A direcção provincial da Cultura do Uíge e o Portal Wizi-Kongo, organizam a Conferência sobre o Legado Africano na Construção do Brasil.

Por Walmir Damasceno

 

 

 

 

 

Portal Wizi-Kongo.com prepara significativo evento em Uige, histórica cidade Bakongo no extremo norte de Angola

Em visita oficial a República de Angola que se inicia na próxima segunda-feira, dia 13/11, e atendendo a convite do Portal de Noticias Wizi-Kongo, estarei dia 20/11 (Dia Nacional de Celebração da Consciência Negra Brasileira), ministrando palestra sobre a temática: Tradições Bantu-Kongo – Legado Africano na Construção do Brasil e Formação da Sociedade brasileira. No diálogo na cidade do Uige e contato com as autoridades tradicionais visa revitalizar a contribuição dos bantu-kongo no Brasil no sentido de que os hábitos e costumes herdados dos ancestrais, traduzidos nas línguas, danças, culinária, entre outras manifestações culturais, incluindo os rituais, devem ser transmitidos de geração a geração para que não se percam, devendo-se redobrar o conhecimento da nossa cultura, velar pela conservação.

A confirmação do encontro foi feita hoje (7/11), pelo coordenador nacional da prestigiosa Organização noticiosa e comunitária, o ator, contista, romancista e poeta Wrackichakiri Abelardo Domingos, (na imagem) adiantando que está sendo mobilizada comunidade estudantil, educadores, pesquisadores, membros da Delegação de Cultura do Governo de Angola na Provincia do Uige, Autoridades Tradicionais (exercidas pelos Soba, Reis tradicionais), membros da comunidade acadêmica intelectual, grupos culturais, além do Governador da Provincia do Uige, Pinda Simão.

HISTÓRIA DA CIDADE DO UÍGE

Há séculos passados, Angola foi formada por reinos tais como: Congo, Ndongo, Matamba, etc. com a chegada dos portugueses em Angola estes reinos foram desaparecendo, alguns por desaparecimentos dos seus membros tiveram que associar se a outros reinos e outros devido aos escravos foram aos poucos extinguindo.

Concretamente neste trabalho falaremos da cidade do Uige, isto e do seu aparecimento (fundação.) visto que e um território situado no reino do Congo, surge aqui falar um pouco sobre a cidade de Mbanza Congo.

A cidade de Mbanza Congo, foi a capital do reino onde desempenhou se as maiores actividades económicas. Sendo uma cidade com direcção e comando puramente negro, os portugueses sentindo se inferiorizados por este facto foram pessando em fundar uma capital cuja direcção fosse comanda por brancos e assim, em 1917 aparece a cidade do Uige, anteriormente chamada por Carmona para contrapor -se a cidade de Mbanza Congo nesta altura (1917) em que é estabelecido o posto militar com o mesmo nome integrado na capitania do Bembe na àquela época, o Congo portugueses tinham a cede do seu distrito em Maquela do Zombo abrangia todo o território angolano situado entre a margem esquerda do rio Zaire e o rio cuango as actuais províncias do Zaire Uige.

Assim a bacia do Uige onde se encontra Carmona esteve durante muito tempo fora das rotas normais dos antanhos e como estava envolvida por serras resultou-a cerca de 50 anos se realiza-se as primeiras operações de reconhecimento.

Portanto a ocupação do distrito do Uige, só começou a efectivar-se desde que o capitão Manuel José Perreira Vindo do Bembe transforma em povoação, pelo Tenente Berbem.

É um bom exemplo que não devemos esquecer de, um militar e um Administrador que abre e indica o caminho e as perspectivas que se confirmaram.

Assim três (3) militares e cinco civis comerciantes foram os primeiros habitantes desta cidade (Capitão Manuel José Perreira, Tenente Julho Tomas Berberam, 2º Sargento Manuel Rodrigues, Manuel da Silva, Santos, Luís Heltc, António Figueiredo, Iristao Mendes Caldo), todos do Ambriz e João Tailoss do Ambrizete.

MARCO HISTÓRICO

Quanto aos marcos histórico, a cidade do Uige repleta de alguns marcos no seu interior a casos:
Tumulo do Soldado desconhecido, túmulos Mbengangangu, largo do governo provincial, reinado Mecatete do Uige casa da cultura, etc.

RIOS EXISTENTES NO MUNICIPIO DO UIGE

No que tange a bacia hidrográfica do município do Uige, o município é atravessado por vários rios que são um forte potencial de recursos hidrográficos nomadamente: loé, Lungunga, kangombe, kamatandala, Candombe, Kifuti, kakonda, Ndua, kulo, Lukoka, kagigi, Mbassassa, Mbuégi, Camcungo, e Lukishi.

LOCALIZAÇAO GEOGRAFICA DO MUNICIPIO

A cidade do Uige tem um território de forma quadrilátero, com uma área de 64022km2 que se estende entre os paralelos 5º 50 e 80 20 de latitude sul, e os meridianos 14º 50 e 17º 10 de longitude este de Greenwich

HABITOS E CUSTUMES DA POP. DO UIGE

A população do município do Uige é caracterizada pela sua língua materna (kicongo), ente mos de vestuários é notável pelas mulheres o pano e lenço na cabeça, optando como prato típico o Funge de Bombo, feijão, kizaca, e é um povo que.

SURGIMENTO DA CIDADE UIGE

A fundação da cidade pode inserira numa mis avançada desta expressão comercial para o leste do Congo, que é acompanhada pela evolução Administrativa; em 1923 a sede da circunscrição muda de Bembe para Uige que em 1946 passa a ser a capital da província do Congo 20 anos mais tarde Uige é levada a categoria de cidade com a designação de Carmona, nome de um presidente da Republica Portuguesa, que visitara oficialmente a colónia (Marchel Carmona) antes da independência: tem a sua origem no posto militar mandado em 1917 pelo capitão Manuel José pereira, então capitão-mor do Bembe apresentado pelo Alferes Julho tomas Berberao.

No mesmo ano 1997 a sede do distrito do Congo passou para Maquela deixando Cabinda exercer a chefia do território que é hoje o distrito do Uige.

RUAS, BAIRROS E ALDEIAS DA CIDADE DO UIGE

Quanto as ruas, bairros e aldeias, o Uige dispõem de 21 regedorias, 83 aldeias incluindo os bairros periféricos.

RUAS: R. Dr. António Agostinho Neto, Rua Comercio, Rua 1º D´agosto. CT.Bula, CT.Zage. Soba Manuel, Agricultura Industrial do Café Carmo Ferreira, Travessia Sargento Oposto, Travessia de Assembleia Norton De Mateus.

a) BAIRROS: C.Velho. Dunga c. novo , Mbengangango, kakiuia papelão bem vindo, kimacungo, Tomessa, kilala, katapa, kabonda, Passo, Popular Bairro Cemitério Capote kakole bairro Novo,Vila da Mata, Mongo Aliemaetc.

b) ALDEIAS: Quigima Banza Pólo Henda Banza 2º Cambila Tange Mateus kaquengue kandandi Loé Canandi, candandi3, Quivita Kassexi kituma, katambem Quinguangua Banza Quinguangua, Muenga Calumbo katula kimanga etc.

Matondo (obrigado) de Joyce Nsana Ft. Freddya Massamba

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    SACERDÓCIO TOKOISTA

    Segundo o calendário tokoista, 25 de Julho de 2025 é o termino do ano Tokoista.

    Vamos aos cálculos simbolicos: 2+5 = 7, sete na simbologia tokoista é equivalente ao 7 reino, que actualmente esta sendo governado pelos Americanos (e o Papa Leão 14 faz parte). Para os tokoistas 7 acrescentando tres zeros, nos remete ao número 7 mil espíritos que surgiram na igreja desde setembro de 1982.

    25 também representa as tetagramas ilustrados na imagem em anexo.

    Quanto ao ano 26 que se avizinha do Calendário Tokoista, será o ano do reinado de Cristo [ Mayamona] com os seus Avauki’a Mpungu (Povo Eleito). Simbolicamente 2+6=8, o oito na simboligia quer dizer: Oitavo reino de Cristo e o 2 na tetagrama em anexo (o desenho que fez parte do ritual que derrubou o regime português) quer dizer ALFA E ÓMEGA, principio e o fim. Ou os 2 registos onde estão sendo alistados os bons e os mãos crentes.

    O ano de 25, é o ano que foi acorrentado o último demônio dos 7 mil que surgiram para destruir a igreja. Mais no calendário gregoriano vai faltar 5 meses, estes meses teram os seus acontecimentos: (1) vai o quinto anjo vai tocar a 5 trombeta, lembrando que a primeira foi tocada no dia 25 de Julho de 1949; (2) vai surgir muitas doenças e tentações, com poucas mortes, alguns Avaukia Mpungu vão pagar o preço desta desgraça para salvar a humanidade.

    De acordo com as profecias, todo o tokoista deve participar nos jenjus de Julho e Outubro. Dedicam e baptizem as crianças, realizem casamentos para os que estao de baixos dos mandamentos, reconcilien-se entre os casados e participem nos eventos da igreja. Vem ai a última etapa do TOKOISMO.

    MAKAYA ma NSI: Mu lusadisu kimbevo kya ntu

    MAKAYA ma NSI: Mu lusadisu kimbevo kya ntu

    Kwa Tata PAUL “Redemptoriste”

    Kwa mitangi mya MAKAYA ma NSI

    Mambu mena mu nkanda wau matuka kwa bambuta za nsi a Kongo, mu dyambu dya sadisa baleke ba ntandu kyaki ye ba kwiza landi ku nima. I sa mu bambula kaka ntima vo mbongo zingi katuvene Nzambi mu kutusadisa muna mi nti mya nsi.. Idina ka lwendi kwa nganga-za-nkisi ko, bau mpe bavananga kaka makaya ma nsi kwandi, dimosi kaka bakudikanga: i sakisa mi nsiku ye zola vuna bantu, mpasi bafutisa mbongo za yingi za mpamba kwandi.

    Nsiku umosi kaka: KALA YE NGANGU MU TOMA SADILA MU SADILA NKANDA WAWU. K’ULUTISA TESO KO. YUVULA BAMBUTA, OVO KUZEYE WO KO NTI. KUBAKI KO.

    ———————————————————————————————————————–

    Kwa Nganga a Nzambi KIAMBI

    Tu tezele fyoti kaka mu sindika mi nti mina mu nkanda wawu. Tutudidi mu kapu kimosi mi nti ovo makaya mawonso matadilanga kimbevo kimosi; nkoso nimelo ifwete sadilwa bonso butusonekene yo. Mu lumbu kimosi ka tulendi vana mi nti miole kwa mbevo ko; ovo makaya mantete ka matondele nitu ko, ku nima lumbu kimosi evo bibiole, tulenda soba lukaya lwa nkaka. Kadi nwa makaya mayingi muna lumbu, kutwasa kimbevo kya kilendele vonda muntu.

    ———————————————————————————————————————-

    Mu lusadisu lwa kimbevo kya bwanga (tatika) e ntu

    1. Tuta MUINDU ye NTUNTU za MVALA,: tula mu ngongo, bosi kela mu mbombo (nzunu)

    2. Baka nkeni (mbutu, nginga) za MABUNDA-BUNDA: tuta, zenga mbele (nsamba) tatu va mbunzu ye mu mpati za luse, kusa bilongo vana va nueto nsamba.

    3. Baka Nginga za KIZIOKI: tuta zo, zenga nsamba tatu va mbunzu ye mu mpati za luse, bosi kusa bilongo.

    N.B. Nkansi yama mpasi.

    4. Baka makaya mampa (mantoko) ma MVALA DIFALA : zeka mo ye swena mu nzunu (mbongo)

    5. Baka MFUMFULA za MVETE (MUGETE) : zeka zo, sanga ye fi maza, bosi kela (kelolela, tula) mu nzunu.

    6. Sanga maza ma MALALA MA NSA, ye MBODI a DIKONDO : kela mu nzunu.

    N.B. Keba yama mpasi.

    7. Baka MVUMA za MANSIENSIE : zeka; bosi zenga mbele tatu va mbunzu ye mpati za luse ; bosi kusa e bilongo.

    8. Baka makaya mantoto ma MBOTA ovo ma LUMVUMVU, zeka; zaba nsamba va mbunzu ye mu mpati za luse; bosi kusa bilongo byabi.

    9. Baka bunia ya MWINDU: tuta, sanga ye matonsi ma malala; tula mu ngongo ye kela mu meso.

    Ntu bwanga mu dyambu dya nsuti zina mu mbombo:

    Baka NSOLOKOTO: Kotesa mu nzunu, nyukutisa muna nsuti si zabuka.

    Ntu mpasi:

    1. Baka maka ya ma TUMANTU (tomate): zokona ( zeka) ye tula mu mbombo ( nzunu).

    2. Baka MFUFULA za MUGETE (MVETE) sanga ye MPALAMBAKI ye LALA : tula mu ngongo ye kela bete (ntosi) dimosi muna konso disu.

    Kimbevo kya NTU

    Baka makaya ma Mbota : zenga nsamba tatu va mbunzu ye mu mpati za luse, bosi kusa bilongo.

    Muntu mwene mpasi mu dyambu dya mwini wingi ye vayikulu kyufuta kyayingi

    1. Tula 2 gr. ya MUNGWA mu ntutu amvimba wa maza, bosi nwa.

    2. Tula maza ma kyozi ku ntu, kusa ndungu mu malu, nwata mbele mukatula menga.

    Bilongo bya ntu :

    1. Baka MUNGWA a BASENZI ye NZONGO a TIYA ye NZONUNGU (mbutu za mfinda zina ntundubila) : Nika zo va tadi; bosi nwata nsamba tatu va mbunzu ye tula mu ndambu za luse. Sanga bilongo bya nikwa matonsi ma MALALA ma nsa, bosi kusa.

    N.B. Keba, yama mpasi.

    2. Baka tabaka (fumu) sanga ye DINSUSU-NSUSU: zeka ye tula mu ngongo, bosi kela mabete ( matonsi) matatu mu meso ye nzunu : mu nsuka, midi ye nkkela.

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