Docentes no Negage em acção formativa

Por Nicodemos Paulo

Mais de 60 professores de escolas comunitárias dos municípios do Uíge e do Negage participaram, na semana finda, num seminário de capacitação em matérias ligadas à elaboração de conteúdos, preparação de aula, métodos e técnicas de ensino, elaboração e aplicação de provas.

O seminário, organizado pela associação de escolas comunitárias, realiza-se no âmbito do programa de expansão de escolas nas localidades recônditas dos municípios do Quimbele, Maquela e Milunga, onde muitas crianças ficaram fora do sistema de ensino.

O coordenador da Associação de Escolas Comunitárias, Nkolo Ilengo, referiu que a associação surgiu em 2014 para dar oportunidade escolar a crianças que não tenham conseguido matricular-se em escolas públicas por falta de meios financeiros, documentos de identificação pessoal ou pela distância das escolas.
A associação controla 35 escolas nos municípios do Uíge e Negage. No presente ano lectivo foram matriculadas mais de 5.400 crianças da iniciação à sexta classe.

O coordenador das escolas comunitárias disse que, além da formação escolar, os professores ajudam os pais e encarregados de educação a registar os seus filhos, bem como encaminhá-los às escolas públicas.

“Os nossos professores trabalham de forma altruísta no seio das comunidades onde não existem escolas públicas ou em número reduzido, oferendando a seu tempo e conhecimento a crianças desfavorecidas, para que possam também prosperar e ter esperanças em dias melhores, através da instrução ”, disse.

Nkolo Ilengo revelou que nos próximos dias a associação vai abrir salas de aula nas comunas do Sakandica e Ikoca, nos municípios de Maquela e Quimbele, devido ao elevado número de crianças fora do sistema de ensino e à existência de voluntários para ministrar as aulas. “Fizemos uma análise nestes municípios e vimos a necessidade de colocar aí escolas. Com o apoio material da direcção da Educação vamos conseguir ajudar essas crianças”, disse.

Fernando Mulelo, director interino da Educação, reiterou o apoio do Governo a todas as iniciativas tendentes ao desenvolvimento social, mormente no sector da Educação. Apelou ao cumprimento rigoroso das regras e procedimentos do processo de ensino e aprendizagem. “O Governo está aberto às actividades da sociedade civil, que visam escolarizar as crianças e jovens”.

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