PROVÍNCIA DO UÍGE ESTAGNADA NO TEMPO E NO ESPAÇO

Por Alfredo Dikwiza|Jornalista 

Uíge, 26/06 (Wizi-Kongo) – A província do Uíge, umas das 18 regiões que compõe Angola, encontra-se há um tempo a essa parte estagnada no tempo e no espaço nos domínios de desenvolvimento económico, cultural e social, dando lugar a intolerância política e exclusão dos jovens no benefício daquilo que seria seu por direito, denunciou hoje, quarta-feira, o executivo do secretariado provincial do Bloco Democrático no Uíge.

Falando em conferência de imprensa antecipada em comemoração do décimo quarto (14ª) aniversário da fundação do Bloco Democrático, assinalar-se no próximo dia 4 de Julho, Salvador dos Santos, secretário provincial do BD no Uíge, lembrou que, o governador provincial e sua staff passa uma falsa informação de desenvolvimento da região, o que, na realidade não condiz com a verdade, já que, não se nota-se surgimento de indústrias e muito menos fabricas a nível dos municípios, que seriam um factor fundamental para alavancar a economia social.

“Não se vê o crescimento da província e, sim, apenas em discursos, nota-se como as famílias estão jogadas a sua sorte e a juventude idem, tudo porque, a única via de empregabilidade aqui é o sector público, que não tem sido suficiente caber todos tendo em conta o número de vagas limitadas, mas se existisse recupera-se, por exemplo, as fabricas de vinho, de gasosa e cerveja, hoje, transformadas em armazéns dos expatriados, teríamos algumas soluções até no aumento da produção local, que, saberiam onde recorrer para vender rápido”, apontou.

Aquele político mostrou-se preocupante, igualmente, da forma como a insegurança tomou conta dos bairros periféricos da cidade do Uíge, tendo os assaltos a luz do dia, com recursos a armas brancas e não só aumentam em cada dia que passa, bem como, o tratamento menos simpático com quem as vendedoras ambulantes são submetidas pelos fiscais da administração municipal do Uíge, bem como, em alguns casos dos efectivos da polícia nacional.

Salvador dos Santos desaconselhou a postura com quem o governo provincial liderado por José Carvalho da Rocha, tem-se procedido na distribuição de créditos aos jovens e terrenos para a construção da casa própria, sendo os demais colocados de parte e dando prioridade apenas aqueles militantes afectos ao partido MPLA ou seus parentes, fazendo passarem uma mensagem de que no Uíge, é tido apenas o cidadão que lida com o partido no poder.

Igualmente, avançou que, a intolerância politica ganha espaço cada vez mais a nível da província do Uíge, sendo os sobas usados como cabos de forças na rejeição da realização de actividades partidárias da oposição nas suas localidades, bem como, o mesmo acontece com instalação de caps do partido MPLA em quase todas as escolas universitárias, do primeiro e segundo ciclo, o que não acontece com os demais partidos com assento parlamentar na assembleia nacional.

“Quando vimos a pintura de lancis e passeios para iludir a vinda do presidente a província e seu executivo, estamos a passar uma imagem falsa, porque, a pintura de arvores e escombros, não reflecte nada na vida do cidadão, para isso, pede-se mais responsabilidade nos gastos desnecessários que são feitos dos fundos públicos, para dar lugar em acções concretas em beneficio dos habitantes”, concluiu.

Fundado no dia 4 de Julho de 2010, o Bloco Democrático, foi credenciado pelo Tribunal Constitucional no dia 20 de Outubro do mesmo ano. Através da coligação tripartida, entre UNITA/PRA-JA, Bloco possui assento parlamentar na assembleia nacional.

 

 

 

 

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