A dimensão da cultura como factor determinante, na perspectiva do desenvolvimento de África

"O actor principal do desenvolvimento é ainda o homem". Imagem do Muanda Damba

“O actor principal do desenvolvimento é ainda o homem”. Imagem do Muanda Damba

Por Kussumba Kutanga (*)

A cultura é a alma de um povo, ela é constituída pela maneira própria como cada povo deve viver, pensar, organizar o seu contexto social, como viver esse ritmo. Ela deve ser entendida como o conjunto das ideias, das técnicas pelas quais o homem modificou a natureza que constitui o seu meio.

De facto, a África ao mesmo tempo que está privilegiar a sua cultura deve também proceder a uma mobilização científica e técnica com o objectivo de adquirir essa potência que consagra as grandes nações. E para a educação das jovens gerações, graças a formação que a África vai tirar do desafio que estão no seu caminho. Apartir do modelo e do comportamento orientado na via da unidade africana, um sistema educativo, com método e programas comuns deve ser elaborado.

1. – Noção do conceito Cultura ( do latim colere, que significa cultivar)

Ela designa o cuidado que deve merecer no domínio agrícola para viver. A cultura animi é a filosofia. Erasmo, Thomas More, Francis Bacon falaram da cultura ingentil ou da cultura animi para designar a actividade intelectual. E Samuel Pufendarf foi o primeiro no século XVII que utilizou essa palavra para designar o conjunto de actividades humanas no seu contexto social. Emanuel Kant definiu a cultura como um conjunto de fins que o homem pode realizar livremente, considerando a sua natureza razoável. Esta interpretação vai determinar o pensamento de Hegel e Nietzsche. O conceito de cultura vai tornar sua acepção moderna e a sua dimensão histórica com Herder, na sua obra Ideias para uma filosofia da história da humanidade (1784-1791).

A sociologia alemã no início do século XX distinguiu a cultura da civilização. Os fenómenos de civilização são universais e transmissíveis, eles têm conhecimentos positivos e a realização desse saber através da técnica, eles correspondem na racionalização de existência humana. Os fenómenos da cultura são intransmissíveis, únicos, ligados com os seus supostos vivos, eles são constituídos de valores de expressão e de criação sua realização não submetidos as leis reveladas mas nos rítmos de aparecimento e desaparecimento e de reaparecimento. Todo conjunto cultural constitui uma unidade ele próprio irredutível e impossível de repetir. A cultura é a alma de um povo, ela é constituída de maneira própria como cada povo deve viver, pensar, organizar o seu contexto social, como viver esse ritmo. Joseph Kizerbo declarou que a cultura deve ser entendida como um conjunto das ideias, das técnicas para quais o homem modificou a natureza que constitui seu meio.

2. – Breve análise da situação geral de África

A situação que prevalece actualmente no continente africano a imagem oficial que a África oferece, o lugar que ocupa no Mundo danos a certeza que existe uma questão, um mal africano. Esse mal africano parece tão profundo, multiforme e grande que alguns pensam que o povo desse continente, contràriamente aos outros povos, não aproveitou a sua sorte para caminhar na via do progresso.

Para os outros a fatalidade da África veio da dominação e exploração de que este continente foi vítima por parte das forças exteriores que fazem obstáculo na sua unificação, única sobre do seu endireitamento, uma ou outra dessas opiniões merece uma análise em função da realidade africana presente. Parece-me necessário interrogar-se sobre a partir da situação da África de hoje, as razões pelas quais, apesar dos recursos naturais importantes, ela parece tão frágil e tão ausente do Mundo contemporâneo. De todos os continentes ela é o mais atrasado no sentido de desenvolvimento e está à procura da sua identidade. E interroga-se sobre o seu futuro.

Nesta perspectiva o historiador francês, observador avisado da evolução histórica das nações, Alexi Tocqueville, profetizou no meio do século XIX que os EUA e Rússia vão mandar os dois no destino do Mundo. O historiador Ernest Lavisse escreveu no fim do mesmo século “Toda a força diminui a faculdade de conduzir a história, não é uma propriedade perpétua, a Europa que é heriditada de Ásia há dois mil anos não vai conservar sempre.” Hoje quase a Europa perdeu direcção do mundo, mas através de América, numa certa medida, sua filha, que manda no destino da terra, ele atingiu o apogeu da sua potência, que o declínio começa com a subida de Ásia. Considerando a potência industrial do Japão fruto dum projecto científico e técnico rápido junto com massa demográfica da China, parece então uma entidade política e económica do primeiro plano que vai fazer do oceano Pacífico o centro de gravidade da política mundial do século actual. Isso em função desses dados fundamentais revelador dum mundo em mutação que a situação presente de África exige de seus povos uma reflexão profunda que leva lhes nas fontes de suas dificuldades e orienta-lhes sobre as acções a enfrentar. A problemática desse continente, “o Mal Africano”, explica sempre para os factores múltiplos e diversos.

Muitos observadores pensam que o continente africano é vítima dos factores geográficos constrangedores e particularmente do clima. Esta antiga tese desde Montesquieu parece presente no espírito dos grandes intelectuais como o historiador francês Emmanuel Le Roy Ladurie e o suêco Gunnar Murdal. Segundo eles o grande calor e a grande humidade jogam um papel negativo não só no solo ao reduzir-lhe as aptidões agrícolas, mas também sobre os homens que enfraquece com doenças, as aptidões físicas e intelectuais. As coisas devem ser observadas de maneira matiz, se o desenvolvimento económico iniciou com a revolução industrial abriu-se nos países do clima temperado assim as regiões como o sul do Japão, ao sul dos estados de América e Austrália do nordeste com o clima subequatorial constitui hoje dos centros importantes do desenvolvimento industrial. O clima além de desencorajar-lhe constitui um impulso na imaginação das novas técnicas de conquistas e de arranjo. Segundo Pierre Gourou, a hostilidade do meio tropical é um pressuposto que não tem fundamento científico.

No plano das adições pedagógicas e das faculdades humanas esse meio não pode ser considerado como hostil ao desenvolvimento apesar de algumas influências negativas o clima tropical como os outros climas garantiram uma selecção genética dos homens que não têm nada a invejar ao plano fisiológico e mental ao resto dos vivos. Em cima dos pressupostos que não pode registar nas investigações científicas objectivas tem que procurar as fontes ou as causas de dificuldades actuais do continente africano, uma série de factores sócio históricos. O actor principal do desenvolvimento é ainda o homem. Ele deve conceber a mudança da ordem socio-económica antiga na ordem nova, com a utilização da sua inteligência. Isso na descoberta do mundo que lhe rodeia na organização e no arranjo do espaço que ele ocupa nas investigações técnicas que resultam da sua inteligência que vai ao desenvolvimento.

Para o factor sócio-histórico tem que entender as condições psicológicas, políticas, sociológicas criadas pelo homem para favorecer as mudanças do meio bio-Geológico no qual ele vive. Os factores psicos-sociológicos mudam de maneira determinante a acção do homem no nosso planeta. Isto é o conjunto do sistema de pensamento, quer dizer a visão que o homem tem do mundo, sua concepção da existência e dele próprio. As bases filosóficas da civilização industrial estão ligadas ao antropocentrismo, esta doutrina filosófica faz do homem um anel da corrente excepcional da imensa corrente universal da existência.

Desse antropocentrismo que nasceu o mito prometeu que permitiu à Europa desenvolver-se dos constrangimentos psicológicos, religiosos e morais que constituíam tantos obstáculos no desabrochamento da sua capacidade de conhecimento e da criação. A revolução científica com que Copérnico levou a Europa desde o renascimento de separar-se de outras partes do Mundo que ele assimilou centenas de descobertas científicas e invenções técnicas tinha como origem os factores da natureza filosóficas e intelectuais.

(*) Professor de historia de antropologia ISCED-Uíge

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    Segundo o calendário tokoista, 25 de Julho de 2025 é o termino do ano Tokoista.

    Vamos aos cálculos simbolicos: 2+5 = 7, sete na simbologia tokoista é equivalente ao 7 reino, que actualmente esta sendo governado pelos Americanos (e o Papa Leão 14 faz parte). Para os tokoistas 7 acrescentando tres zeros, nos remete ao número 7 mil espíritos que surgiram na igreja desde setembro de 1982.

    25 também representa as tetagramas ilustrados na imagem em anexo.

    Quanto ao ano 26 que se avizinha do Calendário Tokoista, será o ano do reinado de Cristo [ Mayamona] com os seus Avauki’a Mpungu (Povo Eleito). Simbolicamente 2+6=8, o oito na simboligia quer dizer: Oitavo reino de Cristo e o 2 na tetagrama em anexo (o desenho que fez parte do ritual que derrubou o regime português) quer dizer ALFA E ÓMEGA, principio e o fim. Ou os 2 registos onde estão sendo alistados os bons e os mãos crentes.

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    De acordo com as profecias, todo o tokoista deve participar nos jenjus de Julho e Outubro. Dedicam e baptizem as crianças, realizem casamentos para os que estao de baixos dos mandamentos, reconcilien-se entre os casados e participem nos eventos da igreja. Vem ai a última etapa do TOKOISMO.

    MAKAYA ma NSI: Mu lusadisu kimbevo kya ntu

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    Kwa Tata PAUL “Redemptoriste”

    Kwa mitangi mya MAKAYA ma NSI

    Mambu mena mu nkanda wau matuka kwa bambuta za nsi a Kongo, mu dyambu dya sadisa baleke ba ntandu kyaki ye ba kwiza landi ku nima. I sa mu bambula kaka ntima vo mbongo zingi katuvene Nzambi mu kutusadisa muna mi nti mya nsi.. Idina ka lwendi kwa nganga-za-nkisi ko, bau mpe bavananga kaka makaya ma nsi kwandi, dimosi kaka bakudikanga: i sakisa mi nsiku ye zola vuna bantu, mpasi bafutisa mbongo za yingi za mpamba kwandi.

    Nsiku umosi kaka: KALA YE NGANGU MU TOMA SADILA MU SADILA NKANDA WAWU. K’ULUTISA TESO KO. YUVULA BAMBUTA, OVO KUZEYE WO KO NTI. KUBAKI KO.

    ———————————————————————————————————————–

    Kwa Nganga a Nzambi KIAMBI

    Tu tezele fyoti kaka mu sindika mi nti mina mu nkanda wawu. Tutudidi mu kapu kimosi mi nti ovo makaya mawonso matadilanga kimbevo kimosi; nkoso nimelo ifwete sadilwa bonso butusonekene yo. Mu lumbu kimosi ka tulendi vana mi nti miole kwa mbevo ko; ovo makaya mantete ka matondele nitu ko, ku nima lumbu kimosi evo bibiole, tulenda soba lukaya lwa nkaka. Kadi nwa makaya mayingi muna lumbu, kutwasa kimbevo kya kilendele vonda muntu.

    ———————————————————————————————————————-

    Mu lusadisu lwa kimbevo kya bwanga (tatika) e ntu

    1. Tuta MUINDU ye NTUNTU za MVALA,: tula mu ngongo, bosi kela mu mbombo (nzunu)

    2. Baka nkeni (mbutu, nginga) za MABUNDA-BUNDA: tuta, zenga mbele (nsamba) tatu va mbunzu ye mu mpati za luse, kusa bilongo vana va nueto nsamba.

    3. Baka Nginga za KIZIOKI: tuta zo, zenga nsamba tatu va mbunzu ye mu mpati za luse, bosi kusa bilongo.

    N.B. Nkansi yama mpasi.

    4. Baka makaya mampa (mantoko) ma MVALA DIFALA : zeka mo ye swena mu nzunu (mbongo)

    5. Baka MFUMFULA za MVETE (MUGETE) : zeka zo, sanga ye fi maza, bosi kela (kelolela, tula) mu nzunu.

    6. Sanga maza ma MALALA MA NSA, ye MBODI a DIKONDO : kela mu nzunu.

    N.B. Keba yama mpasi.

    7. Baka MVUMA za MANSIENSIE : zeka; bosi zenga mbele tatu va mbunzu ye mpati za luse ; bosi kusa e bilongo.

    8. Baka makaya mantoto ma MBOTA ovo ma LUMVUMVU, zeka; zaba nsamba va mbunzu ye mu mpati za luse; bosi kusa bilongo byabi.

    9. Baka bunia ya MWINDU: tuta, sanga ye matonsi ma malala; tula mu ngongo ye kela mu meso.

    Ntu bwanga mu dyambu dya nsuti zina mu mbombo:

    Baka NSOLOKOTO: Kotesa mu nzunu, nyukutisa muna nsuti si zabuka.

    Ntu mpasi:

    1. Baka maka ya ma TUMANTU (tomate): zokona ( zeka) ye tula mu mbombo ( nzunu).

    2. Baka MFUFULA za MUGETE (MVETE) sanga ye MPALAMBAKI ye LALA : tula mu ngongo ye kela bete (ntosi) dimosi muna konso disu.

    Kimbevo kya NTU

    Baka makaya ma Mbota : zenga nsamba tatu va mbunzu ye mu mpati za luse, bosi kusa bilongo.

    Muntu mwene mpasi mu dyambu dya mwini wingi ye vayikulu kyufuta kyayingi

    1. Tula 2 gr. ya MUNGWA mu ntutu amvimba wa maza, bosi nwa.

    2. Tula maza ma kyozi ku ntu, kusa ndungu mu malu, nwata mbele mukatula menga.

    Bilongo bya ntu :

    1. Baka MUNGWA a BASENZI ye NZONGO a TIYA ye NZONUNGU (mbutu za mfinda zina ntundubila) : Nika zo va tadi; bosi nwata nsamba tatu va mbunzu ye tula mu ndambu za luse. Sanga bilongo bya nikwa matonsi ma MALALA ma nsa, bosi kusa.

    N.B. Keba, yama mpasi.

    2. Baka tabaka (fumu) sanga ye DINSUSU-NSUSU: zeka ye tula mu ngongo, bosi kela mabete ( matonsi) matatu mu meso ye nzunu : mu nsuka, midi ye nkkela.

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