Angola agradece contributo do Congo

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, agradeceu ontem a contribuição e os apoios institucionais que a República do Congo prestou a Angola durante o processo de preparação e promoção da candidatura para a inscrição do Centro Histórico de Mbanza Kongo na lista do Património Mundial da UNESCO.

Os agradecimentos constam de uma mensagem do Presidente José Eduardo dos Santos entregue ontem, em Brazzaville, ao seu homólogo congolês Denis Sassou Nguesso, pela ministra da Cultura Carolina Cerqueira.

A antiga capital do Reino do Kongo abrangia, além de Angola, a República Democrática do Congo, o Congo Brazzaville e o Gabão.

A ministra da Cultura faz-se acompanhar nesta missão pelo secretário de Estado das Relações Exteriores Manuel Augusto, pelo embaixador de Angola na República do Congo Pedro Mavunza, pelo embaixador delegado permanente de Angola Junto da UNESCO Sita José, e por quadros seniores do seu pelouro.
Hoje, a ministra Carolina Cerqueira é recebida em audiência, em Libreville, pelo Presidente do Gabão, Ali Bongo, com o mesmo propósito. A visita da comitiva angolana a Brazzaville e Libreville enquadra-se no reforço da diplomacia cultural que o Executivo angolano está a realizar para a valorização da cultura nacional a nível regional e internacional.

O Centro Histórico de Mbanza Kongo foi classificado como Património da Humanidade no dia 8 de Julho deste ano, em Cracóvia, Polónia, durante a 41.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO. O projecto de inscrição da cidade na lista da UNESCO, denominado “Mbanza Kongo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, foi lançado em Setembro de 2007, com a realização da II Mesa Redonda Internacional.

Desde a fundação do Reino do Kongo, no século XIII, a cidade de Mbanza Kongo foi a capital, o centro político, económico, social e cultural, sede do Rei, a sua corte e centro das decisões.

Mbanza Congo foi no século XVII a maior vila da costa ocidental da África Central, com uma densidade populacional de 40 mil habitantes autóctones e quatro mil europeus.

Ganhos da paz

Munícipes de Mbanza Congo, capital da província do Zaire, afirmaram que a escolha da cidade a Património Mundial da UNESCO, só foi possível graças à paz efectiva que o país desfruta há 15 anos.
Em declarações à imprensa, os munícipes da antiga capital do Reino do Kongo reconhecem o valor excepcional do património histórico e cultural da região que norteou a sua inscrição na lista dos bens e sítios reconhecidos universalmente.

Para o estudante universitário Tekadiasala Sebastião, com a guerra era quase impossível pensar-se no projecto. “Na altura, todas as atenções estavam viradas para as questões ligadas ao conflito armado, por isso era quase impensável projectar a candidatura de Mbanza Congo, num ambiente de guerra”, sublinhou Tekadiasala Sebastião que aguarda a inscrição com muita expectativa.

“Penso que houve um engajamento total do Executivo desde o lançamento do projecto denominado “Mbanza Congo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, em 2007, disse, para salientar que a escolha diz respeito a todos os angolanos e não apenas aos habitantes da província do Zaire.

Na opinião de Ana Diabua, o turismo cultural vai sair revitalizado com a elevação de Mbanza Congo a Património Mundial, facto que vai impulsionar o desenvolvimento local, com o fomento da indústria de hotelaria e restauração, assim como gerar empregos e rendas.

As inscrições para a lista do Património Mundial deste ano, em que Angola inscriveu o Centro Histórico de Mbanza Kongo, foram no total 34 sítios, incluincluindo sete naturais, 26 culturais e um misto.
Os membros apreciaram o estado de conservação de 99 sítios do Património Mundial e de 55 sítios inscritos na lista de Património Mundial em Perigo, dos quais foram retirados dois sítios africanos: os parques nacionais do Simien (Etiópia) e de Camoé (Costa do Marfim).

Angola é membro do Comité do Património Mundial da UNESCO para um mandato de quatro anos desde Novembro de 2015. A eleição ocorreu na 20.ª Assembleia Geral dos Estados Partes à Convenção do Património Mundial realizada em Paris.

Via J.A

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    Por Kalunga Bisimbi 

    Hoje, gostaria de vos falar sobre um povo cuja história está diretamente ligada à organização política do antigo Reino do Kongo: os Basundi, por vezes chamados Ba-Nsundi.

    Origens e Importância Política

    O seu nome provém de Nsundi, uma antiga e importante província do Reino do Kongo. Esta província existia muito antes da colonização europeia e fazia parte da estrutura política do reino. Nessa organização, o território era dividido em várias províncias dirigidas por governadores ou representantes da autoridade real.

    A província de Nsundi ocupava um lugar estratégico. As fontes históricas explicam que era frequentemente governada por um membro da família real. Em certos casos, o governador de Nsundi podia até desempenhar um papel crucial na sucessão ao trono do Reino do Kongo. Isto demonstra que esta província estava longe de ser uma simples região periférica: fazia parte do coração político do reino.

    Geografia e Arqueologia

    A capital desta antiga província chamava-se Mbanza Nsundi. Situava-se no espaço que corresponde hoje à província do Kongo Central, na República Democrática do Congo, nomeadamente na zona próxima do rio Inkisi.

    Investigações arqueológicas realizadas nesta região permitiram encontrar vestígios de antigos centros políticos e túmulos pertencentes às elites locais, o que confirma a importância histórica desta província.

    Identidade e Território Atual

    Com o tempo e as transformações políticas do território, o nome Nsundi continuou vivo através das populações chamadas Basundi. Ainda hoje, várias comunidades do Kongo Central se reconhecem nesta identidade histórica. Encontramos os Basundi principalmente nos seguintes territórios:

    • Lukula e Tshela
    • Luozi e Songololo
    • Mbanza-Ngungu e Seke-Banza

    Em algumas zonas administrativas, o nome desta antiga província permaneceu presente na organização territorial, como, por exemplo, o setor Tsundi-Sud no território de Lukula.

    Cultura, Língua e Sociedade

    Como muitos povos Bakongo, os Basundi pertencem à grande família cultural Kongo. A língua mais difundida continua a ser o Kikongo, com várias variantes locais. Esta língua não é apenas um meio de comunicação, mas também um veículo fundamental de transmissão de tradições e da memória coletiva.

    A sociedade tradicional Basundi baseia-se num sistema matrilinear:

    1. Sucessão: O parentesco e os direitos passam pela linhagem materna.
    2. Clã (Mvila): Desempenha um papel essencial na organização de alianças e casamentos.
    3. Autoridade: Os chefes tradicionais e os anciãos são os guardiões da tradição e da palavra.

    “A nossa história não começa com a colonização. Ela existia muito antes. E a história dos Basundi faz plenamente parte dela.”

     

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    No espaço do Grand Bandundu, mais dialectos pertencentes à grande família do Kikongo.

    Parmi eux, nous retrouvons:

    Kiyaka (Giyaga)
    Kisuku
    Kin’vungani (Kivungani / Kihungani)
    Kingongo
    Kinsongo
    Kiwolo (Kivolo / Kiholo)
    Kipendé
    Kilonzo
    Kiwumbu
    Kinsamba (Kitsamba)

    Estes dialectos constituem uma importante riqueza linguística da nossa região.

    Observe

    Le Kiyansi, le Kiteke, le Kitende, le Kisakata, le Kimbunda, le Gimbala, le Kipindi, le Gipende, le Kikwese, etc., são consideradas como as línguas modernas derivadas do Kikongo.

    Ao longo do tempo, estas línguas estão sujeitas a influências e misturas com outras línguas que dizem que:

    Lomongo
    Lonkundo
    Kiluba
    Kilunda

    … e muito bem.

    Nos langues évoluent, se transforment, s’adaptent…
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