antigo Zaire.

Em 1975, Mavatiku era o solista mais célebre do Zaire, graças a inovação que introduziu, produzindo canções de antologia, como: Karibu ye Binto, Nzale, Mimy-Ley, Makfe, Hortense, Omanga, Mousa, Silikani, Mongali, Samba, Kaful Mayay, etc.

A sua entrada no OK Jazz coincide com a comemoração do 20° aniversario da sua fundação. Franco na sua obstinação de enfrequecer o seu rival, Tabu-Ley, tinha antes recrutado Ndombe Optum e o saxofonista Empompo Lowayi “Deesse”, o mentor da Mpongo Love e sem esquecer o Sam Mangwana em viagem constante entre ambas formações musicais.

Mavatiku contribuiu muito no secesso do album comerativo que contou com canções como “Selija, Liberté, Salima (da sua autoria) e Matata na muasi na mobali esilaka te”.

Em 1979 cria o seu agrupamento com nome de Makfé, em memória da célebre canção de sucesso  composta em 1972, no Afrisa. Paralelamente foi proprietário de um estúdio de gravação móvel instalado em sua casa, onde produziu e arranjou muitas canções, em destaque, dos agrupamentos como Zaiko Langa Langa e tantos outros.

Em 1980, instala-se em Paris. Três anos mais tarde, ocupa-se de arranjos do primeiro álbum do um dos vocalistas do OK Jazz Kyambukuta Londa “Josky”, com o título Missil, contendo a canção “Chaqun pour soi” que foi a canção”fetiche” do Francó até a sua morte em 1989.

Mavatiku, o elo da ligação entre Franco e o Tabu Ley

Em princípio dos anos 80, a rivalidade entre Luambo Makiadi Franco e Tabu-Ley Rochereau atingiu um nível que muitos consideravam irreconciliável. Recordámos que, em 1977, Tabu-Ley, enfraquecido pela partida de músicos de valor para OK. Jazz, lançou desafio ao seu rival “Franco” de conseguir domesticar e integrar totalmente no seu agrupamento os músicos rebeldes transfujos. Na sua célebre canção com o título Ponce Pilate, Tabu-Ley empregou o seguinte provérbio: “…coloca-os na sua casa, vais descobrir a nudêz de câgado”, referindo-se do caractére difícil e independente dos já citados músicos.

Afastando-se definitivamente deste conflito interminável, Mavatiku no seu exílio dourado em Paris, vai continuar a auxiliar muitos músicos, arrajandos as suas obras discograficas em estúdio.

Em 1983, aproveitando-se de passagem de ambos monumentos da rumba Concolesa na capital francesa, um produtor tenta o impossível, ousa congraçar duas correntes rivais da rumba congolesa desde décadas. Em princípio, Franco e Tabu-Ley aceitam a ideia de produzir juntos, mas cada um fica no seu canto. Perante este imbróglio o produtor faz apelo ao Mavatiku para juntar o irreconcilíavel.

Pela primeira vêz na história da música congolesa, as duas correntes unem-se como numa moeda, sob direcção do Mavatiku e improvisam um álbum com uma meia dúzia canções históricas: “Lisanga ya ba Nganga, lettre à Monsieur le Directeur GénéralNgungi, Omona wapi, Mbanda okoti kikumbi, Im memorial Grand Kallé”. Com este álbum, Mavatiku foi confirmado o estatututo de maestro da Rumba congolesa em igualidade com Franco e Tabu-Ley.

Mavatiku Visi, Tabu-Ley e Luambo Makiadi, na capa do disco que celebrou a reconciliação dos três gigantes da rumba congolesa.

Em Paris, para além da sua carreira solo, caracterizada na participação de muitos festivais de músicas em Word Music, aproveitou para aumentar o conhecimento no mundo das notas musicais, estudando em duas escolas superior, entre 1984 e 1992. Produziu dois CD da sua autoria, “preservatif” em 2000 e Lisanga ya ba Nganga em 2004 e tem um outro em preparação.

Mavatiku angolano de uma família de nacionalistas.

Mesmo sendo hoje responsável de uma associação V.R.A (Voir-Réfléchir-Agir) em Bobigny, sua cidade de adopção, na periferia de Paris, Mavatiku nunca esqueceu ou ocultou as suas origens angolanas. Apesar de nascer no Congo-Belga, Mavatiku Visi sempre preferiu ser identificado como angolano. Seus parentes, como foi referido antes, são originários de Ntaya em Makela do Zombo, o centro da Igreja  tokoista em Angola. Cresceu num ambiente nacionalista angolano, como agente cultural, animou noites com nacionalistas de diversas denominações. Com Sam Mangwana e Diana Nsimba Simão formava um trio de angolanos, os chamados bazombo, no interior de Afrisa.

Os seus irmão mais velhos, Mendonça da Costa e Dada da Costa, foram nacionalistas, um foi conselheiro do Holden Roberto, Presidente da FNLA , e outro guerrilheiro, que faleceu em combate, na luta contra a dominação colonial.

Mavatiku fez parte, com Sam Mangwana, em princípio de 1975, na delegação da FNLA que entrou em Luanda no quadro dos Acordos de Alvor, animou festas deste movimento libertador na capital angolana antes de serem expulsos no quadro do conflito armado que precedeu a independência. Em Luanda foi albergado na Liga africana antes de ser transferido no Futungo de Belas em casa do nacionalista Tito.

Em 1992, foi convidado de novo a fazer parte na campanha eleitoral angolana na conta de um partido político angolano, acompanhado do seu cúmplice de sempre, Sam Mangwana, cumpriu uma digressão em Mbanza Kongo, Benguela, Moxico, Kwandu Kubangu e Luanda

Questionado pelo Wizi-Kongo porque razão não regressa em Angola, como o fêz Sam Mangwana há uma década, respondeu que : – “Angola é minha casa, minha terra, tenho irmãos que vivem em Luanda. Já tentei, por duas, vezes instalar-me definitivamente em Angola. Com Sam Mangwana, para não citar só ele, em 1975 e nas eleições gerais de 1992, não tive sucesso. Amo muito Angola, país que meus irmãos sacrificaram as suas vidas para seja independente. É pena para mim, não é com essa idade (tem 72 anos) que vou fazer esforço de me inserir na sociedade angolana aprendendo a língua e os seus costumes, só Deus que sabe.” Mas está disposto a produzir espectáculos caso fôr convidado.

Wizi Kongo

Tabu-Ley Rochereau, à esquerda, com Mavatiku, à direita, viveu o apogeu na sua carreita, de 1971 e 1975, como seu solista principal. Antes, de 1965-68 e 1969 a 1971 como guitarrista rítmico.

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