Uíge com serviço de tele-medicina

Uíge – A província do Uíge vai ter, muito brevemente, alguns pontos de serviço de tele-medicina para assistir pacientes, atendendo a falta de médicos especialistas em certas áreas da medicina, anunciou domingo, nesta cidade, a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta.

Segundo a governante, Uíge apresenta actualmente um perfil endémico muito alto que a coloca entre as cinco províncias no país com maior índice de casos de paludismo (malária) e cólera, daí na estratégia do sector para 2019 incluir a instalação destes equipamentos, por haver ainda hospitais sem médicos especialistas, sobretudo nos regionais e nos municípios mais distantes.

A ministra avançou a informação numa reunião com os membros do Governo Provincial do Uíge, liderados pelo governador Pinda Simão.

Sustentou  que “hoje, aproveitando as oportunidades que as tecnologias de informação oferecem, será uma prioridade para atenuar este perfil epidemiológico crítico”,  pelo que há já verbas para o efeito, que evitou avançar.

Por outro lado, o Hospital Municipal de Maquela do Zombo é inaugurado hoje, segunda-feira, em acto a ser presidido pela ministra Sílvia Lutukuta,  em representação do Presidente João Lourenço.

A governante chefia uma comissão multi-sectorial integrada pelos secretários de Estado da Saúde Pública, José Manuel Vieira Dias da Cunha, Ambiente, Joaquim Manuel, das Águas, Luís Filipe da Silva, e outros especialistas que avaliam também a actual situação do surto de cólera que a província sofreu.

Neste capítulo, a ministra manifestou a sua satisfação pelo facto da situação do surto estar  controlada, visto que dos 331 casos registados desde o início, com três óbitos, satisfaz o Governo central e local o facto de a cerca de duas semanas, mais de 15 dias, não haver nenhuma ocorrência, acrescentou.

Falou dos esforços do Governo na melhoria da recolha do lixo, saneamento básico, distribuição de água potável e medicamentos, reabilitação de hospitais, construção de postos médicos e centros de saúde, recrutamento de médicos especializados, entre outras medidas.

Recordou que o problema da saúde não depende só desse sector, mas também das Águas, Ambiente e da Educação, principalmente.

Para a médica, a educação da população no Uíge é um dos grandes desafios da actuação do Governo, que espera contar com o apoio de todos, cidadãos, autoridades tradicionais, igrejas e chefes de bairros, para conter a situação da malária e da cólera”, apelando para uma maior realização de campanhas de sensibilização e acções de vigilância epidemiológica reforçadas.

A ministra deu a conhecer que está igualmente nas prioridades do Programa de Investimentos Públicos (PIP) de 2019, a reabilitação do Hospital Provincial, sobretudo a área da Pediatria, por serem mais as crianças as vítimas de doenças, sobretudo em época chuvosa.

A ministra Sílvia Lutukuta, ladeada do governador, visitou ainda os bairros Papelão e Kakuia, principais focos da propagação do surto da cólera na capital da cidade do Uíge, assim como esteve no hospital sanatório local, provincial e no Centro de Tratamento da Cólera, onde deixou conselhos e recomendações para uma serviço mais humanizado virado ao público.

No ambito das festividades do 58º aniversario do inicio da luta armada, o municipio do Kimbele ganhou, sábado, um hospital municipal de referência, inaugurado pelo governador Pinda Simnão.

Via Angop

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