HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DA DAMBA

Por Ntumua Manuel de Deus

Damba é vila e comuna sede de um município da província do Uige corresponde ao mesmo nome.

Etimologia e surgemento

PRIMEIRO: O Termo N’Damba pode ser derivado do nome do soberano  NA NDAMBA LUTAYI.

Um patriarca que vivia na aldeia Mbanza NDamba. Era uma personagem importante e rico, que possuia bens consideráveis (…). Fontes afirmam que, “Os acenstrais dos BaMbta e fundadores da Damba e Maquela vieram do Mbanza Kongo, que abandonaram a região por causa dos sucessivos conflitos étnicos e disputa pelo poder. Sairam e construíndo o povoado Mbanza Nvunda, situado em Kibokolo, onde que posteriormente se diviram. O NaZombo levou o seu grupo para Mbanza Zombo, (actual sede de Makela do Zombo); Nabokolo com intenções de permanecer ficou no Kibokolo; Nambeu foi no Beu; Nensaca foi para Kisacadica; Nankuilo foi para o Kuilo Futa, NeNsosso foi para Nsosso (também nome de um subgrupo bakongo) e Nan’Damba Lutayi subiu na regiões norte de Mbanza Ndele e veio se estabelecer nessa região a fundar Mbongi a N’Damba, actual sede da Damba.

O NanDamba, Depois da sua morte ficou o seu sobrinho (filho de sua irmã) chamado de “NaNkunzi”, batizado pelos portugueses de Sr. Miguel. Foi o mesmo que recebeu o colono Sr. Vaal, o primeiro portugues na região da Damba”.

SEGUNDO: O termo N’Damba pode ser derivado de “Cozinhar”.

O nome da Damba é a escrita portuguesa da palavra Kikongo  NDMBA que vem do verbo LAMBA (cozinhar), conjugada da primeira pessoa do singular. NA NDAMBA siginifica cozinheiro. Segundo Sabactani.

O nome N’Damba é cozinheiro referênciado, aquele que sabia cozinhar o ferro (…) que o território actual da Damba, era habitada pelos ferreiros”. Segundo o Dr. Patricio Batsikama.

Com a presença colonial na região e suas implicações nas localidades resultou em várias mudanças e que permaneceu até hoje.

Fonte: Livro UÍGE SOCIEDADE, HISTÓRIA E CULTURA” (Páginas . 241 e 242).

 

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    ADMINISTRADORA MUNICIPAL DO NSOSSO, MARIA DE LOURDES FERNANDO, REUNIU-SE COM A CLASSE DOCENTE DO MUNICÍPIO

    A Excelentíssima Administradora Municipal do Nsosso, Maria de Lourdes Fernando,reuniu nesta sexta-feira com a classe docente com o objetivo de analisar e discutir os principais problemas que a classe enfrenta a nível do município.

    O encontro serviu de igual modo para refletir sobre os vários desafios que a educação tem para contribuir nos alicerces do município.

    A excelentíssima Administradora começou por agradecer a todos presentes,focou no desempenho pedagógico, disciplina, assiduidade e em estratégias para elevar a qualidade de ensino, tendo destacado o papel do professor na sociedade.

    Foram ainda desenvolvidos temas tais como:

    – Avaliação da situação do Sector da Educação no município;

    – Pontualidade e Assiduidade dos professores;

    – Cumprimentos dos deveres profissionais;

    – Participação dos professores nas atividades comunitárias.

    O acto contou com a presença do Sr. Egildo Luvumbo Bengui, Administrador Municipal Adjunto e convidados da classe docente.

    Os professores congratularam-se pela iniciativa e apresentaram de forma livre e objetiva as principais dificuldades que passaram nas suas zonas de jurisdição e pediram que encontros de género sejam contínuos.

    GMCS-Nsosso

    ADMINISTRADOR MUNICIPAL RECEBE EQUIPA TÉCNICA DE ELECTRIFICAÇÃO PARA A DAMBA

    O Administrador Municipal da Damba, Octávio Barbeiro Diehi Homa, recebeu, na manhã desta terça-feira, uma equipa técnica da Empresa Mitrelli, ligada ao projecto de electrificação que irá beneficiar o município da Damba, Nsosso e Mucaba.

    A delegação foi chefiada pelo Engenheiro Alexandrino Afonso, coordenador do processo dê electrificação do Uige, e técnicos especializados do sector da energia, que se encontram na região para proceder ao levantamento das necessidades locais e à definição das prioridades de implementação da rede eléctrica.

    Durante o encontro, os técnicos explicaram que o projecto em curso contempla a construção e operacionalização de uma subestação eléctrica localizada no Município do Nsosso, infraestrutura que terá capacidade para fornecer energia aos três municípios abrangidos pelo programa. Neste sentido, foi esclarecido que a energia destinada à Damba será transportada a partir desta subestação, através das linhas de distribuição previstas no projecto.

    A Administração Municipal considera importante esclarecer a população de que a subestação actualmente em construção no Nsosso não beneficiará apenas aquele município. Trata-se de uma infraestrutura regional, concebida para alimentar igualmente os municípios da Damba e da Mucaba, permitindo o aumento da capacidade de fornecimento de energia eléctrica e a melhoria da qualidade do serviço prestado às comunidades.

    De acordo com a equipa técnica, os trabalhos já se encontram em execução, tendo sido iniciadas as obras da primeira fase do projecto. Nesta etapa, serão contempladas as localidades situadas ao longo do traçado Nsosso–Damba, incluindo a sede municipal e diversas povoações seleccionadas com base em critérios técnicos, entre os quais a densidade populacional, a localização geográfica e a viabilidade da extensão da rede.

    Entre as zonas inicialmente abrangidas destacam-se a Vila da Damba, Mbanza Damba, Kimazebo, Kazumbi, Kicazeza, Mavito, Kitietie, 200 focos, Bairro 16, Salabongui e outras localidades inseridas no corredor de distribuição.

    Na ocasião, o Administrador Municipal manifestou a sua satisfação pelo avanço do projecto, sublinhando que a electrificação constitui um dos maiores anseios da população da Damba.

    A chegada desta equipa técnica reforça a esperança das nossas comunidades. A energia eléctrica é um factor determinante para o desenvolvimento económico e social do município e acreditamos que este projecto trará benefícios significativos para a população”, afirmou.

    Os técnicos permanecerão no Município da Damba durante aproximadamente uma semana, período durante o qual serão realizados levantamentos de campo, estudos técnicos e acções de planeamento para a implementação das infraestruturas previstas.

    Importa ainda salientar que as aldeias e povoações que não forem contempladas nesta fase inicial não ficarão excluídas do processo de electrificação. Estas localidades deverão ser integradas em futuras etapas de expansão da rede, no âmbito das políticas do Governo voltadas para o aumento gradual do acesso à energia eléctrica em todo o território nacional.

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