DIRECTOR DA SAÚDE DE KANGOLA SUSPENSO DAS FUNÇÕES POR DISCUSSÕES CONSTANTES COM OS COLEGAS

Por Alfredo Dikwiza|Jornalista

Uíge, 12/04 (Wizi-Kongo) – Muniputo Morice Mangada, que atendia pelo cargo de director municipal da saúde de Alto-Cauale/Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, foi suspenso das suas funções temporariamente nesta quinta-feira, pelo administrador local, Kiaku Fernandes Jorge, por este envolver-se em actos de indisciplina, concretamente, discussões constantes com os demais colegas do sector que dirige.

Muniputo Mangada, é caracterizado pelos colegas de serviço ouvidos hoje, sexta-feira, pelo Wizi- Kongo, na sede de Alto-Cauale, como sendo uma pessoa difícil de lidar com ele e, tudo por nada, é motivo de discussão com este ou aquele funcionário, tendo este comportamento lhe ter sido alvo de varias advertências pelos mais próximos, mesmo assim, não houve mudanças de comportamentos.

Com vista a restituir um clima de paz no sector da saúde de Kangola, Kuiku Jorge, administrador titular de Alto-Caule, viu-se obrigado a recorrer ao uso das faculdades que lhe são conferidas por lei da organização e funcionamento dos órgãos da administração local do Estado e, nesta quarta-feira (11/04), tornou público a suspensão daquele responsável.

Enquanto se aguarda do tratamento definitivo que será dado a Muniputo Mangada, foi em seu lugar, Suzana Mussungo Carlos, chefe de sessão de inspecção, indicada para responder, igualmente, as funções de directora municipal interina da saúde a nível do município de Alto-Cauale.

O município de Kangola, há naos clama pela conclusão das obras paralisadas da construção do hospital regional, cujo pontapé de saída aconteceu nos anos 2012, mas até a data presente, nem água vai e nem água vem, o que leva a evacuação de doentes constantemente pelos municípios circunvimos, como Sanza Pombo, Negage e Púri, já que o centro de saúde em funcionamento na sede da vila, carece de muitos serviços especializados.

 

 

 

 

 

 

  • Related Posts

    KANGOLA MELHORA A CAPACIDADE DE EMERGÊNCIA RESPIRATÓRIA COM  O REFORÇO DE BOTIJAS DE OXIGÉNIO 

    Por Jeremias Kaboco| Jornalista

    Uíge, 14/07 (Wizi-Kongo) — Em uma iniciativa voltada ao fortalecimento dos serviços de saúde primários, o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes Jorge, realizou nesta segunda-feira, 14 de julho de 2025, uma visita ao Centro Médico local, onde procedeu à entrega de botijas destinadas ao tratamento de insuficiência respiratória e outras urgências médicas.

    Durante a visita, o administrador percorreu diversas áreas da unidade hospitalar, avaliando as condições de trabalho dos profissionais e dialogando sobre as principais carências enfrentadas pelo centro. A entrega do equipamento, realizada diretamente à direção da instituição, foi destacada por Kiaku como fundamental para a estabilização de pacientes em estado crítico.

    “Essas botijas representam um passo importante na ampliação da capacidade de resposta do centro médico, especialmente diante de casos respiratórios agudos,” reforçou o administrador.

    O gesto foi reconhecido pelo diretor clínico do centro, Nufuenquenda Idóneo Miguel Kama, que agradeceu em nome da equipa médica. “Esta entrega demonstra um avanço significativo, pois reforça a nossa capacidade de resposta, especialmente em situações de emergência. Agradecemos ao executivo pelo empenho e pela atenção dedicada à saúde em Kangola,” afirmou.

    A iniciativa reforça o compromisso do governo local com o bem-estar da população e o aprimoramento contínuo dos serviços públicos de saúde.

    ENFERMEIROS RECORREM AS LANTERNAS DE TELEMÓVEIS PARA ATENDER DOENTES

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 28/05 (Wizi-Kongo) – A falta de combustível para bastecer o grupo gerador municipal e o alternativo da (Comissão Nacional Eleitoral/CNE), deixou um rasto de problemas no centro municipal de saúde de Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, obrigando os enfermeiros e médicos recorrerem as lanternas dos telemóveis para atenderem os doentes no período nocturno.

    A situação, de acordo com fontes fidedignas que falaram hoje, quarta-feira para o Wizi-Kongo, é de conhecimento público e os doentes que deram entrada nos últimos daquela unidade sanitária, sabem bem no que passaram, que é tão preocupante porque mesmo com auxílio da lanterna, não se consegue trabalhar de maneira adequada, evitando acidentes no atendimento aos pacientes.

    Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

    Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

    Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

     

     

     

    História do Kongo

    MBEMBA NGANGU: O HERÓI DO BEMBE QUE SALVOU UÍGE

    MBEMBA NGANGU: O HERÓI DO BEMBE QUE SALVOU UÍGE

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)