Movimento de Estudantes de Angola saíram hoje às ruas em protesto a subida de propinas

Por Jeremias Kaboco

Uíge, 25/09 (Wizi-Kongo) – Estudantes na província angolana do Uíge, a semelhança de outras províncias do país saíram na tarde deste Sábado às ruas da cidade em protesto ao decreto conjunto n.º 420/021 e publicado no DR n.º 174/2021 de 14 de Setembro.

De acordo o decreto conjunto entre os ministérios das finanças, ensino superior e educação respectivamente, o governo angolano validou a duas semanas atrás um decreto instituindo um aumento do valor das propinas a pagar pelos estudantes na ordem dos 15% para as instituições privadas e público-privadas do ensino pré-escolar e secundário e de 25% para as instituições privadas e público-privadas do ensino superior.

Sob liderança do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) no Uíge, a semelhança de Luanda e outras regiões do país que também hoje marcharam, a concentração teve início às 11 horas, tendo partido do local da concentração por volta das 13 horas.

Os manifestantes que percorreram partindo das bombas da Sonangol no bairro Candombe-Velho, igualmente, passaram nas ruas Industrial, rotunda do Songo, rua do Café, rua Agostinho Neto, Comandante Bula, 1° de Agosto, e finalmente na rua dos Cães, a 100 metros do edifício governo provincial, local por onde terminou.

Foto: Jeremias Kaboco| WK, Guimarões Kanga, representante do MEA/Uíge.

Ao falar em exclusivo ao Wizi Kongo, o responsável do Movimento dos Estudantes de Angola, Guimarães Kanga disse “disse não ser normal quando o presidente da república desqualifica o ensino em Angola e dias depois surpreende-nos com um decreto que não reflete com a vida socioeconómica dos angolanos, com crianças ainda estudando por debaixo das árvores e sobretudo com um número elevado de crianças fora do sistema do ensino e maior parte das escolas e universidades não possuem laboratórios”

Kanga no final agradeceu a postura demonstrada por parte da polícia nacional pelo asseguramento durante a marcha, lembrando que pouco menos de sete dias, os activistas da região do Uíge, foram impedidos de realizar uma manifestação que tinha como propósito sobre descontentamento do elevado custo de vida, bem como da falta de emprego gritante no seio da juventude e, mesmo assim, os mesmos prometem voltar a sair as ruas nos próximos momentos em busca de uma causa de seus direitos.

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