GOVERNADOR DO UÍGE PROÍBE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE ANDAMENTO DAS OBRAS DA CASA DA JUVENTUDE

Por Alfredo Dikwiza|Jornalista

Uíge, 04/11 (Wizi-Kongo) – O governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha, ordenou a sete chaves a proibição da divulgação de qualquer informação que diz respeito do andamento das obras da casa da juventude, em construção há mais de dez anos e, estando aquém da sua conclusão com a gravada greve dos trabalhadores por estarem sem pagamentos e alimentação.

Ao contrário das demais obras que são asseguradas por uma empresa de segurança, a da casa da juventude, localizada no bairro Katapa, juntos do SIAC, é controlada por efectivos da Polícia Nacional e, além disso, dentro da obra, existe um gabinete coordenado por dois engenheiros sob orientação do governador e são responsáveis em prestar informações de segunda a sexta-feira.

“Nós empreiteiros não demos informações por ordens do governador do Uíge, qualquer situação ele exige uma credencial, ele é quem sabe porque isto não anda, porque está atrasada e dentro da obra existe uma fiscalização de segunda-feira/sexta-feira com um gabinete composto por dois engenheiros”, soube no local o Wizi-Kongo, hoje, sábado, numa altura em que acabava por terminar mais um encontro com os trabalhadores que recusam-se em trabalhar por falta de pagamentos.

“Não estamos permitidos a receber visitas, é uma ordem rígida do governador do Uíge, para entrar aqui é necessário uma credencial carimbada pelo governo do Uíge, ao contrário, não e a segurança é feita por efectivos da Polícia Nacional”, rematou a fonte no local.

Maioritariamente vindos da capital do país, Luanda, os trabalhadores estão há mais de cinco meses sem os seus ordenados, cujos contractos ordenam o pagamento por mês de 160/250 mil kzs, onde nos mais de cinco meses, apenas uma vez lhes foi feito um pagamento de 50/70 mil kzs, cada, motivo este que lhes leva a paralisarem com os trabalho e, dentro de dias, sairão às ruas com destino ao governo provincial para apresentarem o grito de socorro.

Por conta da paralisação das obras, os trabalhadores não residentes no Uíge, lhes foi cortado o direito de alimentação e, admitem que, antes de corte da alimentação, às de manhãs tomavam um copo de chá com metade de pão, sem direito ao almoço e voltavam a comer de noite, uma refeição que consideram precária, de acordo as imagens que o Wizi-Kongo conseguiu captar no local.

 

Aqueles trabalhadores admitem estarem a ser maltratados, pois que, os acordos assinados entre as partes, estão aquém no terreno de serem colocados em prática pela empresa encarregada naa obra, cuja designação é OHS. SA e, outrossim, demonstram total indignação pelo silêncio do governo do Uíge, que, de perto sabe da real situação menos boa enfrentada por eles, pelo que, solicitam de um bom senso no pagamento dos seus ordenados e, com isso, voltarem as suas casas, Luanda.

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