Alunos do Uíge solidários com professores refutam as aulas

Por Alfredo Dikwiza

Uíge – Alunos dos três níveis de ensino, entre os quais, primário, primeiro e segundo ciclo do ensino secundário no município do Uíge, estão solidários com os professores, desde o inicio do ano lectivo que refurem as aulas.

Hoje, na cidade do Uíge, as ruas não fluiram de cor branca, feito o céu, nem no período matinal, quer no período de tarde, poior ainda o que no período nouturno, através do salário que tarda ser pago aos homens do pó, com isso, os alunos tudo indica estarem solidários com os seus professores.

O período de ferias há dias acabou, mas que ainda está distante de ser ” o já chegamos camaradas, aqui estamos de novo, agora na segunda, terça ou quarta classe, com vontades de estudar, para o bem do país”, afinal o facilitar deste processo (professor) continua não ser valorizado(…), causando com isso um reflexo maior no seio da sociedade, que um entre dois elementos, têm ligação com um parente professor.

Em algumas escolas, os professores sob medo de sofrem faltas que lhos custaria no desconto da mesa mensal (salário), compareceram-nas a 80 e 90 por cento de presença, mas o outro lado, no caso, os alunos, estes não cairam na graça dos docentes, numa clara demonstração deles não serem inocentes face as inumeras dificuldades que a classe passa.

Numa ronda efectuada hoje, terça-feira, pelo wizi-kongo, em diversas escolas da urbe, viu e ouviu de perto depoimento de professores e alguns encarregados de educação e, todos foram unanimes em afirmar a mesma questão (atraso salarial), como sendo um dos principais motivos que leva os alunos nessa posição. “Mesmo no decorrer das aulas, sempre que acontece atraso salarial, como têm sido constante nos últimos anos, retira uma certa presença dos alunos nas escolas e dos próprios professores, agora, não imagines numa fase como essa a do inicio das aulas no que dã”, disse um dos professor do primeiro ciclo na escola 22 de Novembro, situado no bairro Cimitério, periferia da cidade do Uíge.

Pedro Pascoal, um encarregado de educação, opinou que enquanto o executivo não olhar com seriedade o sector da educação, ainda que se fale muito e se obrigue os alunos e professores irem as escolas, longe estarão os resultados almejados por se alcançar. ” Sou professor, estou a marcar presença na escola desde o primeiro dia, mas tenho por admitir que estou aqui, apenas para evitar certas coisas, que passam por faltas e que aposterior são descontados”, observou, outro professor da escola do segundo ciclo do Teta Lando, localizado no bairro Bem-Vindo.

Tendo, no mesmo pensamento alinhar, outro professor do ensino primário da escola 68, centro da cidade. “Estou triste, sou filha de um professor, mas por causa da falta do salário do meu pai, até agora estamos sem material didático, nestas condições, é complicado de se viver, pois parece que o estado angolano não está tão preocupado em dar solução a situação dos professores”, lamentou, o adolescente aparentemente ter 15 anos, com rosto desalento e tendo solicitado um anonimato.

A equipa do wizi-kongo que deslocou-se a essas escolas, constatou igualmente que as mesmas infra-estruras necessitam de reabilitações, apetrechamento de carteiras, quadros pretos, entre outros meios.

Wizi-Kongo

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