Uíge: Confirmada a morte de um cidadão por espancamento da Polícia Nacional (PN)

Uíge – Um cidadão nacional, aparentemente ter 44 anos de idade, foi morto por “surra” na quinta-feira (20), na comuna de Caiongo, município de Cangola, província do Uíge, pelos efectivos da Polícia Nacional daquela circunscrição.
 
A informação foi declarada hoje, sábado, na comuna do Caingo, à Wizi-Kongo, pelos familiares e amigos da vítima, que por medo virem ser mais uma vítima da Polícia Nacional, preservaram-se em avançar os seus nomes, tendo apenas adiantado que o acto bárbaro aconteceu por volta das nove horas da manhã da quinta-feira (20) do mês e ano em curso.
 
“Dois dias antes da sua morte, hasteou a bandeira do MPLA em frente da sua casa, e no mesmo dia o soba do bairro deixou ao ar livre, um cão morto, ao lado da anela do malogrado, tendo ele reprovado a ideia do soba a de posar um cão que já se encontrava em fase de putrefacção ai, tal soba chamou-o de UNITA, ele questionou-se ainda ontem que hasteie a bandeira do MPLA bem em frente da minha casa e hoje, me vens considerar de UNITA, então vou queimar essa bandeira bem em frente da minha casa”, disse um membro da família da vítima.
 
Mas, continuou, o mesmo entrevistado, nem a bandeira ele queimou, e o soba em seguida dirigiu-se ao comando comunal da Polícia Nacional dar queixa de que alguém estava queimar bandeira do MPLA no bairro, o que não era verdade, apenas ele tinha prometido, mas não chegou de concretizar a sua promessa (queimar a bandeira). Em seguida vieram a casa da vitima, três policiais armados, com armas de fogo, porretes e cabos de aço, dai prenderam-no e começaram a tortura-lo sem piedade, em direcção ao tal comando e foi ai sob tanta surra, por último embateram-lhe com algo na nuca que o acabou a vida.
 
“Depois de tiraram a vida dele, num acto “bárbaro e desumano”, os mesmos autores da acção quiseram desaparecer com os restos mortais do cidadão, só que na medida em que saiam com ele da prisão para fora, um bom número de pessoas já se faziam presentes no local, uma vez que antes da sua morte sob pressão da surra não poupou palavras de socorro, gritos, em fim, o que fez com que as pessoas ficarem ali, mas que não tinham como arrombar a porta para socorrer o conterrâneo”, observou, uma prima do falecido, caindo lágrimas em seus olhos.
 
Os mesmos matadores, sublinhou, outra testemunha, depois de verem frustrada a tentativa de sumirem com o corpo do cidadão, através da presença das pessoas que se fizeram ai na porta da prisão, puseram-se em fuga com as suas armas de fogo, em direcções contrárias. “Matar alguém em essas condições é triste e absurdo, afinal o mesmo deixou filhos e mulher”, lamentou.
 
Em seguida, disse, alguns membros do bairro deslocaram-se a sede da vila de Cangola, num percurso de 28 quilómetros que separa a comuna da sede do seu município, com objectivo de informar as demais autoridades sobre o infausto acontecimento protagonizado pelos efectivos da Polícia Nacional ali colocados, para garantirem a ordem e segurança no seio dos familiares, ideia essa que fica longe de ser uma verdade, já que os tais, são os protagonistas a matar pessoa.
 
Wiza-Kongo ainda observou os “rastos das cinzas” deixadas no tal comando, já que o óbito decorreu sob responsabilidades do referido comando, porque a família recusou-se assumir os encargos do óbito.
 
A comuna de Caingo, é uma das duas que compõe o município de Cangola, localizado a 184 quilómetros nordeste da província do Uíge, tal município possui 52.005 mil habitantes, cuja população dedica-se ao cultivo de mandioca, batata-rena, amendoim, hiyame, entre outros.
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    ENFERMEIROS RECORREM AS LANTERNAS DE TELEMÓVEIS PARA ATENDER DOENTES

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 28/05 (Wizi-Kongo) – A falta de combustível para bastecer o grupo gerador municipal e o alternativo da (Comissão Nacional Eleitoral/CNE), deixou um rasto de problemas no centro municipal de saúde de Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, obrigando os enfermeiros e médicos recorrerem as lanternas dos telemóveis para atenderem os doentes no período nocturno.

    A situação, de acordo com fontes fidedignas que falaram hoje, quarta-feira para o Wizi-Kongo, é de conhecimento público e os doentes que deram entrada nos últimos daquela unidade sanitária, sabem bem no que passaram, que é tão preocupante porque mesmo com auxílio da lanterna, não se consegue trabalhar de maneira adequada, evitando acidentes no atendimento aos pacientes.

    Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

    Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

    Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

     

     

     

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