GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

Na RDC, os Bakongo não se limitam ao Congo Central. A sua influência histórica estende-se a Bandundu, onde vários grupos mantêm fortes laços com o Reino do Congo.

1️⃣ Os Suku

Um povo aparentado aos Congo, viviam no distrito de Suku, em Congo dia Ntotila. O chefe dos Suku detém o título de Mwene Musuku ou Meni Kongo, em referência ao Manikongo (Rei do Congo).

Em Kwango, encontram-se nos territórios de Popokabaka, Kenge, Feshi e Kasongo-Lunda. Este kimbuku está ligado ao Divino: a mfumu nkento é chamada ngudi a nkama (mãe dos cem).

2️⃣ Os Mbata

Originários da província de Mbata, no extremo leste do Reino do Congo. Encontram-se no Kongo Central e no território Popokabaka (Kwango).
As suas afinidades culturais com os Zombo e os Bampangu são notáveis.

3️⃣ Os Nkanu

Relacionados com os Mbata, vivem no Kongo Central e em Popokabaka (Kwango). A sua cultura está ligada aos Yaka, nomeadamente através da adopção do ritual da circuncisão.

Historicamente, o seu território estendia-se entre os actuais Bas-Congo e Kwango.

4️⃣ Os Humbu

Genuínos com os Teke na região do Pumbu (Kinshasa) no Kongo Central. Presente também nos territórios de Kenge (Kwango) e Bagata (Kwilu).

A sua língua está historicamente ligada à dos Teke, mas a sua cultura faz parte da cultura do Congo Oriental.

5️⃣ Os Dikidiki e Mbeko

Povos do Congo Oriental presentes em Madimba e Kimvula (Congo Central) e em Popokabaka (Kwango).

🔹 Linguística e cultura:

Os Suku, Yaka e Nkanu pertencem à zona H, mas existem distinções: H10 para os Nkanu (Kikongo propriamente dito) e H30 para os Suku e Yaka. Historicamente, estes grupos viviam em ambos os lados da actual fronteira entre a RDC e Angola e estavam amplamente integrados no tecido multiétnico do Reino do Congo.

Os Bakongo de Bandundu testemunham uma rica herança histórica e cultural. As suas línguas, rituais e estruturas sociais remetem para o papel central desta região na história do Reino do Congo.

Fonte: Grande Bandundu na beto

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    • Lukula e Tshela
    • Luozi e Songololo
    • Mbanza-Ngungu e Seke-Banza

    Em algumas zonas administrativas, o nome desta antiga província permaneceu presente na organização territorial, como, por exemplo, o setor Tsundi-Sud no território de Lukula.

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    Como muitos povos Bakongo, os Basundi pertencem à grande família cultural Kongo. A língua mais difundida continua a ser o Kikongo, com várias variantes locais. Esta língua não é apenas um meio de comunicação, mas também um veículo fundamental de transmissão de tradições e da memória coletiva.

    A sociedade tradicional Basundi baseia-se num sistema matrilinear:

    1. Sucessão: O parentesco e os direitos passam pela linhagem materna.
    2. Clã (Mvila): Desempenha um papel essencial na organização de alianças e casamentos.
    3. Autoridade: Os chefes tradicionais e os anciãos são os guardiões da tradição e da palavra.

    “A nossa história não começa com a colonização. Ela existia muito antes. E a história dos Basundi faz plenamente parte dela.”

     

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