Agência “MACON” faz da humilhação dos clientes no Uíge o seu pão do dia-a-dia

Por Alfredo Dikwiza/Jeremias Kaboco

Uíge, 29/12 (Wizi-Kongo) – A humilhação aos fiéis clientes no sentido Uíge/Luanda e vice-versa, que tempo há tempo, preferem viajar por terra através de autocarros dessa companhia, é a nova fórmula que a multi-nacional agência MACON, encontrou no seu funcionamento como cartão-de-visita para o pão do dia-a-dia. Tanto para quem sai do Uíge para Luanda, assim como do sentido inverso, isto é, Luanda/Uíge, para viajar na MACON a primeira condição antes da partida que a empresa colocou a disposição de todos, é a humilhação dos seus clientes, aliás, para uma partida das 22hs/30 minutos, os viajantes são obrigados a esperar mais de duas horas e meia a três horas, para que tal viagem aconteça, ou seja, das 22hs/30´para 2hs/30´.

Pior que isso, os clientes ficam já no local uma hora antes da partida, segundo orienta as normas da operadora, os clientes chegam há tempo, isto é, às 21hs com esperanças de saírem às 22hs/30’, mais por simples vontade da empresa, não consegue honrar os regulamentos por si mesma estabelecidas, e com tudo isto, nenhum esclarecimento antes consegue fazer aos clientes e nem depois.

Aliás, os clientes que preferem viajar no horário das 16Hs, que uma hora antes são obrigados a se fazerem presentes na agência, isto é, às 17hs, apenas os seus desejos são atendidos pela MACON, às 20hs e os que preferem viajar as 20hs, apenas lhes é atendido às 22hs, fazendo com isso dezenas e dezenas de clientes ali agrumelados e em condições improprias humanas de acomodação. Para os clientes que preferem viajar às 3hs da manhã, apenas são atendidos às 5hs, ficando ali a noite toda suportando frio, picadas de mosquitos violentos e apreciar sem querer os passeios de ratazanas que através do cumulo de lixo e cargas ao redor da MACON, fazem dai o seu melhor salão para desfilarem de cima a baixo, debaixo para cima e de um canto ao outros, acasalados ou não, deixando com isso, os menos corajosos apanharem tantos ataques de arrepios.

O alpendre feito para albergar os clientes, algo feito sem as mínimas condições de acomodação dos clientes no período noturno, e com acumulo de clientes para três a dois autocarros, o local fica totalmente agitado, como se em campo de refujados fosse e com o sono e desespero da viagem, cada um ao seu jeito, vai encontrando o seu lugarzinho no chão simples para se deitar, inclinar-se a parede ou parado, em fim (!!!). Através do elevado número de pessoas mistas no mesmo lugar e em longas horas da noite, o local fica abarrotado de um oxigénio improprio para se respirar, de fedor e de mau alhito, numa altura em que o gerente da empresa encontra-se em sua casa a desfrutar do melhor sono e seus trabalhadores escalados em cada turno, trancados em seus gabinete e em melhores condições de acomodação.

Segundo os clientes ouvidos pelo Wizi-Kongo e o que o próprio Wizi-Kongo presenciou das 21hs do dia 28/12 de 2018, às 2hs do dia 29 de 12 de 2018, é que a MACON encontra-se com insuficiência de autocarros capazes de atender a demanda e, com isso, a empresa peca por continuar a vender centenas de centenas de bilhetes e marcar viagens, mais que não consegue responder tais pretensões, como antes fazia. Outro sim, é a falta da capacidade de diálogo por parte dos responsáveis máximos da agência MACON, que nem conseguem esclarecer os clientes sobre o que se está passar ou simplesmente evitar vender bilhetes à mais até que a situação seja controlada nos próximos tempos. O bilhete para os dois sentidos é vendido no valor de 3.800 kzs.

Na madrugada de hoje, os clientes solicitaram o livro de reclamação do Instituto Nacional de Defesa ao Consumidor (INADEC), disponível nas instituições publicas, aliás, na bilheteira da MACON é visível ali ilustrado, ainda assim, a empresa recusou-se em fornecer o livro, o que deixou dezenas e dezenas de clientes chateados e no fim causarem um tumulto, tumulto este que sessou, depois que os clientes viram chegar um autocarro que sai em Luanda e, tão logo que os clientes que saiam de Luanda desembarcaram, os dos Uíge nos mesmo instante foram esforçados a subirem, violando ainda mais com isso os direitos de segurança de saúde dos 46 ocupantes, pois que em condições normais, antes que outros clientes subissem, teriam é de fazer a limpeza e não só. Ainda assim, para adquirir o bilhete de viagem na MACON, os clientes compram-no dois a três dias antes, essa situação da compra do bilhete a dois ou três dias antes da viagem, apenas vai acontecendo para quem sai do Uíge/Luanda.

Além do que viu e ouviu dos clientes, o Wizi-Kongo, tanto procurou entrar em contacto com os responsáveis máximos da agência MACON no Uíge, mas não foi sucedida por motivos burocráticos. Entretanto, a MACON opera no Uíge desde 2009.

 

Comentário
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1 Comment

  1. As brincadeiras continuam, que foi corrigido? Em Angola o povo deve ter coragem de experimentar outro partido no poder, com o MPLA as mesmas brincadeiras vão se repetindo.

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