Activistas em prontidão para manifestarem-se na vinda de João Lourenço no Uíge

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 25/10 (Wizi-Kongo) – Activistas políticos, sociais, ambientais e outros da província do Uíge, juntar-se-ão nesta terça-feira (26/10), com objectivos de realizarem uma manifestação tão logo o presidente da república de Angola, João Lourenço estiver na sede da cidade capital, Uíge, com finalidades de protestar a falta do pão na mesa das famílias angolanas, da falta de emprego dos jovens nacionais, bem como por eleições justas e livres de 2022.

Segundo prometem, tudo farão para que a manifestação aconteça apesar de estarem consciente do aparato das forças da ordem e segurança, das FAA que cercaram às ruas da cidade, prédios e escombros, pois que, como acrescentaram, será uma oportunidade para apresentar ao chefe de Estado das péssimas condições de vida, por um lado que a província atravessas, mormente, na falta de água para todos nos municípios, da energia eléctrica, de medicamentos nos hospitais, vias de acesso precária, falta de oportunidade aos jovens, do sonho da casa própria adiado, entre outros.

Vamos transformar o Uíge amanhã na nova Inglaterra, ele não pode vir e sair aqui como se tudo estivesse bem, alias tudo que ele prometeu para a província do Uíge aquando da campanha eleitoral, em 2017, não chegou de honrar sequer uma parte, antes pelo contrário, tudo pior a nível da região”, prometeram durante às declarações ao Wizi-Kongo. João Lourenço, que, chega nesta terça-feira à província do Uíge, às 10 horas, no aeroporto Manuel Quarta Punza, certamente, encontrará uma cidade que lhe passará a cabeça como sendo uma das melhores do país, pois que tudo está sendo feito do chão ao ar, como nunca antes visto, sendo este, outro dos motivos que leva os activistas protestarem, por saberem que tudo que ele vai encontrar não passa de um improviso.

Amanhã, obviamente, que, o dia promete. Entretanto, João Lourenço, regressa a região do Uíge, três anos depois, já que a última vez que esteve nas terras do Bago Vermelho, foi quando orientou a oitava (8ª) reunião económica do Conselho de Ministros, em 2018.

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    Mbemba Ngangu é um nome em Kikongo, um cognome dado pelo próprio povo em reconhecimento à sua liderança. Etimologicamente, significa: Mbemba (“Águia”) e Ngangu (“Visionário” ou “Astuto”). A águia representa a visão ampla do campo de batalha e a rapidez no ataque, enquanto Ngangu reflete a sua inteligência tática e capacidade de antever os movimentos do inimigo.

    Natural da região de Mbamba — território que hoje corresponde ao município do Bembe —, Mbemba Ngangu terá vivido entre os séculos XVI e XVII, período em que o Reino do Kongo enfrentava as primeiras incursões portuguesas no interior. A província de Mbamba era a mais militarizada do Reino do Kongo, responsável pela defesa sul.

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    O Serviço de Investigação Criminal no Uíge, no âmbito das acções de combate aos crimes violentos, procedeu, nesta terça-feira, 26 de Maio de 2026, à detenção de quatro cidadãos nacionais, por factos que configuram o crime de sequestro, no bairro Mbemba-Ngango, nos arredores da cidade do Uíge.

    O incidente ocorreu quando os acusados, integrantes de uma associação criminosa denominada “DPP”, ao tomarem conhecimento da detenção do seu líder, em cumprimento de um mandado emanado pela PGR, pelo crime de roubo qualificado, e posteriormente submetido à medida de coação de prisão preventiva pelo Juiz de Garantias, tendo sido conduzido ao Estabelecimento Penitenciário do Kongo, decidiram retaliar contra um efectivo do SIC que, alegadamente, participou na sua captura.

    Na sequência, enquanto o referido agente se encontrava em serviço, os implicados, em número de oito e munidos de armas brancas, designadamente catanas e facas, dirigiram-se à residência do oficial, onde mantiveram como reféns a esposa e os seus três filhos, exigindo a libertação do referido líder da associação criminosa.

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