Matadidi Mário rompe silêncio em sarau cultural

Matadidi Mário rompeu o silêncio depois de uma longa ausência dos palcos. O autor de músicas como “FAPLA” e “Um minuto de Silêncio”, que marcaram a década de 80, Matadidi Mário protagonizou, na segunda-feira à noite, dia 16, um dos momentos marcantes de um sarau cultural em homenagem ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.

O artista, um dos ícones da música nacional, relembrou, com esses dois temas, o drama do anúncio da morte do fundador da Nação, em 1979, e a actividade das FAPLA.

Nessa actuação, Matadidi foi acompanhado, entre outros, pelo guitarrista Teddy Nsingui, antigo companheiro na Orquestra Inter-Palanca. Apesar da idade, Matadidi fez vibrar a plateia com o seu jeito peculiar de cantar e dançar, que lhe valeram “vivos” aplausos.

Com mais de 40 anos de carreira, Matadidi retratou o cenário de mulheres a chorarem, o anúncio de Lúcio Lara e os contos de Kundi Paihama, que lhe deram inspiração para escrever aquelas duas canções. Além desses temas, o músico interpretou também “O Presidente disse” e “Volta camarada”.

Via JA

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    Via panoramamédia

    “MAKINU”, DE ZAIKO LANGA LANGA, UM CONVITE ARDENTE PARA DANçAR

    Por Jossart Muanza

    Ao celebrar o seu 56º aniversário, Zaïko Langa Langa lança um novo maxi single, “Makinu”, que significa “dança” em kikongo.

    A banda Zaïko Langa Langa aproxima-se rapidamente do seu 56º aniversário, que decorre entre as duas festas de fim de ano. Para “animar” este período, estão disponíveis quatro músicas, a partir de 17 de outubro de 2025, em todas as plataformas digitais de download. A versão física deste maxi single, que será lançada em breve, tem o título homónimo “Makinu”, que significa “dança” em kikongo.

    “Makinu”, o título, pode dizer-se, foi uma escolha natural para esta orquestra, que domina melhor do que qualquer outra a arte de criar gritos e danças animadas que atravessam as eras desde o seu lançamento oficial no dia 24 de Dezembro de 1969.

    Pela primeira vez na música congolesa, Zaïko combina duas danças no mesmo álbum: “Awa te”, dançada com grande graciosidade, e “Mbrouss”, uma dança um pouco mais estrondosa, cujo nome foi emprestado do som produzido quando um jogador de futebol controla a bola com a sola. Este grito é também por vezes utilizado para reconhecer uma finta corporal e um passe de perna que os cantores tentam reproduzir.

    Para os nostálgicos, o grupo oferece ainda um remix da canção “Souvenirs Masa”, lançada em 1978, cuja interpretação testemunha tanto o peso do passado marcado por ilustres intérpretes como o usufruto de uma herança imensamente rica por jovens lobos como Vaugerard Onesime, Acouda, Gino Kanza, Alino Mangubu, Tshotsho Matiaba, entre outros.

    Via Afrique Echos Magazine (AEM)

    História do Kongo

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