Ex vice-governador acerta no próprio pé e facilita tarefa da PGR no Uíge

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 24/01 (Wizi-Kongo) – Ao ter, a juíza de direito, Delfina Almeida, proferida, nesta quarta-feira (20/01), a sentença do acórdão dando a absolvição do activista Jorge Kisseque, manda-lo ir em paz e isento de qualquer emolumentos de taxas de justiça, na presença do Ministério Público, fez do ex vice-governador para o sector técnico e infra-estrutura, acertar no próprio pé e facilitar tarefa da Procuradoria-Geral da República (PGR), no Uíge, por ter sido ele, a abrir um processo-crime de injuria e difamação, cujas provas o incriminam a si mesmo.

De um lado, a juíza ao aprovar verdade em tribunal que as denuncias tornadas ao público pelo activista, a respeito da gestão danosa, na altura no cargo de vice-governador, Afonso Luviluku, abre-se uma vaga para desafio da PGR, em fazer valer o “melhorar que está bem” e “corrigir o que está mal”, bem como a luta cerrada contra corrupção, nepotismo e outras práticas negativas, que, muitas vezes, são recontes pelos gestores de cargos públicos, dando outros destinos dos fundos públicos alocados para o bem da população. Estando, para isso, a qualquer momento, Afonso Luviluku lhe ser aberto um processo-crime, advogou, hoje, domingo, ao Wizi-Kongo, o jurista, Joaquim António.

As linhas iniciadas por Jorge Kisseque e comprovadas pelo tribunal, são claras, deixando, deste modo, a responsabilidade a PGR dar o devido tratamento ao ex vice-governador para o sector técnico e infra-estrutura, Afonso Luviluku. Sendo que, ficou provado no tribunal que o antigo vice-governador possui dois apartamentos na centralidade Horizonte (Kilumosso), residência no projecto habitacional da juventude no bairro Katapa, igualmente, aprovado naquele tribunal a existência de várias obras pagas na sua totalidade e nunca foram concluídas.

Há dois anos, a PGR no Uíge, não deu tréguas aos gestores públicos indiciados na prática de crimes de abuso do poder, corrupção, nepotismo e tudo mais, daí, ter colocado atrás das grades, alguns por julgamento e condenações, outros por detenções, a exemplo, do antigo delegado da justiça e direitos humanos (anos antes fora vice-governador), Miguel Kutoca, do director do departamento provincial da educação, Manuel Zangala e não só. Depois disso, pouco ou nada mais se ouviu. Agora, como expressaram ao Wizi-Kongo, os citadinos da região, voltam estar na expectativa ao começo da segunda vaga das condenações e detenções, se, terá o seu ponto de partida no ex-governador ou não (!!!).

Numa análise minuciosa achasse estranho que, se, o Jorge Kisseque foi absorvido e não se levanta outros elementos que visam analisar a posição do Afonso Luviluku, porque o ex vice-governador entra com um processo no tribunal como vítima, agora, aparece como autor e, antes da saída ao tribunal, todos teriam já o conhecimento de Afonso Luviluku constituído como arguido”, esclareceu, o jurista.

A juíza de direito, naquele tribunal tinha o direito de pronunciar-se sobre a posição de Afonso Luviluku e, espera-se que as investigações corram nos trâmites legais até de certa maneira esclarecer este caso, que, antes colocou Jorge Kisseque ser considerado de maluco, dai, “vai uma nota positiva ao tribunal do Uíge, por ter tomado uma decisão em função a sua proporção e, este acto visa consciencializar a sociedade de que a justiça deve funcionar, que, todo mundo é igual perante a lei”, rematou, Joaquim António.

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    Durante o acto, o Governador Provincial destacou a importância da infra-estrutura para a organização da actividade comercial no município, reforçando o compromisso do Executivo com a melhoria das condições de vida da população e a promoção do desenvolvimento económico local.

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    Via GMCS-Uíge

     

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    “Mbemba Ngangu” foi um soba e herói local que mobilizou o seu povo e as aldeias vizinhas para a resistência contra a ocupação colonial portuguesa. A sua luta teve grande apoio das populações ribeirinhas do rio Lucunga, uma zona estratégica do antigo território.

    Mbemba Ngangu é um nome em Kikongo, um cognome dado pelo próprio povo em reconhecimento à sua liderança. Etimologicamente, significa: Mbemba (“Águia”) e Ngangu (“Visionário” ou “Astuto”). A águia representa a visão ampla do campo de batalha e a rapidez no ataque, enquanto Ngangu reflete a sua inteligência tática e capacidade de antever os movimentos do inimigo.

    Natural da região de Mbamba — território que hoje corresponde ao município do Bembe —, Mbemba Ngangu terá vivido entre os séculos XVI e XVII, período em que o Reino do Kongo enfrentava as primeiras incursões portuguesas no interior. A província de Mbamba era a mais militarizada do Reino do Kongo, responsável pela defesa sul.

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