UÍGE: LIXO A TODA PARTE, O CAMINHAR DA CIDADE A SUA SORTE

Por Alfredo Dikwiza/Jornalista

Uíge, 16/06 (Wizi-Kongo) – O caminhar da cidade a sua sorte, é a imagem que aparece aos olhos dos citadinos sobre o lixo espalhado à toda parte das ruas da urbe, causando sérios problemas de saúde pública e higiene, face a incapacidade em dar uma resposta adequada na recolhe deste resíduo, resultando em amontoados assustadores, que, em alguns casos, acabam por apoderar-se boa parte das ruas, além dos riscos eminentes de proliferação de doenças e cheiros nauseabundos. 

Poucos são os contentores existentes a nível da cidade do Uíge capazes de conservar o lixo, este é um outro problema, então, como solução, a população é obrigada a jogar o resíduo ao chão, soube hoje, segunda-feira, o Wizi-Kongo, através de uma ronda efectuada em várias ruas e bairros periféricos do Uíge, notando que, em alguns locais o lixo não é recolhido há semanas, a exemplo, na descaída para o rio Kandombe, depois da paragem de Mukaba.

Na rua que liga a rotunda do Songo/Aeroporto, vice-versa, concretamente, nas mediações do Thombe, o lixo quase engoliu toda a estrada naquele perímetro, obrigando os automobilistas e peões recorrerem a passadeira e, como se vê às imagens, igualmente, neste local, faz semanas que o resíduo não é recolhido, tal como testemunhou uma das vendedoras ai, Graça Mindele, “já não me lembro quando é que o lixo foi recolhido aqui”.

Defronte a longínqua obra da Mediateca do Uíge, até às 8hs, também registava-se um amontoado de lixo maior (mas a essa hora, como é juntos ao coração da cidade, já deve ser recolhido). Entretanto, do lixo, em lixo, o mesmo viu-se, hoje, por volta das 12 horas, no desvio das ruas dos Bosses e da antiga unidade das FAA, isto é, no Paco, sem se esquecer do concentrado de resíduo no perímetro do bairro Novo/Kimakungo.

Quem é que está falhar, afinal de contas, as empresas encarregadas na recolha do lixo, a administração do Uíge ou o governo provincial do Uíge, porque, estamos a ver e a viver nos últimos meses em uma cidade suja e a cheirar muito mal, chegar até a esse ponto deixa muito a deseja quem nos governa”, questionou um dos munícipes, Raúl Hilário.

No coração da cidade, local onde sedeai o governo provincial e demais departamentos províncias de apoio às actividades do Estado, a pronta intervenção na recolha do lixo tem sido diferente, em relação às demais ruas e bairros fora do eixo da urbe do Uíge. Porém, apesar da atenção diferente que se dá na recolha do lixo no coração da cidade, ainda assim, não se deixa de ir ao encontro da história sobre “a manta curta”.

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